Mato Grosso

Parte I – Mato Grosso, a grande vítima. 
 O governador Carlos Bezerra apenas em parte tem razão quando afirma, ao analisar os problemas energéticos do Estado, que “o mal de Mato Grosso foi procurar resolver a coisa depois que estava tudo liquidado, pois não havia previsão” e que “sempre achou que a Eletrobrás era a culpada, que o governo federal se omitia, mas também não havia planejamento por aqui”. Se é verdade que muitos governos, anteriores ao dele, não moveram sequer uma palha no sentido de buscar uma solução que evitasse o sufoco em que o Estado sempre viveu, mais verdade ainda é que a União nem sempre se propôs a formular planos – a executá-los – de modo a permitir a Mato Grosso não ficar, como está até hoje, submetido a decisões técnicas que geralmente não coincidem com os interesses que defende na área de suprimento de energia elétrica.

O primeiro grande planejamento que se tem notícia em Mato Grosso foi promovido durante o governo do sr. Pedro Pedrossian, um armênio audacioso que resolveu a correlação que, na época, manipulavam a administração estadual. No seu “Plano de Desenvolvimento Econômico do Estado de Mato Grosso” (69-71), Pedrossian afirmava, através da equipe que elaborou o documento, que “ao contrário do que se acreditava no passado, na ausência de atuação consciente neste sentido, o desenvolvimento econômico tende a não se difundir de maneira homogênea para todo um País”, acrescentando que “empiricamente, tem se comprovado que o fenômeno da elevação do nível de bem estar manifesta-se segundo um modelo em que determinados setores com grande dinamismo, geralmente concentrados em certas áreas (denominadas pólos de desenvolvimento no sentido lato da expressão), crescendo, difundem os efeitos desta expansão sobre o conjunto das atividades econômicas com intensidade variável, dependendo da eficácia dos canais propagadores”.

Dizia ainda o ex-governador, com base em estudos desenvolvidos naquela época, que “este processo atua no sentido de gerar um processo cumulativo de expansão das áreas que já dispõem de economias externas” e, sendo assim, “o livre jogo das forças de mercado tende, em geral, a aumentar e não a diminuir as desigualdades regionais”, sustentando tal argumento nas conclusões a que G. Arydal havia chegado nos estudos que realizou sobre “Teoria Econômica e Regiões Subdesenvolvidas”. Para o ex-governador, “o planejamento governamental é uma forma de orientação da economia que suplementa e corrige as indicações do mercado e, como está implícito nesta definição, este não substitui o mecanismo de mercado, sobretudo em uma economia capitalista, onde ele apenas atua no sentido de assegurar uma maior eficiência do sistema de preços para a coletividade como um todo”. O mesmo Pedrossian, entretanto, assinalava que qualquer plano não pode ser considerado “uma panacéia capaz de resolver todos os males do Estado, caracterizando-se, acima de tudo, por uma previsão de acontecimentos e seus condicionamentos econômicos”, sublinhando também que não se poderia desprezar o fato de que “a elaboração do plano propriamente dito não implica em que se esteja implantando um processo de planejamento no Estado, sendo indispensável uma atuação do Poder Público sobre a realidade, imprimindo a economia uma evolução diferente da que ocorreria pela simples ação das forças de mercado”.

De que valeram as advertências do governador?

Depois de seu período governamental, o País entrou definitivamente numa fase em que nada mais se fez, em qualquer setor da administração pública, em todos os níveis, senão através de decisões arbitrárias e ditatorialmente concentradas em Brasília nos mil e um órgãos direta ou indiretamente subordinados à tecnocracia, ou seja existência os governos militares incentivaram visando assegurar, sob o seu desmando, a execução do modelo de desenvolvimento imposto ao País pelo governo político-militar religioso de 1.964.

No caso específico de Mato Grosso, o resultado dessa política foi castastrófica. Nada que o Estado pensava tinha importância. Ou porque pensava errado, segundo a tecnocracia brasiliense, ou patamares” que lhe permitissem impor suas aspirações à administração federal. Como esses “patamares” não foram atingidos, Mato Grosso continuou e continua sem solução para os principais problemas que emperram seu crescimento. E um desses problemas, talvez o mais gritante, é energético.

