{"id":2547,"date":"2023-01-20T09:34:46","date_gmt":"2023-01-20T13:34:46","guid":{"rendered":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/?p=2547"},"modified":"2024-06-12T14:02:57","modified_gmt":"2024-06-12T18:02:57","slug":"historia-da-eletricidade-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/2023\/01\/20\/historia-da-eletricidade-no-brasil\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Eletricidade no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">O emprego da energia el\u00e9trica no pa\u00eds teve como marcos pioneiros a instala\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Ribeir\u00e3o do Inferno, em 1883, destinada ao fornecimento de for\u00e7a motriz a servi\u00e7os de minera\u00e7\u00e3o em Diamantina, Minas Gerais; a Usina Hidrel\u00e9trica da Companhia Fia\u00e7\u00e3o e Tecidos S\u00e3o Silvestre, de 1885, no munic\u00edpio de Vi\u00e7osa, tamb\u00e9m em Minas Gerais; a Usina Hidrel\u00e9trica Ribeir\u00e3o dos Macacos, em 1887, no mesmo estado; a Usina Termel\u00e9trica Velha Porto Alegre, em 1887, no Rio Grande do Sul; e a Usina Hidrel\u00e9trica Marmelos, realizada em 1889, em Juiz de Fora, Minas Gerais, por iniciativa do industrial Bernardo Mascarenhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">At\u00e9 a primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX, foi constru\u00eddo no pa\u00eds um grande n\u00famero de pequenas usinas geradoras de energia el\u00e9trica, cuja produ\u00e7\u00e3o visava o atendimento dos servi\u00e7os p\u00fablicos instalados nas cidades, sendo empregada predominantemente na ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e particular, nos bondes utilizados para o transporte coletivo e no fornecimento de for\u00e7a motriz a unidades industriais, sobretudo do setor t\u00eaxtil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os primeiros concession\u00e1rios dos servi\u00e7os de<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>constitu\u00edam-se de pequenos produtores e distribuidores, organizados como empresas de \u00e2mbito municipal por fazendeiros, empres\u00e1rios e comerciantes locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Eram freq\u00fcentes as instala\u00e7\u00f5es autoprodutoras nas ind\u00fastrias e em unidades de consumo dom\u00e9stico, no setor agr\u00edcola.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Essas empresas municipais constitu\u00edram-se como resultado da iniciativa do empresariado nacional ligado \u00e0 agricultura de exporta\u00e7\u00e3o, aos servi\u00e7os urbanos, principalmente ilumina\u00e7\u00e3o e transportes, e \u00e0 ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A necessidade de atender \u00e0 crescente demanda por ilumina\u00e7\u00e3o, abastecimento de \u00e1gua, esgoto, transportes e telefonia, e a impossibilidade de seu atendimento diretamente por parte da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, levou \u00e0 institui\u00e7\u00e3o definitiva do regime de concess\u00f5es para a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Seguindo a diretriz da Constitui\u00e7\u00e3o de 1891, as concess\u00f5es para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>eram outorgadas pelas prefeituras municipais, especialmente no tocante ao segmento de distribui\u00e7\u00e3o, cabendo aos governos estaduais o poder concedente com rela\u00e7\u00e3o ao aproveitamento e \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o das quedas d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os primeiros contratos de concess\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>tinham prazos bastante longos, atingindo at\u00e9 80 e 90 anos, e ofereciam aos concession\u00e1rios garantias financeiras por parte do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Apesar dos princ\u00edpios liberais firmados na Constitui\u00e7\u00e3o de 1891, os contratos possu\u00edam cl\u00e1usulas que preservavam o poder regulador da esfera concedente, ainda que restrito ao governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Na d\u00e9cada de 1920, o debate em torno do assunto foi bastante intensificado, tendo tamb\u00e9m sido criado o primeiro \u00f3rg\u00e3o oficial relacionado \u00e0 pol\u00edtica setorial \u2013 a Comiss\u00e3o Federal de For\u00e7as Hidr\u00e1ulicas, do Minist\u00e9rio da Agricultura \u2013 no bojo de um processo que culminaria com a promulga\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo de \u00c1guas, em 1934.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A partir de 1899, ano em que foi autorizada a funcionar no pa\u00eds a S\u00e3o Paulo Railway, Light and Power Company Ltd. \u2013 empresa canadense que deu in\u00edcio \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do Grupo Light no Brasil, e que no mesmo ano passaria \u00e0 denomina\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo Tramway, Light and Power Company Ltd. \u2013 o capital nacional passou a conviver com os investimentos estrangeiros, cada vez mais presentes, o que determinou, na segunda metade da d\u00e9cada de 1920, a consider\u00e1vel monopoliza\u00e7\u00e3o e desnacionaliza\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Desde meados da primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo, especialmente no estado de S\u00e3o Paulo, os pequenos produtores e distribuidores de energia el\u00e9trica haviam se inserido gradativamente num movimento de concentra\u00e7\u00e3o, em geral capitaneado por empresas situadas em munic\u00edpios economicamente mais fortes, formando grupos que passaram a controlar \u00e1reas mais extensas nos territ\u00f3rios estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Dois exemplos desse processo foram a cria\u00e7\u00e3o da Companhia Brasileira de Energia El\u00e9trica (CBEE), em 1909, e a cria\u00e7\u00e3o da Companhia Paulista de For\u00e7a e Luz (CPFL), em 1912.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Nos anos 1920, parte das empresas de capital nacional foram transferidas para o controle das empresas estrangeiras. O Grupo Light incorporou as empresas de Ataliba Vale, Fonseca Rodrigues e Ramos de Azevedo, constitu\u00eddas no interior do estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A American and Foreign Power Company (Amforp), organizada em 1923 pela Electric Bond and Share e atuante no Brasil a partir de 1927, passou a controlar as empresas de Armando de Salles Oliveira e do Grupo Silva Prado e a CPFL.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1930, as atividades ligadas \u00e0 energia el\u00e9trica estavam claramente dominadas pelo Grupo Light, concentrado no eixo Rio de Janeiro \u2013 S\u00e3o Paulo, e pela Amforp, em diversas capitais estaduais, situa\u00e7\u00e3o que viria a perdurar at\u00e9 meados dos anos 1960.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Assistiu-se naquele momento ao aumento do n\u00famero de usinas instaladas, num processo de crescimento constante, iniciado na virada do s\u00e9culo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em especial, as usinas constru\u00eddas pelos grupos estrangeiros passaram a contar com uma capacidade instalada bastante superior \u00e0s unidades instaladas por iniciativa das concession\u00e1rias nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Neste per\u00edodo, a hidreletricidade tornou-se predominante, principalmente na regi\u00e3o Sudeste do pa\u00eds. As usinas termel\u00e9tricas, mais numerosas na fase pioneira do setor, restringiram-se a \u00e1reas economicamente menos ativas e com menos abund\u00e2ncia de recursos h\u00eddricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A disponibilidade de capital criada para investimentos em m\u00e3o-de-obra e mat\u00e9ria-prima, o desenvolvimento dos sistemas de transporte e o aumento da capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica \u2013 em especial no que respeita \u00e0s \u00e1reas servidas pelos grupos Light e Amforp \u2013 garantiram as condi\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o de invers\u00f5es em unidades industriais do setor de siderurgia, na fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas agr\u00edcolas pesadas e de equipamentos industriais simples e de constru\u00e7\u00e3o, e o desenvolvimento dos setores de beneficiamento de borracha, rem\u00e9dios e perfumaria, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No plano pol\u00edtico-institucional, os anos 1920 viram configurar-se a crise definida pela contesta\u00e7\u00e3o da preponder\u00e2ncia das pol\u00edticas dirigidas para o atendimento dos interesses cafeeiros, manifestada a partir dos setores ligados \u00e0s atividades urbanas e industriais \u2013 segmentos m\u00e9dios urbanos \u2013 e pelas oligarquias agr\u00e1rias tradicionalmente alijadas do pacto da chamada \u201cpol\u00edtica dos governadores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A energia el\u00e9trica teve sua produ\u00e7\u00e3o e uso implantados no Brasil num per\u00edodo em que o pa\u00eds conheceu um grande desenvolvimento pol\u00edtico, econ\u00f4mico e social. O novo regime republicano se consolidava e come\u00e7ava a sofrer transforma\u00e7\u00f5es de cunho doutrin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A economia crescia a partir da riqueza da agroexporta\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, diversificava-se e criavam-se as condi\u00e7\u00f5es para a industrializa\u00e7\u00e3o. A sociedade assistiu ao fortalecimento de novos segmentos e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o dos costumes, oriunda do progresso tecnol\u00f3gico, com a supera\u00e7\u00e3o da ilumina\u00e7\u00e3o a g\u00e1s e da tra\u00e7\u00e3o animal dos bondes, nas cidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A energia el\u00e9trica instalou-se no Brasil, a um s\u00f3 tempo, como conseq\u00fc\u00eancia e como condi\u00e7\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es da vida nacional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-large-font-size\">1930 \u2013 1945<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Datam do per\u00edodo a Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN, 1941), a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD, 1942), a Companhia Nacional de \u00c1lcalis (CNA, 1943) e a Companhia Hidro-El\u00e9trica do S\u00e3o Francisco (Chesf, 1945).