{"id":206,"date":"2016-04-07T22:52:22","date_gmt":"2016-04-08T02:52:22","guid":{"rendered":"http:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/?p=206"},"modified":"2016-04-07T22:55:00","modified_gmt":"2016-04-08T02:55:00","slug":"sema-realiza-soltura-assistida-de-anta-filhote","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/2016\/04\/07\/sema-realiza-soltura-assistida-de-anta-filhote\/","title":{"rendered":"Sema realiza soltura assistida de anta filhote"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Fernanda Naz\u00e1rio\/Rose Domingues | Sema-MT<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"full-content\">\n<p style=\"text-align: center;\">A equipe t\u00e9cnica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente da (Sema) realizou a soltura assistida de uma anta macho filhote resgatada em agosto do ano passado de uma fazenda localizada no munic\u00edpio de Santa Rita do Trivelato (344 km ao norte de Cuiab\u00e1). O animal tem nove meses de vida e foi solto na \u00faltima quarta-feira (30.03) em uma \u00e1rea de 5mil m\u00b2, situada a cerca de 50 km do Parque Nacional de Chapada dos Guimar\u00e3es, perto do Rio da Casca.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ap\u00f3s a soltura, a anta, que pertence a esp\u00e9cie brasileira Tapirus terrestris, vai ser monitorada por dois a tr\u00eas meses pela equipe da Sema para ter sua aclimata\u00e7\u00e3o no habitat natural avaliada. De acordo com a coordenadora da Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Danny Moraes, o filhote precisa se adaptar ao local e aprender de forma gradativa a conviver na natureza. Ela explica que esse acompanhamento ser\u00e1 feito porque a soltura n\u00e3o pode ocorrer de maneira abrupta, pois sem um preparo a anta pode se tornar presa f\u00e1cil para outros animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A anta foi recuperada sem nenhum ferimento pelo Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (BPMPA) no dia 23 de agosto de 2015 e desde ent\u00e3o vinha recebendo tratamento no Batalh\u00e3o, onde funciona atualmente o centro de triagem de animais silvestres da Sema e BPMPA, em V\u00e1rzea Grande. Danny informa que devido ao filhote n\u00e3o ter sido criado ao lado de outros animais de sua esp\u00e9cie ele n\u00e3o desenvolveu o mecanismo de ca\u00e7a e de defesa. \u201cPor isso precisou de um tratamento diferenciado em que recebia frutas e legumes preparados pelos tratadores\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.mt.gov.br\/documents\/21013\/2898168\/Anta3600.jpg\/17787e79-e204-43a7-83c3-6a39b74311d5?t=1459865415963\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O gerente do BPMPA, o bi\u00f3logo e sargento da PM Joelson do Nascimento de Paula, lembra que o animal chegou totalmente domesticado, o que prejudicaria sua conviv\u00eancia na natureza. Para reverter essa situa\u00e7\u00e3o, Joelson elaborou uma estrat\u00e9gia: ele colocava a comida da anta em lugares diferentes todos os dias para que ela aprendesse a procurar o pr\u00f3prio alimento. \u201cO animal \u00e9 muito d\u00f3cil e apegado aos humanos, precisa ser reeducado. Com a soltura branda ele vai se acostumando aos poucos a viver sozinho como os outros animais silvestres sem interfer\u00eancia das pessoas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Conforme a Portaria n\u00ba 444, de 17 de dezembro de 2014, a anta integra a lista nacional de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, na categoria vulner\u00e1vel. No total, constam nesse documento 2.113 esp\u00e9cies de plantas e 1.173 de animais, tamb\u00e9m nas categorias extintas da natureza e criticamente em perigo. Um estudo divulgado em maio do ano passado pela revista Science Advances analisou 74 esp\u00e9cies de herb\u00edvoros \u2013 acima de 100 quilos \u2013 de tr\u00eas regi\u00f5es do mundo e chegou \u00e0 conclus\u00e3o que a maioria delas corre o risco de desaparecer. Atualmente 44 dessas esp\u00e9cies, como rinocerontes, zebras, gorilas, elefantes e antas (Tapirus terrestris), j\u00e1 s\u00e3o considerados em risco de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Sobre a \u00e1rea<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O local onde a anta foi solta \u00e9 uma fazenda de gado de 1.100 hectares adquirida pelo Santu\u00e1rio de Elefantes no Brasil que j\u00e1 abriga v\u00e1rias esp\u00e9cies nativas, inclusive a anta. O propriet\u00e1rio cedeu o espa\u00e7o por meio de um parecer t\u00e9cnico de n\u00ba 99.760 assinado com a Sema no dia 24 de mar\u00e7o deste ano. O local foi adaptado com cercas e duas piscinas para receber a anta, uma delas \u00e9 de fibra para banho (interno), e a outra est\u00e1 em fase de constru\u00e7\u00e3o (concreto) no lado de fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Jardineira da