{"id":1296,"date":"2021-12-04T15:05:30","date_gmt":"2021-12-04T19:05:30","guid":{"rendered":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/?p=1296"},"modified":"2022-05-25T15:37:54","modified_gmt":"2022-05-25T19:37:54","slug":"pedro-celestino-correa-da-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/2021\/12\/04\/pedro-celestino-correa-da-costa\/","title":{"rendered":"Pedro Celestino Correa da Costa"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pedro Celestino Correa da Costa<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-oPQ3RqGbJW4\/WmSYtqZCEfI\/AAAAAAAAHf4\/ndVNwr0K4s4eoHeue6cDELTLP64WMXKBwCLcBGAs\/s1600\/PCCCosta.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-oPQ3RqGbJW4\/WmSYtqZCEfI\/AAAAAAAAHf4\/ndVNwr0K4s4eoHeue6cDELTLP64WMXKBwCLcBGAs\/s640\/PCCCosta.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Aos 72 anos, morre em Petr\u00f3polis, no Rio de Janeiro,em 21 de janeiro de 1932, Pedro Celestino Correa da Costa, deputado estadual constituinte, vice-presidente do Estado de Mato Grosso, presidente do Estado e senador da Rep\u00fablica. Sua morte \u00e9 lamentada e sua obra revista no editorial do jornal cat\u00f3lico, A Cruz, de Cuiab\u00e1:<br><em>O grande mato-grossense, cujo desaparecimento constitui, nesta hora, sobretudo, um golpe dos mais dolorosos para a nossa terra, nasceu a 5 de julho de 1860, no s\u00edtio do Bom Jardim, distrito de Serra-Acima.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Pertencente a uma ilustre linhagem, que deu a Mato Grosso muitas figuras de destaque na administra\u00e7\u00e3o, na pol\u00edtica e no dom\u00ednio da pura intelig\u00eancia, foram seus pais o capit\u00e3o Antonio Correa da Costa e D. In\u00eas Maria Luiz Correa da Costa (da fam\u00edlia Souza Prado).<\/em><br><em>Formado em Farm\u00e1cia, em 1881, abriu em Cuiab\u00e1, uma \u201cbotica\u201d que, gra\u00e7as \u00e0 sua tenacidade, compet\u00eancia e amor ao trabalho, se tornou dentro em pouco a primeira no g\u00eanero entre n\u00f3s.<\/em><br><em>Ingressando na pol\u00edtica foi, logo ap\u00f3s a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, eleito deputado \u00e0 Assembleia Constituinte, da qual \u00e9 o pen\u00faltimo membro que desaparece, somente sobrevivendo o cel. Virg\u00edlio Alves Correa.<\/em><br><em>A sua atua\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica e em cargos de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica o imp\u00f4s logo a confian\u00e7a e estima de seus concidad\u00e3os, de cujos direitos se fez sempre o desinteressado paladino nas mais dif\u00edceis e \u00e0s vezes tr\u00e1gicas conjunturas. Elevado \u00e0 vice-presid\u00eancia do Estado, com Manoel Murtinho, em 1891, foi novamente escolhido para esse cargo em 1907, ao lado de Generoso Ponce, a quem lhe coube substituir, ao cabo de um ano de governo. O que foi a sua diretriz no Pal\u00e1cio Alencastro, d\u00ed-lo a consci\u00eancia dos contempor\u00e2neos, a atestar o seu tino financeiro, o seu patri\u00f3tico desprendimento e, acima de tudo, a sua inatac\u00e1vel probidade.<\/em><br><em>Deve-lhe Mato Grosso, principalmente no departamento de Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica, os mais assinalados servi\u00e7os, levados a efeito nesse primeiro per\u00edodo governativo. Ap\u00f3s as lutas pol\u00edticas de 1916-1917, coube-lhe representar o Estado no Senado Federal, donde o foram buscar seus conterr\u00e2neos para entregar-lhe novamente o governo, em sucess\u00e3o ao arcebispo Aquino Correa, cuja presid\u00eancia&nbsp; se finalizara pela&nbsp; fus\u00e3o dos partidos, realizando dessa forma, o programa patri\u00f3tico de paz e uni\u00e3o que formara o escopo do governo do eminente prelado cuiabano. Essa uni\u00e3o s\u00f3 de pode fazer, no momento, em torno do nome consagrado e respeit\u00e1vel de Pedro Celestino, que congregou em redor de si, como uma bandeira de honestidade e de patriotismo, os elementos mais ponder\u00e1veis da pol\u00edtica mato-grossense.<\/em><br><em>A segunda administra\u00e7\u00e3o Pedro Celestino \u00e9 de ontem e dela basta dizer que, al\u00e9m da obra de cimenta\u00e7\u00e3o da paz e da conc\u00f3rdia, conseguiu ainda o egr\u00e9gio patr\u00edcio a reconstru\u00e7\u00e3o financeira do Estado, abalado em consequ\u00eancia das lutas partid\u00e1rias e da depress\u00e3o enorme da receita, em 1921, legando-nos v\u00e1rios e importantes melhoramentos, alguns acabados, como a estrada da Chapada, velha aspira\u00e7\u00e3o cuiabana, que lhe coube realizar, e outros iniciados, como o servi\u00e7o de ilumina\u00e7\u00e3o da capital pela for\u00e7a motriz do Rio da Casca.