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O C\u00f3digo de \u00c1guas representou a instaura\u00e7\u00e3o de um novo direito aplic\u00e1vel aos servi\u00e7os de energia el\u00e9trica, atrav\u00e9s da regulamenta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria hidrel\u00e9trica, e que viria substituir as disposi\u00e7\u00f5es estabelecidas no regime contratual, vigente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Consagrou-se uma nova caracteriza\u00e7\u00e3o jur\u00eddica para a propriedade das \u00e1guas, a partir de ent\u00e3o distintas dos bens e terrenos circundantes, e a Uni\u00e3o passou a ser o \u00fanico poder concedente para o estabelecimento dos servi\u00e7os, tendo o C\u00f3digo de \u00c1guas definido, tamb\u00e9m, o regime de concess\u00f5es para os aproveitamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Prenunciava-se, com a medida, uma interven\u00e7\u00e3o ainda mais direta do que a que seria poss\u00edvel realizar no per\u00edodo, j\u00e1 que, ao definir a propriedade da Uni\u00e3o sobre os chamados recursos estrat\u00e9gicos, tornar-se-ia poss\u00edvel a constitui\u00e7\u00e3o do Estado-empres\u00e1rio em \u00e1reas fundamentais para o projeto de industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Tamb\u00e9m na d\u00e9cada de 1930, foram institu\u00eddas ag\u00eancias espec\u00edficas voltadas para a solu\u00e7\u00e3o dos problemas relacionados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrial de energia el\u00e9trica. Assim, em 1933, no bojo da reforma administrativa empreendida no governo provis\u00f3rio de Get\u00falio Vargas, foi criada na \u00f3rbita do Minist\u00e9rio da Agricultura a Divis\u00e3o de \u00c1guas \u2013 denominada Servi\u00e7o de \u00c1guas, no ano seguinte, e novamente Divis\u00e3o de \u00c1guas, a partir de 1939 \u2013 com as atribui\u00e7\u00f5es de promover o estudo das \u00e1guas no pa\u00eds, sob o ponto de sua aplica\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento da riqueza nacional, e de atuar na fiscaliza\u00e7\u00e3o e no controle dos servi\u00e7os de energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em maio de 1939, foi criado o Conselho Nacional de \u00c1guas e Energia El\u00e9trica (CNAEE), com o escopo de atuar em todos os assuntos pertinentes ao setor el\u00e9trico, desde quest\u00f5es tribut\u00e1rias at\u00e9 planos de interliga\u00e7\u00e3o de usinas geradoras, e que viria a se configurar como o principal \u00f3rg\u00e3o do governo federal para a pol\u00edtica setorial at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio das Minas e Energia (MME) e da Centrais El\u00e9tricas Brasileiras S.A. (Eletrobr\u00e1s), no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No \u00e2mbito federal, destaca-se a iniciativa de autoriza\u00e7\u00e3o para a organiza\u00e7\u00e3o da Companhia Hidro-El\u00e9trica do S\u00e3o Francisco (Chesf), dada pelo Decreto-lei n.\u00ba 8.031, de 3 de outubro de 1945, com o objetivo de realizar o aproveitamento do potencial hidr\u00e1ulico da cachoeira de Paulo Afonso, e que viria a ser constitu\u00edda efetivamente apenas em mar\u00e7o de 1948.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Quanto \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de energia el\u00e9trica, o per\u00edodo de 1930 a 1945 apresentou uma queda acentuada no ritmo de crescimento, se comparado com o per\u00edodo de implanta\u00e7\u00e3o inicial do setor de energia el\u00e9trica brasileiro (1880-1930).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Apesar de importantes acr\u00e9scimos na capacidade instalada no pa\u00eds, realizados ao longo da d\u00e9cada de 1930, a partir de 1941 a pot\u00eancia correspondente a unidades de gera\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica permaneceu praticamente inalterada, at\u00e9 o ano de 1945.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Cabe destacar que, ao longo do per\u00edodo, a estrutura\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es geradoras existentes quanto \u00e0 fonte energ\u00e9tica manteve-se inalterada, isto \u00e9, em torno de 80 % da pot\u00eancia instalada tinha origem hidr\u00e1ulica e 20 % origem t\u00e9rmica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-large-font-size\">1946 \u2013 1962<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Destacam-se, em abril de 1954, os projetos de lei da mesma Assessoria concernentes ao Plano Nacional de Eletrifica\u00e7\u00e3o e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Centrais El\u00e9tricas Brasileiras S.A. (Eletrobr\u00e1s), respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O Plano Nacional de Eletrifica\u00e7\u00e3o delineava uma profunda reestrutura\u00e7\u00e3o setorial, prevendo um programa de expans\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica no pa\u00eds a partir da explora\u00e7\u00e3o de seu potencial hidr\u00e1ulico e a interven\u00e7\u00e3o maci\u00e7a do Estado nas \u00e1reas de gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A propriedade das novas instala\u00e7\u00f5es geradoras passaria a concentrar-se em empresas controladas pelo governo federal e pelos governos estaduais, as quais, por sua vez, tornar-se-iam respons\u00e1veis pelo suprimento \u00e0s empresas atuantes no segmento de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O projeto de cria\u00e7\u00e3o da Eletrobr\u00e1s seria concretizado apenas com a Lei n.\u00ba 3.890-A, de 25 de abril de 1961, no governo de J\u00e2nio Quadros, sendo que a empresa seria definitivamente instalada em 11 de junho de 1962, na gest\u00e3o de Jo\u00e3o Goulart (1961-1964).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A partir do governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), verificou-se novo impulso para o crescimento da economia brasileira, pautado pela estrat\u00e9gia desenvolvimentista, constituindo o recurso ao capital externo a principal base do financiamento da industrializa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Verificou-se um incremento at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito com rela\u00e7\u00e3o aos \u00edndices de crescimento da produ\u00e7\u00e3o industrial, destacando-se os setores de equipamentos de transporte, de material el\u00e9trico e de comunica\u00e7\u00f5es, mec\u00e2nico e sider\u00fargico como os setores mais modernos e din\u00e2micos da ind\u00fastria brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No setor p\u00fablico federal, destaca-se, al\u00e9m da j\u00e1 mencionada cria\u00e7\u00e3o da Chesf, a constitui\u00e7\u00e3o da Central El\u00e9trica de Furnas S.A. em 1957 \u2013 posteriormente denominada Furnas Centrais El\u00e9tricas S.A. (Furnas) -, respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Furnas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1960, tamb\u00e9m no \u00e2mbito federal, foi organizada a Companhia Hidrel\u00e9trica do Vale do Rio Para\u00edba (Chevap), com o objetivo de promover a constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Funil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Dentre as iniciativas de destaque de \u00e2mbito estadual, incluem-se a elabora\u00e7\u00e3o do Plano de Eletrifica\u00e7\u00e3o de Minas Gerais, desenvolvido pela Companhia Brasileira de Engenharia (CBE) em 1950, o qual teve como conseq\u00fc\u00eancia a organiza\u00e7\u00e3o da Centrais El\u00e9tricas de Minas Gerais S.A. (Cemig), depois denominada Companhia Energ\u00e9tica de Minas Gerais (Cemig). Esta empresa tornar-se-ia respons\u00e1vel, no per\u00edodo, pela realiza\u00e7\u00e3o dos projetos da Usina Hidrel\u00e9trica Itutinga II, da Usina Hidrel\u00e9trica Am\u00e9rico Ren\u00e9 Gianetti, da Usina Hidrel\u00e9trica Tronqueiras e da Usina Hidrel\u00e9trica Bernardo Mascarenhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O Plano de Eletrifica\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo foi desenvolvido entre outubro de 1953 e maio de 1956, por iniciativa do governo estadual, e tamb\u00e9m foi executado pela CBE. Foram criadas em S\u00e3o Paulo, no \u00e2mbito estadual, a Usinas El\u00e9tricas do Paranapanema S.A. (Uselpa), em 1953, que desenvolveu a execu\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Lucas Nogueira Garcez e da Usina Hidrel\u00e9trica Jurumirim; a Companhia Hidrel\u00e9trica do Rio Pardo (Cherp), em 1955, respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Armando de Salles Oliveira e da Usina Hidrel\u00e9trica Euclides da Cunha; e a Centrais El\u00e9tricas do Urubupung\u00e1 S.A. (Celusa), que iniciou os projetos da Usina Hidrel\u00e9trica Eng. Souza Dias e da Usina Hidrel\u00e9trica de Ilha Solteira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No Rio Grande do Sul, a Comiss\u00e3o Estadual de Energia El\u00e9trica (CEEE) procedeu \u00e0 expans\u00e3o do parque gerador, dando continuidade \u00e0 execu\u00e7\u00e3o do Plano de Eletrifica\u00e7\u00e3o e construindo a Usina Hidrel\u00e9trica Passo do Inferno, a Usina Hidrel\u00e9trica Canastra e a Usina Termel\u00e9trica Candiota.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Destacam-se, ainda, nos demais estados, a organiza\u00e7\u00e3o da Companhia Paranaense de Energia El\u00e9trica (Copel) e da Esp\u00edrito Santo Centrais El\u00e9tricas S.A. (Escelsa), em 1953; da Empresa Fluminense de Energia El\u00e9trica (EFE), em 1954; da Centrais El\u00e9tricas de Santa Catarina S.A. (Celesc) e da Centrais El\u00e9tricas de Goi\u00e1s S.A. (Celg), em 1955; da Companhia de<strong>&nbsp;Eletricidade&nbsp;<\/strong>do Amap\u00e1 (Cea) e da Centrais El\u00e9tricas Matogrossenses S.A. (Cemat), em 1956; da Companhia Energ\u00e9tica do Maranh\u00e3o (Cemar), em 1958; da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), da Empresa Energ\u00e9tica de Sergipe S.A. (Energipe) e da Companhia Energ\u00e9tica de Alagoas (Ceal), em 1960; e da Companhia Energ\u00e9tica do Rio Grande do Norte (Cosern), em 1962.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 concession\u00e1rias privadas, verificou-se a expans\u00e3o do parque gerador das empresas do Grupo Light, que promoveu a constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Henry Borden II e da Usina Termel\u00e9trica Piratininga, no estado de S\u00e3o Paulo, e da Usina Hidrel\u00e9trica Nilo Pe\u00e7anha e da Usina Hidrel\u00e9trica Pereira Passos, no estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O parque gerador das empresas do Grupo Amforp foi expandido com a constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Avanhandava, da Usina Hidrel\u00e9trica Americana e da Usina Termel\u00e9trica Carioba, no estado de S\u00e3o Paulo, da Usina Hidrel\u00e9trica Guaricana, no Paran\u00e1, e da Usina Hidrel\u00e9trica Alberto Torres, no estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Ao final do per\u00edodo, configurou-se uma altera\u00e7\u00e3o radical no perfil do setor de energia el\u00e9trica brasileiro, verificando-se o aumento do peso das empresas federais e estaduais na gera\u00e7\u00e3o, em termos percentuais, de 6,80 % para 31,30%, entre 1952 e 1962.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A participa\u00e7\u00e3o das concession\u00e1rias privadas, com predomin\u00e2ncia dos investimentos estrangeiros, caiu no mesmo per\u00edodo de 82,40% para 55,20%.