Parte II – O complô contra o Estado. 
A história do suprimento de energia elétrica a Cuiabá e à parte do Estado que restou após a divisão de 1979, é muito simples. Um ex-diretor da Centrais Elétricas Matogrossenses S/A – Cemat – Sr. Carmelito Torres, em conferência proferida no dia 30 de julho de 1974, no anfiteatro do antigo Colégio Estadual de Mato Grosso, desta capital, com base em trabalho elaborado pelo falecido professor Francisco Alexandre Ferreira Mendes (“Energia Elétrica – Problema Vital para Cuiabá” – 1971), informou que “o primeiro serviço de iluminação pública em Cuiabá foi inaugurado no dia 30 de novembro de 1879 pelo então presidente da Província, Dr. João José Pedrosa, que usava como combustível o querosene em substituição às antigas lamparinas de azeite que, por iniciativa particular iluminava as testadas das casas dos mais abastados residentes na cidade.”
No início deste século – acrescentava Carmelito Torres – a iluminação a gás acetileno constituiu empreendimento alvissareiro, representando grande passo ao avanço do progresso e a civilização universal). Cuiabá, em 1911, graças ao espírito empreendedor do intendente municipal, Cel. Avelino de Siqueira, ostentava com toda a opulência as suas praças e ruas centrais iluminadas a gás. Em 1919, por ocasião dos festejos do bicentenário da fundação de Cuiabá inaugurou-se o primeiro serviço de iluminação pública, com energia elétrica, cujos os geradores eram movidos com máquinas a vapor, graças aos esforços e conhecimento do cidadão João Pedro Dias, por determinação do presidente do Estado, àquela época o eminente e reverendíssimo conterrâneo arcebispo Dom Francisco de Aquino Corrêa da Costa, foi inaugurada a primeira usina hidrelétrica que utiliza o desnível do rio da Casca, melhorando as instalações existentes, ampliando-as e dotando a cidade de um serviço de distribuição pública que muito beneficiou a incipiente indústria cuiabana da época. Em 1941, esta usina teve a sua capacidade duplicada no governo do interventor Júlio Strubing Muller. Em 1954, no governo do Dr. Fernando Corrêa da Costa, uma nova usina hidrelétrica era construída e inaugurada no rio da Casca, pouco à jusante da primeira, com disponibilidade energética quatro vezes superior àquela.

Em 1960 – prosseguia o ex-diretor da Cemat – a capacidade desta usina foi completada no governo do Sr. João Ponce de Arruda, sendo neste período constituída a Cemat, como órgão diretor da política energética do Estado. Em 1964, no segundo período governamental, o Dr. Fernando Corrêa da Costa, tendo em vista os elevados índices de crescimento demográfico que Cuiabá começava a experimentar, em face do despertar do progresso regional, dá-se início à construção de uma nova usina, no terceiro desnível existente no rio da Casca, dispondo esta usina de quatro vezes a potência instalada na anterior que mandara construir. Em 1966, o governador Pedro Pedrossian prossegue a construção da usina Casca III e, antes mesmo de construída esta usina, teve necessidade a Cemat de reforçar o seu sistema gerador com a instalação de um conjunto diesel elétrico de 3.400 KW para atender ao sistema. Em 1971 era inaugurada a terceira usina do rio da Casca, já no governo do Sr. José Fragelli. No período de 1971 a 1973, a Cemat, em conjunto com a Eletrobrás, estudou diversas possibilidades hidroenergéticas existente em torno de Cuiabá e destes estudos resultou mais viável, técnica e economicamente, a necessidade da construção da central de Couto Magalhães, no desnível existente do rio Araguaia, distante aproximadamente vinte quilômetros à jusante da cidade de Alto Araguaia.

