{"id":2662,"date":"2024-06-12T17:40:33","date_gmt":"2024-06-12T21:40:33","guid":{"rendered":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/?p=2662"},"modified":"2024-06-12T17:43:10","modified_gmt":"2024-06-12T21:43:10","slug":"companhia-mineira-de-eletricidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/2024\/06\/12\/companhia-mineira-de-eletricidade\/","title":{"rendered":"Companhia Mineira de Eletricidade"},"content":{"rendered":"\n<p>Pequenas usinas hidrel\u00e9tricas:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">o caso da usina de Marmelos<\/h2>\n\n\n\n\n\n<p><strong>Almir Pita Freitas Filho<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Dr. Sc \u2013 IE\/UFRJ &#8211; <\/em><a href=\"mailto:almir@ie.ufrj.br\"><em>almir@ie.ufrj.br<\/em><\/a><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Antonio Lopes de Souza<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>PhD \u2013 LANTEG\/DEE\/UFRJ &#8211; <\/em><a href=\"mailto:lopes@dee.ufrj.br\"><em>lopes@dee.ufrj.br<\/em><\/a><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Margareth Guimar\u00e3es Martins<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Dr.<\/em><em> <\/em><em>Sc<\/em><em> <\/em><em>\u2013<\/em><em> <\/em><em>LANTEG\/DEE\/UFRJ<\/em><em> <\/em><em>&#8211; <\/em><a href=\"mailto:meggmartins@globo.com\"><em>meggmartins@globo.com<\/em><\/a><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maria<\/strong><strong> <\/strong><strong>Ana Quaglino<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>PhD<\/em><em> <\/em><em>\u2013<\/em><em> <\/em><em>LANTEG\/DEE\/UFRJ<\/em><em> <\/em><em>&#8211; <\/em><a href=\"mailto:mariaanaquaglino@globo.com\"><em>mariaanaquaglino@globo.com<\/em><\/a><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sergio Sami Hazan<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>PhD \u2013 LANTEG\/DEE\/UFRJ &#8211; <\/em><a href=\"mailto:sergio@dee.ufrj.br\"><em>ser<\/em><\/a><a href=\"mailto:gio@dee.ufrj.br\"><em>gio@dee.ufrj.br<\/em><\/a><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resumo<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Este<\/em><em> <\/em><em>artigo<\/em><em> <\/em><em>relembra<\/em><em> <\/em><em>a<\/em><em> <\/em><em>hist\u00f3ria<\/em><em> <\/em><em>da<\/em><em> <\/em><em>primeira<\/em><em> <\/em><em>usina hidrel\u00e9trica da Am\u00e9rica Latina, a Usina Hidrel\u00e9trica de Marmelos, hoje conhecida como Marmelos Zero, da pioneira Companhia Mineira de Eletricidade. Embora a usina seja hoje um museu, ela e outras pequenas geradoras formam o complexo de Marmelos ainda em opera\u00e7\u00e3o (Marmelos 2), na categoria definida pela legisla\u00e7\u00e3o atual como \u201cPequenas Centrais Hidrel\u00e9tricas\u201d (PCHs). Este modelo de aproveitamento hidrel\u00e9trico tem sido defendido por v\u00e1rios argumen- tos, dentre os quais, ser potencialmente menos agressivo ao ambiente e ter custo reduzido; \u00e9 considerado um investimento de pequena monta. A quest\u00e3o da sustentabilidade econ\u00f4mica e ambiental de tais empreendimentos, \u00e0 luz dos estudos de caso sobre esta experi\u00eancia pioneira, foi o objeto de nossas reflex\u00f5es. Os autores s\u00e3o membros de uma equipe multidisciplinar (historiadores e engenheiros) que atua no Laborat\u00f3rio de Novas Tecnologias para o Ensino de Engenharia \u2013 LANTEG\/DEE e no Instituto de Economia, ambos da UFRJ, e que est\u00e1 reunida no Grupo de Pesquisa do CNPq, \u201cA Eletricidade na Belle \u00c9poque (1870-1914)\u201d.