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-large-font-size\">1962 \u2013 1998<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os primeiros anos da d\u00e9cada de 1960 assistiram ao in\u00edcio de um ciclo econ\u00f4mico depressivo, caracterizado pela acentua\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es do modelo de crescimento acelerado, implantado no per\u00edodo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O processo inflacion\u00e1rio crescente acarretou a interrup\u00e7\u00e3o das obras consideradas b\u00e1sicas pelo governo, e causou uma forte press\u00e3o sobre os sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Verificou-se tamb\u00e9m uma ampla paralisa\u00e7\u00e3o dos investimentos privados, determinada em parte pelas condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas da conjuntura econ\u00f4mica e pelo temor da desestabiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, que ent\u00e3o se anunciava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O acelerado processo de desenvolvimento econ\u00f4mico atingido entre 1968 e 1974 caracterizou o per\u00edodo denominado \u201cmilagre brasileiro\u201d, quando registraram-se \u00edndices in\u00e9ditos de crescimento da economia brasileira, de cerca de 11 %, e realizaram-se investimentos vultosos em obras de infra-estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O processo de nacionaliza\u00e7\u00e3o e estatiza\u00e7\u00e3o do setor de energia el\u00e9trica brasileiro teve continuidade no per\u00edodo, com a organiza\u00e7\u00e3o efetiva da Eletrobr\u00e1s, em 1964.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A Eletrobr\u00e1s passou a atuar como empresa holding das concession\u00e1rias p\u00fablicas de energia el\u00e9trica do governo federal e no planejamento setorial, responsabilizando-se pela defini\u00e7\u00e3o dos programas de expans\u00e3o do sistema el\u00e9trico brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Dentre suas atribui\u00e7\u00f5es, inclu\u00edram-se a realiza\u00e7\u00e3o de estudos e projetos e a constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de usinas e de linhas de transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Posteriormente, proceder-se-ia \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do sistema de empresas controladas atuantes em \u00e2mbito regional, respons\u00e1veis pela gera\u00e7\u00e3o em grosso e pela opera\u00e7\u00e3o do sistema el\u00e9trico e h\u00eddrico interligado, a saber, Companhia Hidro El\u00e9trica do S\u00e3o Francisco (Chesf), Furnas Centrais El\u00e9tricas S.A. (Furnas), Centrais El\u00e9tricas do Sul do Brasil S.A. (Eletrosul), organizada em 1968, e Centrais El\u00e9tricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte), organizada em 1972.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A nacionaliza\u00e7\u00e3o do setor de energia el\u00e9trica foi acelerada com a aquisi\u00e7\u00e3o, pelo governo federal, dos ativos das empresas do Grupo Amforp, sancionada pela Lei n.\u00ba 4.428 e efetivada por Tratado firmado em Washington, Estados Unidos, de 12 de novembro seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A Companhia Auxiliar de Empresas El\u00e9tricas (Caeeb), que atuava como empresa de servi\u00e7os na centraliza\u00e7\u00e3o e na supervis\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es administrativas, de engenharia, jur\u00eddicas e cont\u00e1beis das concession\u00e1rias da Amforp, passou a gerir as concession\u00e1rias filiadas at\u00e9 1968, como subsidi\u00e1ria da Eletrobr\u00e1s, quando as antigas empresas da Amforp foram incorporadas, em sua maioria, \u00e0s concession\u00e1rias p\u00fablicas estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1979, o governo federal adquiriu as empresas do Grupo Light, o que deu origem \u00e0 Light Servi\u00e7os de Eletricidade S.A. (Light), subsidi\u00e1ria da Eletrobr\u00e1s, atuando no Rio de Janeiro, e \u00e0 Eletricidade de S\u00e3o Paulo S.A. (Eletropaulo), controlada pelo governo do estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Integrava o sistema da Eletrobr\u00e1s, tamb\u00e9m, a partir de 1968, a Esp\u00edrito Santo Centrais El\u00e9tricas S.A (Escelsa), criada como resultado da fus\u00e3o de uma empresa do grupo americano Amforp, a Companhia Central Brasileira de For\u00e7a El\u00e9trica (CCBFE), com a antiga empresa estadual, a qual tamb\u00e9m se denominava Escelsa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">As a\u00e7\u00f5es de planejamento da expans\u00e3o e os investimentos setoriais nas \u00e1reas de gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o foram implementados, desde 1964, sob a \u00e9gide do Minist\u00e9rio da das Minas e Energia e do Minist\u00e9rio da Fazenda, tendo sido executadas fundamentalmente pela Eletrobr\u00e1s, em face de suas fun\u00e7\u00f5es de holding estatal e de coordenadora do programa de investimentos e da opera\u00e7\u00e3o dos sistemas interligados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O crescimento do consumo anual de energia el\u00e9trica, entre 1970 e 1980, atingiu o \u00edndice de 10 %. Nesse contexto, foram implementados projetos de constru\u00e7\u00e3o de grandes centrais el\u00e9tricas, com a Usina Hidrel\u00e9trica Tucuru\u00ed, sob a responsabilidade da Eletronorte, e a Usina Hidrel\u00e9trica Itaipu, executada pelos governos do Brasil e do Paraguai por meio da Itaipu Binacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A acelera\u00e7\u00e3o do consumo levou, tamb\u00e9m, \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o do campo da gera\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica nuclear no pa\u00eds e \u00e0 assinatura do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha, em 27 de junho de 1975.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O segmento de distribui\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m majoritariamente estatal, passou a ser controlado por empresas estaduais, cujas \u00e1reas de concess\u00e3o correspondiam, na maior parte casos, aos limites geogr\u00e1ficos de cada estado. Assim, foram criadas e instaladas no per\u00edodo a Companhia Energ\u00e9tica do Piau\u00ed S.A. (Cepisa) e a Centrais El\u00e9tricas do Par\u00e1 S.A. (Celpa), em 1962; a Companhia Energ\u00e9tica do Amazonas (Ceam), em 1963; a Sociedade An\u00f4nima de Eletrifica\u00e7\u00e3o da Para\u00edba (Saelpa), em 1964; a Centrais El\u00e9tricas de S\u00e3o Paulo S.A. (Cesp), em 1966; a Companhia Energ\u00e9tica de Pernambuco (Celpe), a Centrais El\u00e9tricas de Rond\u00f4nia S.A. (Ceron) e a Companhia Energ\u00e9tica de Roraima (Cer), em 1969; a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), em 1965; e a Companhia Energ\u00e9tica do Cear\u00e1 (Coelce), em 1971. Posteriormente, a forma\u00e7\u00e3o dos estados do Mato Grosso do Sul e do Tocantins daria origem a novas empresas de \u00e2mbito estadual, respectivamente a Empresa Energ\u00e9tica de Mato Grosso do Sul S.A. (Enersul), organizada em 1979, e a Companhia de Energia El\u00e9trica do Estado do Tocantins (Celtins), organizada em 1986.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1966, a partir da cria\u00e7\u00e3o da Centrais El\u00e9tricas de S\u00e3o Paulo S.A. (Cesp) \u2013 posteriormente denominada Companhia Energ\u00e9tica de S\u00e3o Paulo (Cesp) e resultante da fus\u00e3o das empresas estaduais existentes e de antigas concession\u00e1rias privadas cujo controle havia sido transferido para o governo de S\u00e3o Paulo -, foram executados importantes projetos hidrel\u00e9tricos, como a Usina Hidrel\u00e9trica Barra Bonita, a Usina Hidrel\u00e9trica Ministro \u00c1lvaro de Souza Lima, a Usina Hidrel\u00e9trica M\u00e1rio Lopes Le\u00e3o, a Usina Hidrel\u00e9trica Xavantes, a Usina Escola Polit\u00e9cnica, a Usina Hidrel\u00e9trica Rosana e a Usina Hidrel\u00e9trica Senador Jos\u00e9 Erm\u00edrio de Moraes, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Inclui-se, no quadro das iniciativas estaduais, a execu\u00e7\u00e3o dos projetos da Usina Hidrel\u00e9trica Jaguara, da Usina Hidrel\u00e9trica Volta Grande, da Usina Hidrel\u00e9trica S\u00e3o Sim\u00e3o, da Usina Hidrel\u00e9trica Emborca\u00e7\u00e3o e da Usina Hidrel\u00e9trica Nova Ponte, a cargo da Cemig; os projetos da Usina Hidrel\u00e9trica Gov. Bento Munhoz da Rocha Neto e da Usina Hidrel\u00e9trica Gov. Parigot de Souza, da Copel; e os projetos da Usina Hidrel\u00e9trica Ita\u00faba e da Usina Hidrel\u00e9trica Passo Real, da CEEE.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O modelo setorial pautado pela organiza\u00e7\u00e3o do sistema Eletrobr\u00e1s garantiu a expans\u00e3o expressiva dos segmentos de gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica ao longo dos anos 1960 e 1970, tend\u00eancia que viria a ser revertida, na d\u00e9cada de 1980, tanto como reflexo das mudan\u00e7as nas regras dos mercados financeiros internacionais, como dos obst\u00e1culos \u00e0 continuidade da capta\u00e7\u00e3o interna de recursos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Mais especificamente a crise do petr\u00f3leo, em 1973, levou \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o, incentivada pelo governo federal, do uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis pela<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>nas ind\u00fastrias eletrointensivas, o que acarretou a necessidade de novos investimentos em expans\u00e3o e maiores custos de opera\u00e7\u00e3o, no quadro desfavor\u00e1vel da implementa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de reerguimento do d\u00f3lar, por parte do governo norte-americano, da eleva\u00e7\u00e3o das taxas de juros internacionais e da invers\u00e3o dos fluxos internacionais de cr\u00e9dito, que naquele momento passavam a buscar os mercados dos pa\u00edses centrais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">As quest\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f4micas e sociais do desenvolvimento econ\u00f4mico brasileiro e do ciclo dos governos militares foram intensificadas na primeira metade da d\u00e9cada de 1980. O in\u00edcio do ano de 1984 assistiu a uma intensa mobiliza\u00e7\u00e3o popular em favor da aprova\u00e7\u00e3o da Emenda Dante de Oliveira, que previa a realiza\u00e7\u00e3o imediata de elei\u00e7\u00f5es diretas para a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Com a derrota da proposta pela C\u00e2mara dos Deputados, em abril, tiveram in\u00edcio os entendimentos que culminaram, em janeiro do ano seguinte, na elei\u00e7\u00e3o da chapa formada por Tancredo Neves e Jos\u00e9 Sarney, da frente de oposi\u00e7\u00e3o denominada Alian\u00e7a Democr\u00e1tica, pelo Col\u00e9gio Eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A posse de Jos\u00e9 Sarney (1985-1990) em 15 de mar\u00e7o de 1985, determinada pela doen\u00e7a do presidente eleito, e marcou a consolida\u00e7\u00e3o do processo de transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica no pa\u00eds, com o retorno de um civil \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-large-font-size\">Desregulamenta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A privatiza\u00e7\u00e3o do setor de energia el\u00e9trica brasileiro foi proposta em 1992, no Plano Nacional de Desestatiza\u00e7\u00e3o (PND) do governo de Fernando Collor de Mello (1990-1992), e definiu como prioridade a venda das empresas distribuidoras, majoritariamente controladas pelos governos estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Foi facilitada durante o governo de Itamar Franco (1992-1994) pela mudan\u00e7a legislativa consignada na Lei n.