Esta Central – informava na época o engenheiro Carmelito Torres – terá uma capacidade de 180 mil quilowatts (KW), sendo sua construção prevista para o período de 1975 a 1979 a cargo da Eletronorte, empresa subsidiária da Eletrobrás. No período que medeia esta construção, o nosso sistema será reforçado, no próximo ano, com mais 20 mil KW provenientes da Usina Cachoeira Dourada, da Celg, dando assim um sentido inverso à abordagem da obra, isto é, construindo primeiro a linha de transmissão que servirá no futuro à Usina Hidrelétrica “Couto Magalhães” e se beneficiando dela imediatamente para o atendimento do consumo crescente, através da aquisição de energia da Celg (Centrais Elétricas de Goiás). Em 8 de abril de 1974 era inaugurada pelo governador José Fragelli a nova usina diesel elétrica de Cuiabá, com 10 mil KW de potência, para aliviar a pressão do consumo, mesmo antes da operação da linha de transmissão.

Em termos rigorosamente históricos – e não há como negar isso – os fatos foram justamente os que serviram para as informações prestadas pelo engenheiro Carmelito Torres. Mas há fatos, à margem da história oficial, que indicam a existência, senão de um complô, pelo menos de uma declarada intenção de evitar um desenvolvimento harmonioso da economia estadual.

E tudo com base nas decisões da tecnocracia instalada em Brasília pelo governos dos generais.

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Estação Ecológica do Rio da Casca

LEI Nº 6.437, DE 27 DE MAIO DE 1994 – D.O. 27.05.94. 

Autora:  Deputada Serys Slhessarenko 

 

Dispõe sobre a criação da 27 – Reserva Permanente e Área de Proteção Ambiental do Rio da Casca, no Município de Chapada dos Guimarães, e dá outras providências.

 

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MATO GROSSO,  tendo em vista o que dispõe o Artigo 42 da Constituição Estadual, aprova e o Governador do Estado sanciona a seguinte lei:

Art. 1º Fica criada a Estação Ecológica do Rio da Casca, área de Reserva Permanente, no Município de Chapada dos Guimarães, composta de dois perímetros: Área 1, com 3.329ha e 8.590m², e Área 2, com 205ha e 3.800m², com a seguinte localização topográfica, alinhamento e confrontações:

a) a Área 1 tem o MP.1 cravado na divisa das terras de Manuel Tomás de Campos e Pedro César, com coordenadas U.T.M. 8.282.600,00 N e 669.150,00 E. Do MP.1 ao MP.2, segue pela divisa das terras de Pedro César, com os seguintes rumos e distâncias: MP.1 – MP.2 = 06º42’35″SW – 1.329,47m; MP.2 – MP.3 = 18º12’27″SE – 228,00m; MP.3 – MP.4 = 81º52’10″SE – 60,00m; MP.4 – MP.5 = 48º53’18″SE – 753,12m. Do MP.4 ao MP.5, cruza Rio da Casca, com 350,00m. Do MP.5 ao MP.22, segue pela divisa da Agrovila Ponce de Arruda, com os seguintes rumos e distâncias: MP.5 – MP.6 = 23º42’52″SW – 1.713,21m; MP.6 – MP.7 = 26º50’19″SE – 2.873,52m; MP.7 – MP.8 = 45º00’00″SW – 565,68m; MP.8 – MP.9 = 38º07’43″NW – 2.822,54m; MP.9 – MP.10 = 31º06’53″SW – 1.658,94m; MP.10 – MP.11 = 83º26’05″NW – 447,20m; MP.11 – MP.12 = 35º32’15″SW – 1.720,46m; MP.12 – MP.13 = 00º00’00″S – 600,46m; MP.13 – MP14 = 81º20’22″SE – 1.328,03m. O MP.14 está próximo de uma cabeceira. MP.14 – MP.15 = 24º13’31″SE – 672,63m; MP.15 – MP.16 = 26º33’54″SW – 670,82m; MP.16 – MP.17 = 73º00’18″NW – 1.558,92m; MP.17 – MP.18 – 26º09’21″SW – 457,92m; MP.18 – MP19 = 60º29’51″SE – 1.715,10m;  MP.19 – MP.20 = 90º00’00″E – 800,00m. Do MP.20 aos 250m, cruza o Rio da Casca, à direita. MP.20 – MP.21 = 28º02’12″SE – 777,25M; MP.21 – MP.22 = 31º18’40″SW – 173,00m. Do MP.22 ao MP.25, segue pela divisa das terras Ênio Pacheco Corrêa e Abenildo de tal, com os seguintes rumos e distâncias: MP.22 – MP23 = 79º34’53″NW – 800,00m; MP.23 – MP.24 = 70º07’05″NW – 1.878,50m; MP.24 – MP.25 = 52º20’02″NW – 1.281,69m.  Do MP.25 ao MP.32, segue pela divisa das terras Anildo, de Jaciara, com os seguintes rumos e distâncias: MP.25 – MP.26 = 06º58’40″NE – 558,18m; MP.26 – MP.27 = 14º22’51″NW – 526,15M; MP.27 – MP.28 = 08º23’48″NW – 445,14m; MP.28 – MP.29 = 17º57’27″NW – 536,83m; MP.29 – MP.30 = 32º28’29″NW – 324,45m; MP.30 – MP.31 = 43º39’04″NW – 450,03m; MP.31 – MP.32 = 30º46’13″NW – 588,63m. O MP.32 está próximo de uma cabeceira do Córrego Caveira. Do MP.32 ao MP.1, segue pela divisa das terras de Pedro César, com os seguintes rumos e distâncias: MP.32 – MP.33 = 24º48’54″NE – 1.824,92m. Do MP.32 aos 200m, cruza o Córrego Caveira, à direita; MP.33 – MP.34 = 26º14’19″NE – 668,88m; MP.34 – MP.35 = 37º14’16″NE – 910,51m; MP.35 – MP.36 = 43º24’41″NE – 1.089,90m; MP.36 – MP.37 = 57º41’55″NE – 2.059,76m; MP.37 – MP.1 = 60º37’33″NE – 2.169,20m; MP.1, ponto de partida e fechamento deste memorial.