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abstract<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>This article deals with the history of the first Hydroelectric Power Plant in Latin America, The \u201cMarmelos Hydroelectric Power Station\u201d, also known as \u201cMarmelo Zero\u201d, which belonged to a pioneer Brazilian electrical company, the \u201cCompanhia Mineira de Eletricidade\u201d. Although \u201cMarmelo Zero\u201d today is in fact a museum, it is part of the Marmelos hydroelectric power stations com- plex, in which one (Marmelos 2) is still operational and connected to the Brazilian Electrical Power Plants System as a \u201cPCH\u201d (Small Electrical Station). The \u201cPCH\u201d is a category of electrical power plants encouraged by the Brazilian government\u2019s policies and legislation. Those who are in favor of this energy supply model argue that the \u201cPCHs\u201d are less aggressive to the natural environment and less expensive to build. Wether or not this model is, in fact, economically and environmentally self-sustainable, is a main concern in our analysis of this pioneer experience in Brazil. The authors are all members of a multidisciplinary research team (historians and engineers) working at the Laboratory for New Technologies in Teaching Engineering (Laborat\u00f3rio de Novas Tecnologias para o Ensino de Engenharia \u2013 LANTEG\/DEE) and in the Institute of Economics, both within the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ). This team is also a research group, registered at the National Research Council (CNPq), specialized in studying electricity during the \u201cBelle \u00c9poque\u201d (1870-1914).<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Pequenas usinas hidrel\u00e9tricas: o caso da usina de Marmelos<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"646\" height=\"792\" src=\"\"><img decoding=\"async\" width=\"351\" height=\"81\" src=\"\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h1>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong><u>E<\/u><\/strong><strong><\/strong> &nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>ste artigo \u00e9 o resultado da reflex\u00e3o de uma equipe multidisciplinar, que atua no Laborat\u00f3rio de Novas Tecnologias<\/p>\n\n\n\n<p>para o Ensino de Engenharia \u2013 LANTEG\/DEE e no Instituto de Economia, ambos na UFRJ e est\u00e3o reunidos no Grupo de Pesquisa CNPq, \u201cA Eletricidade na Belle \u00c9poque (1870-1914)\u201d, que possui duas linhas de pesquisa (Hist\u00f3ria da Eletricidade e Hist\u00f3ria da Ilumina\u00e7\u00e3o P\u00fablica), baseadas na perspectiva da hist\u00f3ria econ\u00f4mica conjugada com a hist\u00f3ria da engenharia el\u00e9trica. Nosso objetivo \u00e9 criar recursos para a compreen- s\u00e3o dos aspectos t\u00e9cnicos, econ\u00f4micos e sociais das aplica\u00e7\u00f5es da engenharia el\u00e9trica desde os seus prim\u00f3rdios.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate atual sobre a obten\u00e7\u00e3o de ener- gia el\u00e9trica considera vi\u00e1vel o uso de Pequenas Centrais Hidrel\u00e9tricas (PCHs), que, por defi- ni\u00e7\u00e3o se caracterizam pela pequena pot\u00eancia e reservat\u00f3rios de pequeno porte. A Legisla\u00e7\u00e3o vigente define as PCHs como empreendimentos hidrel\u00e9tricos com pot\u00eancia entre 1.000 e 30.000 kW, \u00e1rea de reservat\u00f3rio delimitada pela cota d\u2019\u00e1gua associada \u00e0 vaz\u00e3o de 100 anos e extens\u00e3o total igual ou inferior a 3,0 km\u00b2 (ANEEL, 1998).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>20&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Hist\u00f3ria e Economia Revista Interdisciplinar<\/em><em><\/em> &nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2\" height=\"22\" src=\"\">O resultado deste debate tem sido, n\u00e3o s\u00f3 a constru\u00e7\u00e3o de diversas PCHs, mas tamb\u00e9m, a recupera\u00e7\u00e3o de usinas antigas. Os defensores deste tipo de hidrel\u00e9trica afirmam que suas van- tagens s\u00e3o: o menor impacto social e ambiental, uma vez que se trata de uma fonte renov\u00e1vel, opera a fio d\u2019\u00e1gua e s\u00e3o constru\u00eddas rapidamen- te. Al\u00e9m disso, ressaltam que as mesmas garan- tem maior confiabilidade para o sistema, devido \u00e0 gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda e descentralizada; possuem baixo custo; contribuem para a redu\u00e7\u00e3o do efeito estufa; dispensam importa\u00e7\u00f5es de