\u00ba 8.361, de 1993, que estabeleceu o novo regime tarif\u00e1rio das empresas de energia el\u00e9trica, com o Decreto n.\u00ba 1.204, de julho de 1994, que conferiu ao Congresso Nacional poderes para autorizar a venda das empresas, e com a cria\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Desestatiza\u00e7\u00e3o (CND), em 1995, no in\u00edcio da gest\u00e3o de Fernando Henrique Cardoso .<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O processo das privatiza\u00e7\u00f5es no setor de energia el\u00e9trica iniciou-se com a venda das concession\u00e1rias federais atuantes no segmento de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A Escelsa foi vendida ao cons\u00f3rcio formado por Iven S.A. (constitu\u00eddo por Banco Pactual, Banco Icatu, City Bank e Opportunity) e pela GTD Participa\u00e7\u00f5es S.A. (reunindo 11 fundos de pens\u00e3o), em leil\u00e3o de privatiza\u00e7\u00e3o ocorrido em 11 de julho de 1995. Quanto \u00e0 Light, foi adquirida em 21 de maio de 1996 pelo cons\u00f3rcio formado por AES Coral Reef Inc., EDF Internacional S.A., Houston Industries Energy Inc., BNDES Participa\u00e7\u00f5es e Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O novo formato institucional do setor de energia el\u00e9trica brasileiro foi estabelecido com a institui\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), criada pela Lei n.\u00ba 9.427, de 26 de dezembro de 1996, e regulamentada pelo Decreto n.\u00ba 2.335, de 6 de outubro do ano seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A Aneel sucedeu o antigo DNAEE e foi organizada sob a forma de autarquia, vindo a assumir as novas atribui\u00e7\u00f5es relativas a concess\u00f5es, licita\u00e7\u00f5es e fiscaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, a serem executados a partir de ent\u00e3o principalmente por empresas privadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O novo modelo setorial, na etapa da desestatiza\u00e7\u00e3o, vem sendo executado atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de parte do conjunto de recomenda\u00e7\u00f5es apresentadas pela Coopers &amp; Lybrand, empresa de consultoria inglesa contratada pelo governo federal em 1996 e que atuou conjuntamente com t\u00e9cnicos do sistema Eletrobr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">As princi<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">As principais mudan\u00e7as estruturais foram implementadas com a edi\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria n.\u00ba 1.531, que por sua vez deu origem \u00e0 Lei n.\u00ba 9.648, de 27 de maio de 1998.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">No segmento de gera\u00e7\u00e3o, a privatiza\u00e7\u00e3o das empresas sob controle do governo federal est\u00e1 sendo precedida pela implementa\u00e7\u00e3o da reorganiza\u00e7\u00e3o das empresas existentes do sistema Eletrobr\u00e1s, o que se poder\u00e1 verificar por meio de cis\u00f5es, fus\u00f5es, incorpora\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de capital e constitui\u00e7\u00e3o de subsidi\u00e1rias integrais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Quanto \u00e0 transmiss\u00e3o, o despacho de energia das empresas geradoras integrantes do mercado de energia el\u00e9trica passou a ser administrado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), nova ag\u00eancia que veio a substituir a Eletrobr\u00e1s na fun\u00e7\u00e3o de coordenador da opera\u00e7\u00e3o interligada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A cis\u00e3o dos ativos nucleares de Furnas, constitu\u00eddos pela Central Nuclear Almirante \u00c1lvaro Alberto, deu origem \u00e0 Eletrobr\u00e1s Termonuclear S.A. (Eletronuclear), empresa criada por protocolo firmado em 1\u00ba de agosto de 1997, como subsidi\u00e1ria da Eletrobr\u00e1s, e cuja organiza\u00e7\u00e3o visou \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do monop\u00f3lio da Uni\u00e3o sobre o setor nuclear, fixado no texto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 23 de dezembro de 1997, a cis\u00e3o da Eletrosul deu origem \u00e0 Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A. (Gerasul), que veio a ser privatizada em 15 de setembro do ano seguinte, tendo sido adquirida pelo Grupo Tractebel, da B\u00e9lgica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">As cis\u00f5es foram efetuadas tamb\u00e9m nas concession\u00e1rias estaduais de S\u00e3o Paulo e do Rio Grande do Sul, cujos parques geradores tinham dimens\u00f5es significativas no conjunto do sistema el\u00e9trico nacional, e foram facilitadas pela altera\u00e7\u00f5es introduzidas pela Lei n.\u00ba 9.457, de maio de 1997, referente \u00e0s Sociedades An\u00f4nimas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Assim, em 6 de janeiro de 1998, por cis\u00e3o da Cesp, foi criada a Elektro Eletricidade e Servi\u00e7os S.A., destinada a atuar no gerenciamento e execu\u00e7\u00e3o das atividades de distribui\u00e7\u00e3o da empresa original, e que foi vendida ao grupo americano Enron, em leil\u00e3o de privatiza\u00e7\u00e3o realizado em 16 de julho do mesmo ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1\u00ba de abril de 1999, o processo de reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria da Cesp deu origem \u00e0s empresas Companhia de Transmiss\u00e3o de Energia El\u00e9trica Paulista, Companhia de Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica Tiet\u00ea e Companhia de Gera\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica Paranapanema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A cis\u00e3o da Eletropaulo, em 31 de dezembro de 1997, deu origem \u00e0 Emae \u2013 Empresa Metropolitana de \u00c1guas e Energia S.A. (que ficou respons\u00e1vel na \u00e1rea de gera\u00e7\u00e3o, no suprimento de \u00e1gua para abastecimento p\u00fablico e no controle das cheias), \u00e0 Eletropaulo Metropolitana \u2013 Eletricidade de S\u00e3o Paulo S.A. (detentora da concess\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica na capital do estado e privatizada em 15 de abril do mesmo ano), \u00e0 EBE \u2013 Empresa Bandeirante de Energia S.A. (respons\u00e1vel pela distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica nas regi\u00f5es da Baixada Santista, Alto Tiet\u00ea, Oeste Paulista e Vale do Para\u00edba), e \u00e0 EPTE \u2013 Empresa Paulista de Transmiss\u00e3o de Energia El\u00e9trica S.A. (que atuar\u00e1 na \u00e1rea de transmiss\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A reestrutura\u00e7\u00e3o da CEEE foi autorizada pelo Lei Estadual n.\u00ba 10.900, de 26 de dezembro de 1996, e deu origem \u00e0s empresas Companhia de Gera\u00e7\u00e3o H\u00eddrica de Energia El\u00e9trica, Companhia Transmissora de Energia El\u00e9trica, Companhia Sul Sudeste de Distribui\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica, Companhia Centro-Oeste de Distribui\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica, Companhia Norte Nordeste de Distribui\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica e Companhia de Gera\u00e7\u00e3o T\u00e9rmica de Energia El\u00e9trica (CGTEE). Em leil\u00e3o de privatiza\u00e7\u00e3o realizado em 21 de outubro de 1997, a Companhia Centro-Oeste de Distribui\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica foi adquirida pela AES Gua\u00edba Empreendimentos Ltda., vindo a ter sua raz\u00e3o social alterada para AES Sul Distribuidora Ga\u00facha de Energia S.A. em 18 de dezembro do mesmo ano. No mesmo leil\u00e3o, a Companhia Norte Nordeste de Distribui\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica foi adquirida por cons\u00f3rcio formado pela Comunity Energy Alternatives, dos Estados Unidos, pela VBC Energia (Votorantim, Bradesco e Camargo Corr\u00eaa) e pela Previ, alterando-se sua raz\u00e3o social para Rio Grande Energia (RGE).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas sob o controle estadual, a privatiza\u00e7\u00e3o vem sendo apoiada pelo Programa de Est\u00edmulo \u00e0 Privatiza\u00e7\u00e3o Estadual (PEPE), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), segundo o qual s\u00e3o repassados recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) aos governos estaduais, tendo como garantia os ativos das empresas de<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>(ou de outras empresas de servi\u00e7os p\u00fablicos), que s\u00e3o em seguida vendidas, com a assessoria do Banco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Com a implementa\u00e7\u00e3o do programa de desestatiza\u00e7\u00e3o, foram privatizadas a Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro (Cerj), em 1996, a Centrais El\u00e9tricas de Cachoeira Dourada (CDSA, empresa resultante da cis\u00e3o da Celg), a Coelba, a Enersul, a CPFL e a Cemat, em 1997; e a Celpa e a Coelce, em julho de 1998.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-large-font-size\">O Setor El\u00e9trico<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A moderniza\u00e7\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 datada por volta de 1875 com o surgimento, na Inglaterra, das primeiras m\u00e1quinas a vapor, per\u00edodo este definido como a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Desde ent\u00e3o, a utiliza\u00e7\u00e3o de maquin\u00e1rios em substitui\u00e7\u00e3o ao trabalho bra\u00e7al, vem elevando a capacidade de produ\u00e7\u00e3o industrial, bem como a qualidade de vida das pessoas. Assim, pode-se tra\u00e7ar um paralelo entre a utiliza\u00e7\u00e3o da energia e o crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O Sistema de Energia El\u00e9trica, ou o Sistema El\u00e9trico de Pot\u00eancia (SEP), \u00e9 respons\u00e1vel pelo fornecimento da energia el\u00e9trica consumida em todo pa\u00eds. Este sistema \u00e9 composto por usinas geradoras de energia, subesta\u00e7\u00f5es, transformadores elevadores\/abaixadores e linhas de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Cada componente do sistema possui fun\u00e7\u00f5es distintas e bem definidas. Os geradores transformam energia mec\u00e2nica em energia el\u00e9trica e injetam a pot\u00eancia gerada na rede de transmiss\u00e3o. Entende-se por transmiss\u00e3o a transfer\u00eancia de energia atrav\u00e9s de linhas, entre um centro gerador e um centro consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A transmiss\u00e3o da energia \u00e9 efetuada em tens\u00f5es elevadas, caracterizando assim a necessidade dos transformadores. Pode-se caracterizar a transmiss\u00e7\u00e3o como sendo aquela que possui tens\u00e3o igual ou superior a 230 kV e a distribui\u00e7\u00e3o como sendo a que engloba tens\u00f5es de 69 a 138 kV.