b) a Área 2 tem o MP.1 cravado a 200m da margem direita do Córrego Ponte Falsa, próximo à sua cabeceira, na divisa de terra da Agropecuária Santa Cláudia e terras de Sebastião de tal, com coordenadas U.T.M. 8.274.200,00 N e 679.100,00 E. Do MP.1, segue com rumo magnético de 84º28’55″NW e distância de 686,65m, divisando com terras da Agropecuária Santa Cláudia até o MP.2. Do MP.2, segue com deflexão à direita, no rumo magnético de 01º52’48″NE e distância de 2.535,00m, divisando com terras da Agrovila até o MP.3. Do MP.3, segue com deflexão à direita, no  rumo magnético de 80º59’27″SE e distância de 1.160,00m, divisando com terras da Agrovila até o MP.4. Do MP.4, segue com deflexão à direita, no rumo magnético de 06º28’27″SW e distância de 779,51m, divisando com terras de Sebastião de tal até o MP.5. Do MP.5, segue com deflexão à direita, no rumo magnético de 18º14’05″SW e distância de 1.708,00m, divisando com terras de Sebastião de tal até o MP.1, ponto de partida do presente memorial..

Parágrafo único Fica criada a Área de Proteção Ambiental do Rio da Casca, em torno da área de Reserva Permanente, com área de 39.250ha e 3.102m², com a seguinte localização topográfica, alinhamento e confrontações:

O primeiro marco MP.1 está cravado na confluência do Rio da Casa com o Córrego Ponte Alta; deste MP.1, segue no azimute de 197º14’29”, à distância de 1.518,22m até o MP.2, que está cravado na estrada para a Usina do Rio da Casca. Do MP.2 ao MP.3, com azimute de 141º37’57”, à distância de 1.530,52m, divisando com a estrada. Do MP.3 ao MP.4, com azimute de 194º32’04”, à distância de 1.394,63m, divisando com a estrada. Do MP.4 ao MP.5, com azimute de 231º42’35”, à distância de 2.420,74m, divisando com estrada, cruzando a sede da Fazenda São Romão. Do MP.5 ao MP.6, com azimute de 198º26’06”, à distância de 790,57m, divisando com a estrada. Do MP.6 ao MP.7, com azimute de 216º28’09”, à distância de 1.430,03m, divisando com a estrada. Do MP.7 ao MP.8, ,com azimute de 229º16’04”,  à distância de 2.375,39m, divisando com a estrada, à direita, para a sede da Fazenda Olho d’Água, sendo que o MP.8 está cravado no vértice da estrada para a Usina e da estrada para a sede da Fazenda Furriel. Do MP.8, segue no azimute de 187º51’12”, à distância de 1.463,73m até o MP.9, que está cravado à cabeceira do Córrego São Romão. Do MP.9, segue no azimute de 202º12’13”, à distância de 2.646,22m até o MP.10, que está em uma das cabeceiras do Córrego Furriel. Do MP.10, segue no azimute de  176º04’54”, à distância de 3.658,55m até outra cabeceira do Córrego Furriel, na Rodovia MT – 301, onde se encontra o MP.11. Do MP.11, segue no azimute de 165º57’50”, à distância de 2.886,17m até o MP.12, na cabeceira do Córrego Bota Fora, onde cruza um caminho.  Do MP.12, segue no azimute de 153º44’29”, aos 850m e cruza uma cabeceira à direita e aos 4.181,50m está o MP.13, na cabeceira do Córrego Pulador, à esquerda. Do MP.13, segue no azimute de 185º29’32”, a 200,00m cruza um caminho; a 1.100m cruza um caminho e cabeceira, à direita, e a 2.611,99m está o MP.14, na cabeceira do Córrego Caveira, à esquerda.  Do MP.14, segue no azimute de 133º27’07”, à distância de 3.925,87m, com a sede da Fazenda Dois Irmãos, à direita, até o MP.15. Do MP.15, segue por uma estrada tropeira nos rumos e distâncias de: MP.15 – MP.16 = 06º58’40″NE – 558,18m; MP.16 – MP.17 – 14º22’51″NW – 526,15m; MP.17 – MP.18 – 08º23’48″NW – 445,14m; MP.18 – MP.19 = 17º57’27″NW – 536,83m; MP.19 – MP.20 = 32º28’29″NW – 324,45m; MP.20- MP.21 = 43º39’04″NW – 450,03m; MP.21 – MP.22 = 30º46’13″NW -588,63m. O MP.22 está a 200,00m do Córrego Caveira. Do MP.22, segue no rumo de 24º48’54”, aos 200,00m cruza o Córrego Caveira, à direita, e a 1.824,92m até o MP.23. Do MP.23 ao MP.24, com rumo de 26º14’19″NE, à distância de 668,88m. Do MP.24, com rumo de 37º14’16″NE, aos 500,00m cruza  o Córrego Pulador, a 910,51m até o MP.25. Do MP.25 ao MP.26, com rumo de 43º24’41″NE, à distância de 1.089,90m. Do MP.26 ao MP.27, com rumo de 57º41’55″NE, à distância de 2.059,76m. Do MP.27 ao MP.28, com rumo de 60º37’33″NE, à distância de 2.169,20m. O MP.28 está na estrada tropeira e a 100m da cabeceira do Córrego Capão Comprido. Do MP.38 ao MP.39, com rumo de 06º42’35″SW, à distância de 1.329,47m. Do MP.39 ao MP.40, com rumo de 18º12’27″SE, à distância de 228,00m. Do MP.40 ao MP.41, com rumo de 81º52’10″SE, à distância de 60,00m. Do MP.41 ao MP.42, com rumo de 48º53’18″SE, aos 350,00m cruza o Rio da Casca e à distância de 753,12m até o MP.42. Do MP.42 ao MP.43, com rumo de 23º42’52″SW, à distância de 1.713,21m. Do MP.43 ao MP.44, com rumo de 26º50’19″SE, à distância de 2.873,52m, sendo que o MP.44 está a 200m de uma cabeceira. Do MP.44 ao MP.45, com rumo de 45º00’00″SW, à distância de 565,68m. O MP.45 está a 100m de uma