floresta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Existem cinco esp\u00e9cies de antas no mundo: a Tapirus pinchaque, encontrada nos Andes, a Tapirus bairdii, t\u00edpica da Am\u00e9rica Central e da Am\u00e9rica do Sul, a Tapirus indicus que vive na Indon\u00e9sia e no continente asi\u00e1tico e as brasileiras Tapirus terrestris e Tapirus kabomani, sendo que esta \u00faltima foi descoberta recentemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.mt.gov.br\/documents\/21013\/2898168\/a-antajunia2600.jpg\/9a48ebb6-0de4-4114-8cb7-64457bd3d8d9?t=1459865412646\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">As antas se alimentam de uma grande variedade de frutas, folhas e flores e exercem um papel muito importante para a preserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o, pois s\u00e3o disseminadoras das sementes dos frutos que foram ingeridos. Em raz\u00e3o dessa qualidade, elas recebem &#8211; ao lado dos elefantes &#8211; o t\u00edtulo de jardineiras da floresta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Segundo Joelson, um animal adulto come de 8 a 9 quilos de alimentos diariamente e ao consumir o fruto eles engolem a semente que ser\u00e1 espalhada atrav\u00e9s das fezes do animal ao longo do trajeto que percorre. Um detalhe importante \u00e9 que as antas andam enormes dist\u00e2ncias, cerca de 120 km diariamente. \u201cA presen\u00e7a delas \u00e9 fundamental na natureza. Elas ajudam a reconstruir o ecossistema de onde vivem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Conhecida como anta-brasileira, essa esp\u00e9cie \u00e9 o maior herb\u00edvoro da Am\u00e9rica do Sul e pode ser encontrada em regi\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica, Cerrado e na Amaz\u00f4nia. Nas florestas amaz\u00f4nicas as chances de preserva\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia da esp\u00e9cie s\u00e3o maiores, o que garante a cadeia alimentar e a seguran\u00e7a de outras esp\u00e9cies. Um exemplo s\u00e3o os roedores que teriam sua popula\u00e7\u00e3o crescendo sem controle se n\u00e3o fossem as antas competindo por sementes e frutos. As antas s\u00e3o presas de animais carn\u00edvoros, entre elas, a on\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A anta \u00e9 a \u00faltima esp\u00e9cie representante de um grupo de mam\u00edferos que j\u00e1 foi muito comum na Am\u00e9rica do Sul: os megamam\u00edferos, onde constavam pregui\u00e7a-gigante e tatu-gigante, extintos nos \u00faltimos 10 mil anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Balan\u00e7o de animais soltos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">De 1\u00ba de janeiro deste ano at\u00e9 31 de mar\u00e7o, cerca de 300 animais foram acolhidos pelo Centro de Triagem da Sema, dos quais 96 j\u00e1 foram soltos, restando neste momento 166 animais na unidade. Entre eles, est\u00e3o macacos, v\u00e1rias esp\u00e9cies de aves (arara, falc\u00e3o, gavi\u00e3o, etc), serpentes e felinos (jaguatirica). Em 2015, o espa\u00e7o recebeu 729 animais, desses, 583 foram soltos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.mt.gov.br\/documents\/21013\/2898168\/Chegada+da+Anta600.jpg\/026be29c-ca4d-42a5-bc38-d72c06839e31?t=1459865417007\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Essa \u00e9 a primeira soltura assistida realizada pela Sema, outras solturas abruptas j\u00e1 foram realizadas em propriedades particulares. Outros estados, como Mato Grosso do Sul, j\u00e1 utilizam o m\u00e9todo. Para Danny, esse \u00e9 apenas o in\u00edcio de um grande trabalho que a secretaria deseja implementar. \u201cTemos muitos animais que n\u00e3o podem ser soltos diretamente e a soltura branda \u00e9 uma excelente ferramenta para reintroduzi-los. Estamos estudando uma maneira de formatar essa metodologia por meio de parcerias que visam a sustentabilidade\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernanda Naz\u00e1rio\/Rose Domingues | Sema-MT A equipe t\u00e9cnica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente da (Sema) realizou a soltura assistida de uma anta macho filhote resgatada em agosto do ano passado de uma fazenda localizada no munic\u00edpio de Santa Rita do Trivelato (344 km ao norte de Cuiab\u00e1). O animal tem nove meses de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":208,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_import_markdown_pro_load_document_selector":0,"_import_markdown_pro_submit_text_textarea":"","two_page_speed":[],"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-206","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=206"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":210,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206\/revisions\/210"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/media\/208"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}