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Dentre os estudos relacionados ao SEP, pode-se destacar o estudo da opera\u00e7\u00e3o, onde trata-se da utiliza\u00e7\u00e3o do sistema existente, garantindo que o mercado consumidor de energia (industrial, comercial ou residencial) seja atendido preservando-se crit\u00e9rios de qualidade de suprimento e baixos custos; e o estudo da expans\u00e3o do sistema, onde a expans\u00e3o aborda o crescimento do sistema de acordo com as necessidades do mercado consumidor de energia, tendo como base de an\u00e1lise de dados macroecon\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O principal objetivo destes estudos \u00e9 conseguir fornecer uma energia \u201climpa\u201d, ou seja, fornecer uma energia com um certo padr\u00e3o de qualidade. Por\u00e9m, devido a falhas de opera\u00e7\u00e3o, isto nem sempre \u00e9 conseguido. Entende-se por falta em um SEP como uma falha total ou parcial na continuidade do fornecimento de energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A ocorr\u00eancia de uma falta pode ser um fen\u00f4meno interno ou externo ao sistema, isto \u00e9, sobretens\u00f5es no sistema oriundas de quebra de isolador, raios, sobrecargas nos equipamentos, aumento repentino de carga , perda de grandes blocos de carga ou perda de gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na ocorr\u00eancia destes problemas, podem surgir:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-medium-font-size\">\u2013 Danos ao sistema devido aos efeitos din\u00e2micos e t\u00e9rmicos da corrente de falta<br>\u2013 Descontinuidade do sistema<br>\u2013 Perda de sincronismo<br>\u2013 Redu\u00e7\u00e3o das margens de estabilidade do sistema<br>\u2013 Danos aos equipamentos<br>\u2013 Desligamento de \u00e1reas que n\u00e3o est\u00e3o sob falta, produzindo um efeito conhecido como efeito cascata.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A principal causa de faltas em um SEP s\u00e3o as descargas atmosf\u00e9ricas, que podem ocorrer em pontos aleat\u00f3rios. Se a falta n\u00e3o for eliminada rapidamente, os danos aos equipamentos que integram o sistema poder\u00e3o ser elevados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">As faltas podem ser do tipo permanente ou transit\u00f3ria. As faltas permanentes, como o pr\u00f3prio nome j\u00e1 indica, s\u00e3o do tipo irrevers\u00edveis, ou seja, ap\u00f3s a abertura do disjuntor, a continuidade no fornecimento de energia n\u00e3o poder\u00e1 ser restabelecida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">As faltas tempor\u00e1rias s\u00e3o aquelas que ocorrem sem haver danos f\u00edsicos ao sistema, ou seja, ap\u00f3s a atua\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o, o sistema poder\u00e1 ser restabelecido sem maiores problemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Apesar destas perturba\u00e7\u00f5es, o SEP mant\u00e9m seu estado estacion\u00e1rio devido ao seu tamanho e a r\u00e1pida atua\u00e7\u00e3o do sistema de prote\u00e7\u00e3o. Assim, o sistema de prote\u00e7\u00e3o oferece um meio econ\u00f4mico para a manuten\u00e7\u00e3o da continuidade do sistema el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A prote\u00e7\u00e3o atua isolando a parte do sistema sob falta, minimizando os efeitos danosos desta, e garantindo a continuidade do fornecimento de energia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-large-font-size\">O sistema el\u00e9trico de prote\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>O que vem a ser o Sistema de Prote\u00e7\u00e3o? E qual \u00e9 a sua fun\u00e7\u00e3o no Sistema El\u00e9trico?<\/p>\n\n\n\n<p>Para responder estas perguntas, \u00e9 preciso definir o que \u00e9 um Sistema de Prote\u00e7\u00e3o. Como o seu pr\u00f3prio nome sugere, um sistema de prote\u00e7\u00e3o protege o sistema el\u00e9trico de falhas que podem ocorrer internamente ou externamente a este.<\/p>\n\n\n\n<p>Tecnicamente, o Sistema de Prote\u00e7\u00e3o \u00e9 composto por um conjunto de rel\u00e9s de diferentes tipos, ou dependendo do caso, do mesmo tipo. Por\u00e9m, para efeito de estudo, entende-se como Sistema de Prote\u00e7\u00e3o o conjunto formado por disjuntores, transdutores e rel\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O&nbsp;<em>rel\u00e9<\/em>&nbsp;\u00e9 a parte l\u00f3gica do sistema de prote\u00e7\u00e3o. \u00c9 um dispositivo, anal\u00f3gico ou digital que, conectado ao sistema el\u00e9trico, fica respons\u00e1vel pela detec\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es intoler\u00e1veis ou indesej\u00e1veis ao sistema el\u00e9trico e por tomar a decis\u00e3o de abertura ou n\u00e3o dos disjuntores adequados a ele associados, a fim de iniciar o processo de retirada de opera\u00e7\u00e3o da parte faltosa da linha, mantendo com isso a continuidade do fornecimento de energia el\u00e9trica e limitando os danos aos equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Assim, o&nbsp;<em>rel\u00e9<\/em>&nbsp;deve ser capaz de estabelecer uma l\u00f3gica entre os par\u00e2metros de entrada do sistema de pot\u00eancia, sinais de tens\u00e3o e corrente provenientes dos transdutores, e tomar a decis\u00e3o correta de abertura. Dentre estes aspectos, o sistema de prote\u00e7\u00e3o envia um sinal de&nbsp;<em>trip<\/em>&nbsp;para os disjuntores, os quais isolar\u00e3o a menor por\u00e7\u00e3o poss\u00edvel do sistema sob falta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-large-font-size\">A eletricidade<\/h4>\n\n\n\n<p>A<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>existe desde o in\u00edcio do universo, quando fortes rel\u00e2mpagos j\u00e1 iluminavam os c\u00e9us.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>No entanto, come\u00e7ou a existir como tal a partir do interesse por um objeto essencial aos navegadores da Renascen\u00e7a:<\/strong>&nbsp;O Im\u00e3. No s\u00e9culo passado, sua descoberta e explora\u00e7\u00e3o revolucionaram os lares e as ind\u00fastrias do mundo todo e a vida de hoje encontra-se fortemente vinculada a ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Hoje a energia vem se destacando, sendo at\u00e9 mesmo chamada de \u0093rainha das energias\u0094 por sua versatilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>\u00e9 uma forma de energia limpa, eficiente e de f\u00e1cil transporte \u0096 \u00e9 transportada por um fio. Est\u00e1 muito bem dominada e j\u00e1 substitui os combust\u00edveis f\u00f3sseis em muitos setores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Al\u00e9m desses fatos, muitas das tecnologias renov\u00e1veis mais importantes, s\u00e3o pr\u00f3prias para produzir eletricidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Ela pode substituir facilmente as outras energias e pode ser usada em todos os setores como:<\/strong>&nbsp;sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o, transportes, ind\u00fastria, com\u00e9rcio, resid\u00eancia e onde a criatividade indicar. Nenhum seguimento social pode prescindir dela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O grande problema \u00e9 que as formas mais usadas para a sua obten\u00e7\u00e3o provocam importantes impactos ao meio ambiente, seja na gera\u00e7\u00e3o por hidrel\u00e9trica, como por termoel\u00e9tricas por combust\u00edveis f\u00f3sseis, ou pelas usinas nucleares com seus rejeitos e riscos de acidente<strong>s.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Apresentaremos uma cronologia sucinta contendo alguns dos fatos mais relevantes na hist\u00f3ria da<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>e seus respectivos autores.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-large-font-size\">Cronologia e Hist\u00f3ria da Eletricidade<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>De 600 a.C. a 1700<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>600 a.C: Tales de Mileto,<\/strong>&nbsp;na Gr\u00e9cia Antiga, fazia observa\u00e7\u00f5es sobre a particularidade apresentada pelo \u00c2mbar amarelo (resina s\u00f3lida e fossilizada de \u00e1rvores), que, quando atritado atraia para si fragmentos de tecidos, de palha, penas e de outros materiais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A palavra \u201celetricidade\u201d vem de elektron \u0096 \u201c\u00e2mbar\u201d, em grego.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Aproximadamente&nbsp;<strong>dois s\u00e9culos mais tarde<\/strong>,&nbsp;<strong>Plat\u00e3o<\/strong>&nbsp;tenta explicar que essa atra\u00e7\u00e3o pode ser devido ao movimento de mat\u00e9ria invis\u00edvel entre o \u00edm\u00e3 e o ferro ou entre o \u00e2mbar e a palha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1600: William Gilbert<\/strong>, m\u00e9dico da corte real inglesa e da marinha, distingue corpos eletrizados e fen\u00f4menos magn\u00e9ticos. Gilbert&nbsp; procurava saber tudo sobre o im\u00e3 e a b\u00fassola, \u201ceste objeto misterioso e fascinante\u201d, que ele batizou como \u201co Dedo de Deus\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Em 1600, ele escreveu um tratado:<\/strong>&nbsp;<em>\u201cDe L\u2019aimant\u201d<\/em>&nbsp;( \u201cSobre os Im\u00e3s\u201d)publicado em latim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Nesta \u00e9poca ele cria uma vers\u00e3o da b\u00fassola chamada \u201c<em>Versoriun<\/em>&nbsp;de Gilbert\u201d ou B\u00fassola el\u00e9trica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\u201cEm 1600, com suas observa\u00e7\u00f5es e descri\u00e7\u00f5es sobre as propriedades dos im\u00e3s Willian Gilbert, cria uma nova palavra: eletricidade\u201d.(Blondel, p.16-17, 1994).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Galileu (1564 \u0096 1642),<\/strong>&nbsp;f\u00edsico e astr\u00f4nomo, utiliza os conhecimentos sobre<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>em suas primeiras experi\u00eancias sobre a queda dos corpos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Kepler (1571 \u0096 1630),<\/strong>&nbsp;acreditava que uma for\u00e7a universal agisse atrav\u00e9s do espa\u00e7oe exercesse uma atra\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica dos planetas pelo sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Nicolas Cop\u00e9rnico, (1473 \u0096 1543),<\/strong>&nbsp;acreditava que o sol e n\u00e3o mais a terra fosse o centro do universo. Esse fato era o centro dos debates na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Descartes (1596 \u0096 1650),<\/strong>&nbsp;Propunha que as explica\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas e n\u00e3o apenas analogias deveriam ser pesquisadas para explicar os fen\u00f4menos naturais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Otton Von Guericke (1602 \u0096 1680);<\/strong>&nbsp;<strong>1660<\/strong>&nbsp;\u0096 M\u00e1quina el\u00e9trica de Otto Von Guericke.