cabeceira. Do MP.45 ao MP.46, com rumo de 38º07’43″NW, à distância de 2.822,54m. Do MP.46 ao MP.47, com rumo de 31º06’53″SW, à distância de 1.658,94m. Do MP.47 ao MP.48, com rumo de 83º26’05″NW, à distância de 447,20m. Do MP.48 ao MP.49, com rumo de 35º32’15″SW, à distância de 1.720,46m. Do MP.49 ao MP.50, com rumo de 00º00’00″S, à distância de 600m. Do MP.50 ao MP.51, com rumo de 81º20’22″SE, à distância de 1.328,03m. O MP.51 está a 200m de uma cabeceira. Do MP.51 ao MP.52, com rumo de 24º13’31″SE, à distância de 672,63m. O MP.52 está a 200m de uma cabeceira, à direita. Do MP.52 ao MP.53, com rumo de 26º33’54’SW, à distância de 670,82m. Do MP.53 ao MP.54, com rumo de 73º00’18″NW, à distância de 1.558,92m. Do MP.54 ao MP.55, com rumo de 26º09’51″SW, à distância de 457,92m. Do MP.55 ao MP.56, com rumo de 60º29’51″SE, à distância de 1.715,10m. Do MP.56 ao MP.57, com rumo de 90º00’00″E, à distância de 800,00m. Do MP.57, com rumo de 28º02’12″SE, aos 250,00m cruza o Rio da Casca, à direita, e a 777,15m até o MP.58. Do MP.58 ao MP.59, com rumo de 31º18’40″SW, à distância de 173,00m. Do MP.59 ao MP.60, com azimute de 86º31’40”, à distância de 2.900,00m. Do MP.60 ao MP.61, com azimute de 65º58’25”, à distância do 4.543,67m, divisando com uma estrada. O MP.60 está a 100m. de uma cabeceira, à esquerda do referido caminhamento. Do MP.61 ao MP.62, com azimute de 58º04’10”, à distância de 750,00m.  Do MP.62 ao MP.63, com rumo de 01º52’48″NE, à distância de 2.250,00m, divisando com área da Reserva Permanente. Do MP.63, com rumo de 80º59’27″SE, aos 500,00m cruza cabeceira do Córrego Ponte Falsa, e a 1.160,00m até o MP.64, divisando com área da Reserva Permanente. Do MP.64 ao MP.65, com rumo de 06º28’27″SW, à distância de 779,51m, divisando com área da Reserva Permanente. Do MP.65 ao MP.66, com rumo de 18º14’05″SW, à distância de 1.000,00m, divisando com área da Reserva Permanente. Do MP.66, com rumo de 58º04’10”, à distância de 2.350,00m até o MP.67, que está em uma cabeceira do Córrego Ponte Falsa. Do MP.67 ao MP.68, com azimute de 10º47’03”, à distância de 3.206,63m. O MP.68 está em outra cabeceira do Córrego Ponte Falsa. Do MP.68 ao MP.69, com azimute de 350º37’23”, à distância de 5.523,81m, sendo o  MP.69 cravado na Rodovia MT-301. Do MP.69 ao MP.70, com azimute de 311º47’41”, à distância de 4.426,34m com a Rodovia MT-301. Do MP.70 ao MP.71, com azimute de 59º02’10”, à distância de 2.332,38m, divisando com uma estrada e a cabeceira do Córrego Aterrado a 500,00m, à esquerda do MP.71. Do MP.71 ao MP.72, com azimute de 0º00’00″N, à distância de 4.450,00m, divisando com uma estrada. Do MP.72 ao MP.73, com azimute de 313º27’07”, à distância de 2.617,25m, divisando com uma estrada. Do MP.73 ao MP.74, com azimute de 286º41’57”, à distância de 1.566,04m, divisando com estrada. Do MP.74 ao MP.75, com azimute de 311º11’09”, à distância de 531,51m, divisando com estrada. Do MP.75 ao MP.76, com azimute de 26º33’54”, à distância de 670,82m, divisando com estrada, e ainda com a cabeceira do Córrego Campo Limpo, à direita do caminhamento, e com a cabeceira do Córrego Retiro, à esquerda do caminhamento. Do MP.76 ao MP.77, com azimute de 333º26’06”, à distância de 1.229,84m, divisando com estrada. Do MP.79, com azimute de 314º16’29”, à distância de 2.793,29m, divisando com estrada até a confluência de uma cabeceira com o Córrego Ponte Alta, onde está cravado o MP.80. Do MP.80, com azimute de 264º17’22”, à distância de 2.512,47m até a confluência do Córrego Ponte Alta com o Rio da Casca, onde está cravado o MP.1, ponto inicial deste perímetro.