<\/em><br><em>Teve a auxili\u00e1-lo nessa segunda fase a compet\u00eancia, a energia e a aptid\u00e3o invulgar do dr.V. Correa Filho, seu secret\u00e1rio Geral do Estado, figura de elei\u00e7\u00e3o no meio intelectual e administrativo de Mato Grosso, cujo nome constitui uma garantia de confian\u00e7a, sendo, como \u00e9, um dos poucos em que Mato Grosso pode e deve espera para sua evolu\u00e7\u00e3o e o seu progresso.<\/em><br><em>Enfermado, j\u00e1 ao final do quadri\u00eanio, passou o governo ao 1\u00b0 vice-presidente, dr. Estev\u00e3o Correa, que prosseguiu e ultimou o per\u00edodo administrativo, em perfeita unidade de vistas e de a\u00e7\u00e3o com o grande mato-grossense, o que vale dizer, trabalhando patrioticamente pela nossa terra.<\/em><br><em>O maior servi\u00e7o prestado a Mato Grosso por Pedro Celestino foi, por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 duvidar, esse exemplo vivo de honradez e trabalho, de abnega\u00e7\u00e3o e amor p\u00e1trio, de carinho pelas nossas coisas e discernimento no estudo dos nossos problemas, de pureza e inquebrantabilidade&nbsp; na defesa do patrim\u00f4nio moral e material do Estado, constituindo-se barreira inexpugn\u00e1vel aos delapidadores da nossa honra e das nossas riquezas.<\/em><br><em>O \u201ccaso Antonina\u201d \u00e9 t\u00edpico e n\u00e3o h\u00e1 mister evocar outros.<\/em><br><em>Criou, por isso, como \u00e9 natural, inimigos rancorosos e advers\u00e1rios implac\u00e1veis. Essas odiosidades s\u00e3o, entretanto, daquelas que honram e enobrecem o homem.<\/em><br><em>Terminado o seu governo, foi, em 1927, reconduzido, pelo voto dos seus paisanos, \u00e0 C\u00e2mara Alta, onde se conservou at\u00e9 que a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 1930 dissolvesse o Poder Legislativo. Partid\u00e1rio da Alian\u00e7a Liberal desde a sua constitui\u00e7\u00e3o, dirigiu nessa ocasi\u00e3o, memor\u00e1vel manifesto aos seus amigos. Vitoriando o movimento revolucion\u00e1rio, nada, entretanto, ambicionou, no seu desprendimento assaz conhecido, no seu nobre e sadio idealismo, que s\u00f3 visava o bem coletivo. Tendo feito uma carreira pol\u00edtica e administrativa de meio s\u00e9culo, jamais se lhe apontou um ato menos digno ou inspirado em motivos que n\u00e3o fossem os que visam o engrandecimento de sua terra. Sofreu, com superioridade, com estoicismo, as mais ingratas campanhas. Tudo levou de vencida. E hoje, ao descerem-lhe ao seio maternal da terra os despojos venerandos, um sentimento de tristeza e de pesar invade todos os cora\u00e7\u00f5es dos mato-grossenses patriotas e sensatos, ante o v\u00e1cuo que, no cen\u00e1rio da administra\u00e7\u00e3o e da pol\u00edtica, deixa o desaparecimento do grande filho da terra cuiabana.<\/em><br><em>O coronel Pedro Celestino foi casado com D. Constan\u00e7a Novis Correa da Costa e, enviuvando-se, consorciou-se com a sua cunhada D. Corina Novis Correa da Costa. Do primeiro casal deixou os seguintes filhos: dr. Cl\u00f3vis Correa da Costa, m\u00e9dico, residente no Rio de Janeiro, drs. Alvino Correa da Costa, farmac\u00eautico e Ytrio Correa da Costa, engenheiro, residentes em Campo Grande; d. Aline, casada com o tenente-coronel Rom\u00e3o Veriano da Silva Pereira, d. Edith, casada com o dr. Virg\u00edlio Alves Correa Filho e d. Maria Constan\u00e7a, casada com o cel. Jos\u00e9 Alves Ribeiro Filho.<\/em><br><em><br><\/em><em>Das segundas n\u00fapcias deixou os seguintes filhos: dr. Fernando Correa da Costa, m\u00e9dico, residente em Campo Grande, tenente Pedro Celestino Correa da Costa, Paulo Correa da Costa, contador, Jo\u00e3o Batista, estudante e senhorinha In\u00eas Maria Luiza Correa da Costa.<\/em><br>Seu principal herdeiro pol\u00edtico foi o filho Fernando Correa da Costa, m\u00e9dico que, mudando-se para o Sul do Estado em 1927, fez carreira com prefeito de Campo Grande (1947), governador do Estado (1950 e 1960) e senador da Rep\u00fablica (1966). Seu outro filho, Ytrio Correa da Costa, foi prefeito nomeado de Campo Grande e deputado federal. A mais recente representante da fam\u00edlia na pol\u00edtica foi a deputada federal Tereza Cristina Correa da Costa, DEM-MS (2014-2022) e ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FONTE<\/strong>: A Cruz (Cuiab\u00e1), 31 de janeiro de1932.<br><strong>FOTO<\/strong>: acervo do governo do Estado de Mato Grosso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Celestino Correa da Costa Aos 72 anos, morre em Petr\u00f3polis, no Rio de Janeiro,em 21 de janeiro de 1932, Pedro Celestino Correa da Costa, deputado estadual constituinte, vice-presidente do Estado de Mato Grosso, presidente do Estado e senador da Rep\u00fablica. 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