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Construtor de maquin\u00e1rios, construiu uma m\u00e1quina de bombear ar de um recipiente, embasado no princ\u00edpio da seringa e demonstrando tamb\u00e9m a atra\u00e7\u00e3o gravitacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Com seu experimento da esfera met\u00e1lica (composta por duas partes, da qual retirou todo o ar nela contido mandando atrelar dois cavalos em cada uma das partes na tentativa de separa-las) que ficou conhecida como a experi\u00eancia de Magdeburgo, ele demonstrou publicamente o poder da press\u00e3o do ar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Von Guericke tamb\u00e9m se dedicou a estudar os fen\u00f4menos el\u00e9tricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Robert Boyle (1627 \u0096 1691),<\/strong>&nbsp;f\u00edsico e qu\u00edmico. A partir do aperfei\u00e7oamento da bomba de ar de Von Guerick, obt\u00e9m \u00eaxito com as experi\u00eancias sobre atra\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, por\u00e9m as quest\u00f5es da a\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, permaneceramainda em discuss\u00e3o por mais dois s\u00e9culos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Isaac Newton (1642 0 1727).<\/strong>Na \u00e9poca presidente da \u201cRoyal Society\u201d em 1703, encarrega Francis Hauksbee (1688 \u0096 1713) de construir instrumentos destinados \u00e1 venda e aos cursos p\u00fablicos de f\u00edsica. Mais tarde Newton ir\u00e1 elaborar as leis da mec\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Francis Hauksbee (1688 \u0096 1713); 1709<\/strong>&nbsp;\u0096 M\u00e1quina el\u00e9trica de Hauksbee, engenheiro que j\u00e1 havia constru\u00eddo instrumentos para vender e para os cursos de f\u00edsica, constr\u00f3i uma m\u00e1quina el\u00e9trica (gerador eletrost\u00e1tico) que ele coloca emrota\u00e7\u00e3o e atrita com a m\u00e3o e provoca descargas luminosos deslumbrantes entre dois cilindros. Ele identifica o car\u00e1ter el\u00e9trico do fen\u00f4meno. A bola atritada, atrai os objetos leves e a atra\u00e7\u00e3o criada \u00e9 bem mais forte qua a dos peda\u00e7os de \u201c\u00e2mbar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>De 1700 a 1800<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1729 \u0096 Experi\u00eacias de Grey e Wheeler,<\/strong>&nbsp;sobre a transmiss\u00e3o da eletricidade.&nbsp;<strong>Stephen Gray (1666 \u0096 1736),&nbsp;<\/strong>tintureiro, interessou-se pelas experi\u00eancias luminosas de Hauksbee. Ele mostra como uma simples gota d\u2019\u00e1gua pode servir como lupa e que \u00e9 poss\u00edvel se observar os animais min\u00fasculos. Lan\u00e7a-se a estudar novos corpos que podem ou n\u00e3o se eletrizar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Gray classifica assim os corpos em duas categorias:<\/strong>&nbsp;os condutores, que podem se eletrizar e os que n\u00e3o podem, quando atritados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Charles Fran\u00e7ois Ciesternay du Fay (1698 \u0096 1739);&nbsp;<\/strong>Dufay \u0096 Qu\u00edmico, mostra que um grande n\u00famero de corpos podem ficar fosforescentes por calcina\u00e7\u00e3o em presen\u00e7a de certos metais. Ele estuda a eletricidade para descobrir as propriedades de algumas subst\u00e2ncias no maior n\u00famero poss\u00edvel de corpos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Ele aumenta o n\u00famero de corpos que podem ser eletrizados, e, assim como j\u00e1 havia sugerido Gray, divide os corpos em duas categorias opostas:<\/strong>&nbsp;Os isolantes e os condutores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Com Dufay, ordem e sistematiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o introduzidos em eletricidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>George Boze<\/strong>&nbsp;professor de f\u00edsica&nbsp;<strong>em 1744<\/strong>, inventa grande n\u00famero de divers\u00f5es com eletricidade. A partir desse momento, a eletricidade n\u00e3o se faz apenas no ambiente das universidades e academias, mas \u00e9 levada ao p\u00fablico como forma de divers\u00e3o do momento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Ap\u00f3s milhares de experimentos repetidos por toda a Europa, tr\u00eas fen\u00f4menos s\u00e3o bem distinguidos:<\/strong>&nbsp;a atra\u00e7\u00e3o, a repuls\u00e3o e a condu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1746 \u0096 Garrafa de Leyde ou condensador<\/strong>.&nbsp;<strong>Em 1745<\/strong>, dois amadores, um Dignit\u00e1rio Eclesi\u00e1sticode Ponseraine:&nbsp;<strong>Eduardo Von Kleist<\/strong>&nbsp;e um Magistrado da cidade de Leyde:&nbsp;<strong>Andr\u00e9as Cuneus<\/strong>, fazem independentemente uma experi\u00eancia que vai renovar completamente os estudos e os prazeres da eletricidade. Eles criam o circuito el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Em 1745<\/strong>, o professor de f\u00edsica da Universidade de Leyde<strong>, Pieter Van Munchembroek (1692 \u0096 1761),&nbsp;<\/strong>amigo do magistrado, monta a partir da experi\u00eancia de Kleist a \u0093Garrafa de Leyde\u0094, mais tarde morre assim que uma descarga das garrafas atravessa seu corpo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Ao final do s\u00e9culo XIX, a corrente el\u00e9trica, \u00e9 proposta para a execu\u00e7\u00e3o de condenados \u00e0 morte.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Nollet \u2013 1749 \u2013&nbsp;<\/strong>Foi assistente deDufay, se torna professsor de f\u00edsica e se interessa pela eletricidade e pela garrafa de Leyde que permite acumular e conservar a eletricidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Mais tarde ele realiza uma segunda tentativa para refor\u00e7ar o ac\u00famulo de eletricidade:<\/strong>&nbsp;aumentar a superf\u00edcie do vidro ou utilizar diversas garrafas ligadas umas \u00e0s outras, a qual chamamos bateria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Benjamin Franklin (1706 \u0096 1790) \u2013<\/strong>&nbsp;<strong>1752 \u0096&nbsp;<\/strong>Primeiros Para raios.Em 1746, Franklin, americano que exercia diversos of\u00edcios, conhecido como o criador da f\u00f3rmula \u201cO tempo \u00e9 dinheiro\u201d, se interessa por contabilidade e n\u00e3o conhece grandes coisas de f\u00edsica. Come\u00e7a ent\u00e3o a se interessar pela eletricidade e vai aplicar a ela a mesma abordagem econ\u00f4mica, uma metodologia bem diferente dos f\u00edsicos cartesianos franceses. Franklin pensa sobre a eletricidade com a vis\u00e3o de um contador. Para ele \u201ctodo o corpo possui em seu estado normal uma certa quantidade de fluido el\u00e9trico. Se ele ganha eletricidade, esta se coloca na superf\u00edcie do corpo e este \u00e9 eletrizado positivamente (+ ); se ele perde eletricidade, \u00e9 eletrizado negativamente ( \u2013 ). Agora se pode atribuir um sinal( + ) ou um sinal ( \u2013 ) aos corpos eletrizados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A eletricidade, n\u00e3o se cria, nem desaparece, ela passa de um corpo que tem muito para aquele em que falta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Franklin explica o fen\u00f4meno da garrafa de Leyde e se prop\u00f5e a entender as descargas el\u00e9tricas dos trov\u00f5es no alto de uma torre ou campan\u00e1rio com uma barra met\u00e1lica vertical.Com isto Franklim inventa o para raios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Em torno dos anos 1780, a eletricidade m\u00e9dica \u00e9 usada largamente por s\u00e1bios, estudiosos, que n\u00e3o s\u00e3o nem m\u00e9dicos nem f\u00edsicos.<br>Antes mesmo de f\u00edsicos, alguns m\u00e9dicos alem\u00e3es se propuseram a testar os benef\u00edcios das emana\u00e7\u00f5es produzidas por uma m\u00e1quina el\u00e9trica sobre a sa\u00fade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Buffom (1707 \u0096 1788),&nbsp;<\/strong>Reconhecido naturalista, se interessa tamb\u00e9m pela introdu\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia em eletricidade realizada por Franklin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>J. Priesley<\/strong>, qu\u00edmico dedicado ao estudo dos fen\u00f4menos f\u00edsicos, com base nos trabalhos de Newton sobre a gravidade,&nbsp;<strong>em 1760<\/strong>&nbsp;enunciou pela primeira vez a possibilidade de que a intera\u00e7\u00e3o entre os corpos eletrizados fosse a mesma que a intera\u00e7\u00e3o gravitacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Luigi Galvani (1737 \u0096 1798); 1786&nbsp;<\/strong>\u0096&nbsp;<strong>Experi\u00eancia de Galvani<\/strong>: Existir\u00e1 uma eletricidade animal? Professor de anatomia interessou-se sobre a influ\u00eancia da eletricidade em seus estudos. Ele trabalhou com as garrafas de Leyde e com coxas da r\u00e3, tentando explicar as contra\u00e7\u00f5es que observava quando tocava nelas com o bisturi, supondo ser eletricidade contida no animal. Foi a pista para a cria\u00e7\u00e3o da pilha de Volta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Alessandro Volta (1745 \u0096 1827); 1775<\/strong>&nbsp;\u0096 Cria oEletr\u00f3foro \u2013 instrumento que podia ser usado como um estoque port\u00e1til de carga el\u00e9trica, e assim, transferir cargas para outros dispositivos ou mesmo carregar uma garrafa de Leyde. Volta criou tamb\u00e9m um eletr\u00f4metro muito sens\u00edvel permitindo detectar a<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>da atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Volta procura aumentar a tens\u00e3o el\u00e9trica produzida pelo contato de dois metais diferentes. Estuda todo tipo de altern\u00e2ncia de metais e condutores diversos. Com sua experi\u00eancia Volta inventa a pilha el\u00e9trica. \u201d \u2018Uma pilha funciona como um circuito fechado\u2019 , foi o que ele mesmo bem precisou em seu manuscrito\u201d. (Blondel, p.93,1994)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1800 \u0096 Pilha de Volta;&nbsp;<\/strong>Volta apresenta a sua pilha que funciona como um circuito fechado. A pilha voltaica usava dois metais diferentes separados por subst\u00e2ncias qu\u00edmicas \u00famidas para produzir um fluxo de carga el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A pilha voltaica original usava tr\u00eas tipos de discos:<\/strong>&nbsp;zinco, papel\u00e3o ou couro e cobre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Os m\u00e9dicos v\u00e3o aplicar a corrente el\u00e9trica aos asfixiados, aos afogados e testar outras terapias.