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio Paiaguás, em Cuiabá, 27 de maio de 1994.

as) JAYME VERÍSSIMO DE CAMPOSGovernador do Estado
https://uc.socioambiental.org/uc/5331

ESEC do Rio da Casca

Área protegida escolhida: : Rio da Casca

Rio da Casca
Estação Ecológica
Estadual
Proteção Integral
3.534 (Lei – 6.437 – 27/05/1994)
1994
Coordenadoria de Unidades de Conservação
Consultivo
2014
Dados cartográficos ©2017 Google
2 km

Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características

Município População (IBGE 2007) População rural (IBGE 2001) População urbana (IBGE 2001) Estado Área do município (ha) Área da UC no município (ha) Porcentagem da UC no município (%)
Chapada dos Guimarães 17377 6915 8840 MT 620.657 2.545 76.61 %
Cuiabá 526830 6814 476532 MT 353.817 360 10.84 %
Campo Verde 25924 4156 13065 MT 479.456 416 12.52 %

Pressões e ameaças

O desmatamento, as queimadas e a mineração industrial, são algumas das pressões que mais ameaçam as Unidades de Conservação. Veja abaixo dados atualizados sobre essas pressões nesta UC; para uma visualização comparativa entre as UCs mais desmatadas na Amazônia Legal, acesse o ranking dinâmico.

Para detalhes sobre a obtenção dos dados, acesse nossa nota técnica.

Inauguração da Usina Casca II

       

 Inaugurada em 1954, no governo do Dr. Fernando Corrêa da Costa, pouco à jusante da Casca I, com disponibilidade energética quatro vezes superior a esta.

Em 1960, no governo do Sr. João Ponce de Arruda, a capacidade desta usina foi completada  sendo neste período constituída a Cemat, como órgão diretor da política energética do Estado.

HISTÓRICO DO RIO DA CASCA – PRIMEIRA HIDROELÉTRICA DO ESTADO DE MATO GROSSO – HIDROELÉTRICA CASCA

A primeira hidroelétrica do Estado de Mato Grosso, foi construída no leito do Rio da Casa, entre o mês de junho de 1926 e julho de 1928 e inaugurada como nome de CascaI.

Nesta época o município de Chapada dos Guimarães e a comunidade tradicional Rio da Casca, buscou um sonho de serem a capital dos mato-grossenses de energia elétrica, este esforço se concentraram vários político e cidadãos este esforço humano durou cerca de dois anos onde foram despedidas uma soma considerável de recursos financeiros, sendo frustado posteriormente com o advento de muitas outras hidroelétricas mais significativas no estado.

No entrando não se pode ignorar a grandeza do empreendimento, considerando as limitações da época, e os conhecimento humanos, mais uma vez o homem pode mostrar que teve a capacidade de dotar a cidade e a comunidade de uma usina hidroelétrica integrando – as ao mundo moderno, colocando-as em condições de competitividade nos fatores energéticos.

O Governador do Estado de Mato Grosso na época era o Dr. Mário Corrêa da Costa, formado em medicina com profissão consolidada no Rio de Janeiro, com algumas experiências na Europa onde fora para se especializar.

Dr. Mario Corrêa da Costa assumiu o governo de Mato Grosso, no ano de 1926, e no dia 26 de julho de 1928, inaugurou o complexo sistema de geração, transmissão, distribuição e de iluminação pública e residencial em Cuiabá a partir de uma usina hidroelétrica.

O projeto surgiu pela deficiência energética, e passa pelo processo da necessidade, vai para a intenção e se consolida com a inauguração, foi um longo e árduo caminho percorrido e todos os obstáculos foram vencidos.

Grande foi o desafio para a construção da hidroelétrica, marcado pelas dificuldades no deslocamento até Mato Grosso das grandes e pesadas peças que saiam de São Paulo a Cuiabá numa logística que envolvia rodovias não pavimentadas e hidrovias de baixo calado.