<br>S\u00e3o os Qu\u00edmicos mais que os f\u00edsicos que v\u00e3o se beneficiar da pilha de Volta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>De 1800 a 1820<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1808 \u0096 Davy&nbsp;<\/strong>observa o arco el\u00e9trico.&nbsp;<strong>Sir Humphry Davy (1778 \u0096 1829);<\/strong>Qu\u00edmico, construiu uma imensa pilha de duas placas met\u00e1licas e conseguiu decompor os corpos que n\u00e3o havia conseguido at\u00e9 ent\u00e3o como o s\u00f3dio e o pot\u00e1ssio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A partir dos anos 1840, as tentativas de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica s\u00e3o efetuadas com l\u00e2mpadas a arco. Mas a luz produzida era ofuscante e n\u00e3o podia ser utilizada em lugares p\u00fablicos. (Blondel p.101,1994).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em 1882 a pra\u00e7a do Carrossel em Paris \u00e9 iluminada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Ao fim do s\u00e9culo XVIII a for\u00e7a f\u00edsica de atra\u00e7\u00e3o universal de Newton \u00e9 reconhecida. Esta for\u00e7a se exerce entre todos os corpos, entre o sol e os planetas, entre a terra e a lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Charles Augustin Coulomb (1736 \u0096 1806),<\/strong>&nbsp;Engenheiro e&nbsp;<strong>Pierre \u0096 Simon de La Place (1749 \u0096 1827),<\/strong>&nbsp;matem\u00e1tico e astr\u00f4nomo.La Place calculou as conseq\u00fc\u00eancias da for\u00e7a de gravita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Coulomb<\/strong>&nbsp;vai se ocupar com as for\u00e7as eletromagn\u00e9ticas. A balan\u00e7a el\u00e9trica de Coulomb permite medir for\u00e7as el\u00e9tricas muito fracas. A balan\u00e7a de tor\u00e7\u00e3o foi projetada e constru\u00edda por Coulomb&nbsp;<strong>em 1785<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Lorde Cavendish,<\/strong>&nbsp;<strong>em 1798<\/strong>, a adaptou para medir a constante da gravita\u00e7\u00e3o universal (G).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1819 \u0096 Experi\u00eancia de Hans Christian Oersted (1777 \u0096 1851).<\/strong>&nbsp;Professor que estuda filosofia vem mostrar a rela\u00e7\u00e3o entre eletricidade e magnetismo, uma corrente el\u00e9trica faz desviar uma agulha imantada de sua posi\u00e7\u00e3o norte \u0096 sul. Fen\u00f4meno conhecido como eletromagnetismo. A descoberta de Oersted foi a base do motor el\u00e9trico e do eletro\u00edm\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1820 \u0096Andr\u00e9 \u0096 Marie Amp\u00e8re (1775 \u0096 1836) \u2013&nbsp;<\/strong>Lei sobre o eletromagnetismo. Matem\u00e1tico, Amp\u00e8re descobre que n\u00e3o somente as correntes agem sobre os im\u00e3s quehavia mostrado Oersted, mas elas agem tamb\u00e9m umas sobre as outras, e, Ampere determina a lei dessasintera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Para precisar a for\u00e7a exercida entre dois circuitos el\u00e9tricos \u00e9 necess\u00e1rio caracterizar a corrente que percorre cada circuito. Ampere prop\u00f4s chamar de intensidade de corrente a quantidade de cargas que atravessa o fio durante um segundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Em 1881, os eletricistas deram o nome de Amp\u00e8re a unidade da intensidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>De 1820 a 1830<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Jean-Paptista Biot (1774 \u0096 1862),<\/strong>&nbsp;F\u00edsico. Possui c\u00e1lculos sofisticados para determinar as for\u00e7as correntes e imantadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Thomas Seebeck (1770 \u0096 1831)<\/strong>&nbsp;\u0096 F\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Demonstra a intera\u00e7\u00e3o entre a eletricidadee o calor:<\/strong>&nbsp;O calor pode criar uma corrente el\u00e9trica. Este efeito termoel\u00e9trico \u00e9 a base de termocorpos que permitem medir uma temperatura pela corrente el\u00e9trica produzida. O \u201cefeito Seebeck\u201d \u00e9 conhecido hoje como termoeletricidade.Seu principal uso se d\u00e1 em term\u00f4metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>James Joule (1818 \u0096 1889)<\/strong>&nbsp;\u0096 Joule estudou os efeitostermoel\u00e9tricos durante os anos de 1830. Joule demonstrou que a<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>e o trabalho mec\u00e2nicoproduziam calor, e n\u00e3o o deslocavam de um ponto para o outro ( como se acreditava na \u00e9poca). D mesma forma o calor tamb\u00e9m podia ser transformado em trabalho mec\u00e2nico. Joule lan\u00e7ouas bases do conceito modernode energia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A lei de Joule&nbsp;<\/strong>define que o calor produzido \u00e9 proporcional \u00e0 resist\u00eancia do fio, ao tempo de fluxo da corrente e ao quadrado da intensidade da corrente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Thomas Alva Edison (1849 \u0096 1931);<\/strong>&nbsp;Edson explora os estudos de Joule no fim do s\u00e9culo XIX. Come\u00e7ou sua carreira comotelegrafista de ferrovia. Tornou-se inventor e aperfei\u00e7oou uma s\u00e9rie de inven\u00e7\u00f5es de outros. Seu primeiro sucesso foi&nbsp;<strong>em 1870<\/strong>, criando um dispositivo que comunicava por tel\u00e9grafo as cota\u00e7\u00f5es das a\u00e7\u00f5es entre escrit\u00f3rios da \u00e1rea financeira de Nova York.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Em 1882,<\/strong>&nbsp;Edison e alguns colegas instalaram caldeiras e d\u00ednamos em um edif\u00edcio em Nova York. Tamb\u00e9m instalou cabos para distribuir energia el\u00e9trica para a regi\u00e3o ao sul de Wall Street. Fabricou l\u00e2mpadas incandescentes e todos os outros componentes necess\u00e1rios para que as pessoasinstalassem luz el\u00e9trica em suas casas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os primeiros geradores a turbina de Parsons podiam ser montados numa carro\u00e7a e levados ao local onde fossem necess\u00e1rios. (Aventura na ci\u00eancia, ELETRICIDADE, p. 43, s\/d).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A partir dos anos 1880, a ilumina\u00e7\u00e3o a incandesc\u00eancia come\u00e7a a substituir o g\u00e1s nos teatros, nos ateli\u00eas e nas ruas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Nikola Telsa (1856 \u0096 1943)<\/strong>&nbsp;\u0096 Trabalhou alguns anos com Thomas Edison.&nbsp;<strong>Em 1888<\/strong>, montou seu primeiro \u201cmotor de indu\u00e7\u00e3o\u201d que abriu o caminhopara a utiliza\u00e7\u00e3o das fontes de c.a. (corrente alternada). Inventou tamb\u00e9m um transformador \u0096 a bobina de Telsa \u0096 que funciona com freq\u00fc\u00eancias muito altas e produz enormes voltagens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Michel Faraday (1791 \u0096 1867)<\/strong>&nbsp;\u0096 F\u00edsico e qu\u00edmico brit\u00e2nico;&nbsp;<strong>1831 Cria o Anel de Indu\u00e7\u00e3o;<\/strong>. Realiza o objetivode \u201ccriar a<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>com o magnetismo\u201d. O Anel de Indu\u00e7\u00e3o de Faraday com duas bobinas separadas eletricamente, foi considerado o primeiro transformador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>James ClerkMaxwell (1831 \u0096 1879);<\/strong>Traduziu matematicamente a vis\u00e3o de Faraday.&nbsp;<strong>Em 1864<\/strong>&nbsp;Maxwell traduziu a rela\u00e7\u00e3o entre eletricidade e magnetismo. Essas equa\u00e7\u00f5es previam que a carga el\u00e9trica oscilante deveria enviar \u201condas\u201d de energia eletromagn\u00e9tica a partir de sua fonte .&nbsp;<strong>Em 1880&nbsp;<\/strong>com uma s\u00e9rie de experi\u00eancias ele demonstrou a exist\u00eancia dessas ondas, provando ainda que podem ser detectadas \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Maxwell previu a exist\u00eancia das ondas de r\u00e1dio, antes mesmo de Hertz. Ele mostrou que uma carga el\u00e9trica oscilante produz um campo eletromagn\u00e9tico vari\u00e1vel que se desloca \u00e0 velocidade da luz.Os trabalhos de Maxwell foram importantes parasolu\u00e7\u00e3o dos problemas t\u00e9cnicos que existia para a comunica\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia na \u00e9poca, especialmente os telegrafistas, como a coloca\u00e7\u00e3o de cabos pelo Atl\u00e2ntico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1856 \u0096 Teoria de Maxwell<\/strong>&nbsp;\u2013 Eletricidade e eletromagnetismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Guglielmo Marconi (1875 \u0096 1937).<\/strong>&nbsp;Na d\u00e9cada de&nbsp;<strong>1890,&nbsp;<\/strong>a partir das descobertas de Maxwell<strong>,<\/strong>&nbsp;os trabalhos de Marconi resultaram no tel\u00e9grafo sem fio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>De 1830 a 1860<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1832<\/strong>&nbsp;\u0096 Primeira m\u00e1quina \u00e0 corrente induzida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>John Daniell (1790 \u0096 1845); 1836<\/strong>&nbsp;\u0096 Pilha de Daniell. Sua pilha sustentava a corrente el\u00e9trica por mais tempo. Sua pilha produzia cerca de 1volt e era usada em pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1837 \u0096 William Cooke (1806 \u0096 1879) e Charles Wheasttone ( 1802 \u0096 1875);&nbsp;<\/strong>instalaramum primeiro tel\u00e9grafo na Inglaterra. No in\u00edcio as pessoas n\u00e3o aceitaram a id\u00e9ia de passar fios el\u00e9tricos por suas terras. Mais tarde foi desenvolvidoo tel\u00e9grafo sem fio, baseado nas ondas eletromagn\u00e9ticas. Isto foi pss\u00edvel a partir das experi\u00eancias de Hertz e Marconi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Samuel Morse (1791 \u0096 1872);<\/strong>O \u201cpai do Tel\u00e9grafo\u201d, era pintor de retratos. Deixou a pintura e come\u00e7ou a estudar o eletromagnetismo.&nbsp;<strong>Em 1837<\/strong>&nbsp;j\u00e1 havia projetado transmissores e receptores bem como a primeira vers\u00e3o do c\u00f3digo de pontos e tra\u00e7os que foi batizado com seu nome e utilizado mais tarde em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A primeira linha telegr\u00e1fica de Morse com 60 Km, de Washington a Baltimore, inaugurada em 1844, com a seguinte mensagem do pr\u00f3prio Morse: \u201cEis o que Deus realizou\u201d. (Aventura na ci\u00eancia \u0096 ELETRICIDADE, p. 57, 1994).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Alexander Graham Bell (1847 \u0096 1922); \u2013 Em 1870,<\/strong>&nbsp;se destacou por seu trabalho na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o de deficientes auditivos. Descobriu que tons de voz diferentes podiam fazer variar sinais el\u00e9tricos que percorriam um fio pelo processo de indu\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica. Percebeu tamb\u00e9m que um sinal vari\u00e1vel podia fazer vibrar um diafragma produzindo ondas sonoras. O princ\u00edpio do telefone tinha nascido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">(Aventura na ci\u00eancia \u0096 Eletricidade, p.58, s\/d).