Outra dificuldade estava na mão de obra especializada que foi solucionado com a importação de técnicos de outros países, outro desafios para os construtores locais estava em suprir a escassez de mão de obra nos serviços gerais, nos materiais utilizados para a construção das linhas de transmissão e distribuição, dentre tantas outras.

Nesta época os responsáveis pelo sistema de transmissão eram: Artur Gervásio, Ramiro Moreira da Silva, Orestes e Amidio Lima conhecidos como Guarda fios, eles faziam toda manutenção da rede e resolviam os problemas de falta de luz, estes homens cobriam uma área que era de Cuiabá a Pindaival, Capão do Boi, Serra das Russas, o percurso percorrido por eles iniciava na usina Casca I, esses quatro homens, se deslocavam a pé, em lombo de burros e não mediam esforços e sacrifícios para reparar os defeitos sempre traiçoeiramente camuflados (Ribeiro: 1983).

No terreno do entorno da hidrelétrica que foi inaugurada em 1928, foi construída no ano de 1929 a casa do Governador, antiga residência de descanso dos governadores da época, construída portanto junto à Usina Casca I. A casa também era chamada de “A Cascata do Governador”

A partir do governador do Estado de Mato Grosso do ano de 1928, que na época era o Dr. Mário Corrêa da Costa, todos os demais governadores usavam a Casa do Governador ou Cascata do Governador, como área de descanso e lazer, construída em um local privilegiado, bem em cima da Cachoeira do Rio da Casca.

O local foi dotado de infra-estrutura com: piscina artificial, pontes, quiosques, churrasqueiras, e uma cachoeira que surgiu no canal de derivação do Rio Casca, com o nome de Cachoeira do Governador, escadaria para descer até a casa das máquinas e cachoeira, escola e várias casas de funcionários, a mata ciliar no leito do Rio da Casca esta preservada.

Casca I teve uma vida útil de mais de cinquenta anos e passou por muitas reformas e adaptações.

Em 1941, esta usina teve a sua capacidade duplicada no governo do interventor Júlio Strubing Müller. Em 1954, no governo do Dr. Fernando Corrêa da Costa, voltou a ser reformada, quando também foi decida a construção de uma nova usina hidroelétrica no rio da Casca, pouco à jusante da primeira, com disponibilidade energética quatro vezes superior aquela.

Em 1960, no governo do Sr. João Ponce de Arruda, a capacidade desta usina foi completada sendo neste mesmo período foi criada a Centrais Elétricas Matogrossenses (CEMAT), como órgão diretor da política energética do Estado, tualmente com o nome de Rede CEMAT

Neste complexo, ainda funcionam gerando energia porém de forma privatizada as unidades Casca II e Casca III.

A Usina Hidroelétrica Casca I Foi tombada no ano de 2009, pelo patrimônio histórico estadual, e a partir dai esta no aguardo de um projeto que definirá o seu uso e ocupação, que nesta altura dos acontecimentos, deverá ter um caráter de Turismo Cultural e Tecnológico com envolvimento da comunidade local, que desenvolve atividade de agricultura familiar, na ótica da economia solidária, criativa e produção que pode ser associada ao turismo.

A Comunidade Rio da Casca e tradicional, com histórico antes da construção da Usina, atualmente vivem de agricultura e pecuária de subsistência e venda dos excedentes da produção, uma das atividades que tem dado visibilidade para comunidade e a realização do Festival do Caju – Cascaju,

O Festival do Caju – Cascaju, acontece todo ano no distrito do Rio da Casca. O objetivo do festival, organizado pela Associação de Pequenos Produtores Rurais do Rio da Casca em parceria com a Empaer e prefeitura do município, é divulgar e resgatar a tradição da comunidade na fabricação de doces e produtos derivados da fruta, onde Participam da festa os moradores, produtores rurais, estudantes e visitantes.

Pesquisa: Rede de Memórias l 50 Anos da Implantação da Energia Elétrica em Mato Grosso

Artigo : Geraldo Donizeti i Lucio