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1839 \u0096 Motor el\u00e9trico de Jacob<\/strong>; testado em um barco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Heinrich Hertz (1857 \u0096 1894),&nbsp;<\/strong>F\u00edsico , p\u00f5e em funcionamento&nbsp;<strong>em 1888 as ondas eletromagn\u00e9ticas<\/strong>. \u201d As ondas eletromagn\u00e9ticas se propagamno ar \u00e0 velocidade da luz ( em torno de 300.000km\/s). Elas possibilitam transmitir sinais el\u00e9tricos sem suporte material. A partir desse princ\u00edpio, foi desenvolvido mais tarde o tel\u00e9grafo sem fio (TSF), depois o r\u00e1dio utilizou tamb\u00e9m essas ondas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1844 \u0096 Foulcaut; Ilumina a \u201cPlace de la Concorde\u201d por l\u00e2mpadas a arco.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1849 \u0096 Edward Clarke<\/strong>; Um fabricante de instrumentos londrino, cria uma eficiente m\u00e1quina magnetoel\u00e9trica,na qual o movimento de uma manivela faz girar bobinas de fio em vezde um grande im\u00e3. A m\u00e1quina de Clarke foi usada para demonstra\u00e7\u00f5es e tratamentos m\u00e9dicos. ((Aventura na ci\u00eancia \u0096 ELETRICIDADE, p. 36).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1850 \u0096 Isaac Singer; produz a m\u00e1quina de costura operada com os p\u00e9s, deixando as m\u00e3os livres para trabalhar com o tecido. Em 1930 ela seria aperfei\u00e7oada com o motor el\u00e9trico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1851 \u0096 Feita liga\u00e7\u00e3o por cabos entre a Fran\u00e7a e a Inglaterra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Gaston Plant\u00e9 (1834 \u0096 1889);Em 1859&nbsp;<\/strong>desenvolveu uma bateria secund\u00e1ria ou recarreg\u00e1vel.Ap\u00f3s a recarga a bateria volta a produzir corrente el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>George Leclanch\u00e9 (1838 \u0096 1882);<\/strong>&nbsp;Qu\u00edmico franc\u00eas, criou uma pilha que produzia 1,5 volt. Sem \u00e1cidos corrosivos, logo se tornou uma popular fonte de<strong>&nbsp;eletricidade&nbsp;<\/strong>port\u00e1til, antecessora da pilha de lanterna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1856 \u0096 Teoria de Maxwell \u2013<\/strong>Eletricidade e eletromagnetismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>De 1860 a 1900<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1866 \u0096 Coloca\u00e7\u00e3o do Cabo Transatl\u00e2ntico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Z. T. Gramme 1869 \u0096<\/strong>Inventor Belga, projetou um d\u00ednamo que gerava bastante corrente el\u00e9trica, mantendo um fluxo suficientemente est\u00e1vel.Sua m\u00e1quina foi muito \u00fatil para aplica\u00e7\u00f5es em larga escala como a ilumina\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas com l\u00e2mpadas de arco de carv\u00e3o. O d\u00ednamo podia ser movido \u00e1 vapor , por isso n\u00e3o aquecia muito com o uso cont\u00ednuo como os anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1873 \u0096 Fontaine<\/strong>&nbsp;\u2013 P\u00f5e em funcionamento a reversibilidade do motor el\u00e9trico. Surgem os primeiros motores el\u00e9tricos de Gramme destinados a ilumina\u00e7\u00e3o de far\u00f3is.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Os far\u00f3is franceses do s\u00e9culo XIX usavam l\u00e2mpadas de arco voltaico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1876 \u0096<\/strong>&nbsp;Sistema de ilumina\u00e7\u00e3o de Jablochkoff.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1879&nbsp;<\/strong>\u0096 L\u00e2mpada incandescente de Edison, ao mesmo tempo que o Ingl\u00eas Swan criador das l\u00e2mpadas a arco do sistema Brush instalados \u00e0 Cleveland e depois em Wabash.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1870<\/strong>&nbsp;\u0096\u201dNa d\u00e9cada de 1870 a companhia Siemens na Alemanha, realizou experi\u00eancias com motores el\u00e9tricos fortes o bastante para puxar um trem. A Ferrovia el\u00e9trica de Siemens foi exibida na&nbsp;<strong>Feira de Berlin em 1879<\/strong>\u201c. ( Aventura na Ci\u00eancia \u0096 Eletricidade, p. 39, s\/d).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1881 \u0096 Exposi\u00e7\u00e3o internacional de eletricidade em Paris.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1883 \u0096&nbsp;<\/strong>Primeiras tentativas de transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1884&nbsp;<\/strong>\u0096 Cria\u00e7\u00e3o dos transformadores el\u00e9tricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1886<\/strong>&nbsp;\u0096 Cria\u00e7\u00e3o do forno el\u00e9trico de H\u00e9roult.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1887&nbsp;<\/strong>\u0096 Hertz produz e detecta as ondas previstas por Maxwell.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1888&nbsp;<\/strong>\u2013 Cria\u00e7\u00e3o do ferro de passar roupas el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1891<\/strong>-Transporte de for\u00e7a entre Lauffen e Francfort.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>J.J. Thomson ( 1856 \u0096 1940);<\/strong>&nbsp;<strong>Em 1897<\/strong>, Thomson anuncia haver medido em um tubo a descarga, a massa e a carga da part\u00edcula elementar da eletricidade: \u0093o el\u00e9tron\u0094. O nome el\u00e9tron j\u00e1 havia sido proposto alguns anos antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Thomson prop\u00f4s, em 1898, um novo modelo para o \u00e1tomo que ficou conhecido como:<\/strong>&nbsp;\u0093Pudim de ameixas ou de passas\u0094.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>De 1900 a 1930<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1900 \u2013 Criado o \u201cMetropolitam El\u00e9ctrique de Paris\u201d, um ve\u00edculo el\u00e9trico que atinge 100 km\/h.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1911 \u0096 Ernest Rutherford,&nbsp;<\/strong>ex aluno de Thomson, pesquisando sobre part\u00edculas alfa chegou a conclus\u00e3o diferente de Thomson, criando um outro modelo de \u00e1tomo agora com os el\u00e9trons girando em torno do n\u00facleo. Por\u00e9m desencadeando muitas outras interroga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1913 \u0096 Niels Bohr,<\/strong>&nbsp;aperfei\u00e7oa o modelo de Rutherford e prop\u00f5e um modelo com novos postulados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O modelo at\u00f4mico proposto por Bohr foi revolucion\u00e1rio, rompendo com a F\u00edsica Cl\u00e1ssica, dando in\u00edcio a Mec\u00e2nica Qu\u00e2ntica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O modelo de Bohr n\u00e3o dava conta do n\u00facleo do \u00e1tomo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Em 1914<\/strong>&nbsp;<strong>Rutherford<\/strong>&nbsp;continua sua pesquisa, utilizando uma ampola de Goldstein e g\u00e1s hidrog\u00eanio a baixa press\u00e3o consegue identificar novas part\u00edculas que foram chamadas de pr\u00f3tons.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O modelo at\u00f4mico \u00e9 novamente modificado, aparecendo agora os el\u00e9trons e os pr\u00f3tons<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Somente 17 anos ap\u00f3s a descoberta do el\u00e9tron (1897 por Thonson) \u00e9 que foi descoberto o pr\u00f3ton.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Sir James Chadwick, 1930,&nbsp;<\/strong>trabalhando com pol\u00f4nio e ber\u00edlio, 13 anos ap\u00f3s a descoberta dos pr\u00f3tons, acabou detectando novas part\u00edculas que chamou de n\u00eautrons.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1916 \u0096 Semmerfeld<\/strong>, modifica o modelo at\u00f4mico de Bohr, indicando as \u00f3rbitas dos el\u00e9trons, como as representamos hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>1920 \u0096 John Logie Baird (1888 \u00961946).<\/strong>&nbsp;Ap\u00f3s o tel\u00e9grafo, o r\u00e1dio, o telefone, na&nbsp;<strong>d\u00e9cada de 1920<\/strong>, Baird foi montando com v\u00e1rios peda\u00e7os de sucata de metal e componentes el\u00e9tricos um equipamento de transmiss\u00e3o para televis\u00e3o. Em&nbsp;<strong>1930<\/strong>, muitos componentes el\u00e9tricos j\u00e1 entravam na composi\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o. A compreens\u00e3o do comportamento e da natureza dos el\u00e9trons levou a cria\u00e7\u00e3o de componentes eletr\u00f4nicos como a v\u00e1lvula. Ela representou um enorme avan\u00e7o nas comunica\u00e7\u00f5es. Na d\u00e9cada de&nbsp;<strong>1940<\/strong>, surgiram os primeiros transmissores, que logo substitu\u00edram as v\u00e1lvulas em muitas aplica\u00e7\u00f5es. Na d\u00e9cada de 60, foram desenvolvidos os \u201cchip\u201d de sil\u00edcio, originando o circuito integrado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A primeira transmiss\u00e3o regular de televis\u00e3o ocorreu em Londres, em 1936, com cada figura sendo formada por 405 linhas horizontais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">1930 \u2013 A m\u00e1quina de costura criada em 1850 por Isaac Singer, que era operada com os p\u00e9s deixando as m\u00e3os livres para trabalhar com o tecido, \u00e9 aperfei\u00e7oada agora com o motor el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Outros f\u00edsicos, engenheiros e leigos certamente contribu\u00edram na maioria dos fen\u00f4menos el\u00e9tricos e teorias criados especialmente durante o s\u00e9culo XIX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Fonte: www.sel.eesc.sc.usp.br \/ www.ced.ufsc.br<\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O emprego da energia el\u00e9trica no pa\u00eds teve como marcos pioneiros a instala\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Ribeir\u00e3o do Inferno, em 1883, destinada ao fornecimento de for\u00e7a motriz a servi\u00e7os de minera\u00e7\u00e3o em Diamantina, Minas Gerais; a Usina Hidrel\u00e9trica da Companhia Fia\u00e7\u00e3o e Tecidos S\u00e3o Silvestre, de 1885, no munic\u00edpio de Vi\u00e7osa, tamb\u00e9m em Minas Gerais; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2658,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_import_markdown_pro_load_document_selector":0,"_import_markdown_pro_submit_text_textarea":"","two_page_speed":[],"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-2547","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2547","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2547"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2547\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2657,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2547\/revisions\/2657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2658"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}