equipamentos<br><\/p>\n\n\n\n<p>e servi\u00e7o; e geram impostos para os munic\u00edpios do seu entorno e empregos diretos e indiretos (ENERGISA, s.d.). Os cr\u00edticos das PCHs, en- tretanto, afirmam que elas s\u00e3o menos confi\u00e1veis, devido aos seus reservat\u00f3rios serem pequenos e ao seu porte, n\u00e3o t\u00eam acesso ao mercado de capitais, possuem dificuldades para manter uma estrutura de comercializa\u00e7\u00e3o e de manuten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m disso, s\u00e3o amea\u00e7adas por clientes sens\u00edveis \u00e0 seguran\u00e7a de fornecimento e \u00e0s varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os, sofrem com a imprevisibilidade das chu- vas, al\u00e9m de n\u00e3o possu\u00edrem marcos regulat\u00f3rios claros e, portanto, poderem ser atingidas por al- tera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o (BRDE, 2002 ).<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2\" height=\"732\" src=\"\">N\u00e3o obstante, consideramos oportuno relembrar a hist\u00f3ria da Usina de Marmelos Zero, Figura 1, que embora atualmente seja patrim\u00f4- nio de um museu, foi importante, como marco inicial do aproveitamento hidrel\u00e9trico do Bra- sil, notadamente, do Rio Paraibuna, onde v\u00e1rias experi\u00eancias de pequenas hidrel\u00e9tricas foram desenvolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Figura 1 -Usina Marmelos Zero (Foto: Museu Usina Marmelos Zero \u2013 Universidade Federal de Juiz de Fora)<br><\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">II.&nbsp; Bernardo Mascarenhas: o empreendedor<\/h1>\n\n\n\n<p>Bernardo Mascarenhas, nascido em 30 de maio de 1846, era o d\u00e9cimo filho de um bem sucedido comerciante que fez fortuna monopoli- zando o com\u00e9rcio de sal em Minas Gerais e que se tornou, depois, produtor rural, Figura 2.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"185\" height=\"271\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Figura 2 &#8211; Bernardo Mascarenhas (Foto: Centro de Ci\u00eancias da Universidade Federal de Juiz de Fora)<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de completar os estudos em tra- dicional internato mineiro, o Col\u00e9gio Cara\u00e7a, o futuro empres\u00e1rio decidiu n\u00e3o cursar o n\u00edvel superior, preferindo enveredar imediatamente no mundo dos neg\u00f3cios: aos dezoitos anos, re- cebeu do pai a quantia de 26 contos de reis, que aplicou na compra e venda de gado, constituindo sociedade com um de seus irm\u00e3os. A sociedade prosperou e incorporou a atividade de comercia- liza\u00e7\u00e3o de sal, at\u00e9 que, em 1865, Mascarenhas decidiu propor \u00e0 fam\u00edlia investir na montagem de uma f\u00e1brica de tecidos, cujas m\u00e1quinas seriam<br><\/p>\n\n\n\n<p>movidas a energia hidr\u00e1ulica. Apesar de resist\u00ean- cias na fam\u00edlia contra o projeto, Bernardo con- seguiu convencer dois de seus irm\u00e3os a compor, em 1868, o capital para a f\u00e1brica. Esta foi cons- tru\u00edda na localidade de Cedro, pr\u00f3ximo \u00e0s fazen- das da fam\u00edlia. A parcela de Bernardo Mascare- nhas para o empreendimento veio da venda de sua participa\u00e7\u00e3o nos neg\u00f3cios de sal. Aquela foi a primeira de v\u00e1rias unidades fabris t\u00eaxteis cria- das pela fam\u00edlia Mascarenhas. Nos anos 1870, dois outros irm\u00e3os de Bernardo constru\u00edram a f\u00e1brica de Cachoeira que, em 1883, foi fundida com a f\u00e1brica de Cedro, formando uma socieda- de an\u00f4nima. Em 1888, tr\u00eas anos depois de mudar para Juiz de Fora, per\u00edodo em que se tornou fun- dador do \u201cBanco de Cr\u00e9dito Real\u201d, em 1885, e investiu na compra de terrenos na \u00e1rea, Bernardo Mascarenhas diversificou e expandiu ainda mais os seus neg\u00f3cios constituindo e desenvolvendo ali a \u201cCompanhia T\u00eaxtil Bernardo Mascarenhas\u201d e a \u201cCompanhia Mineira de Eletricidade\u201d, Figu- ra 3. Em 1889, o empres\u00e1rio inaugurou a Usina Hidroel\u00e9trica de Marmelos, a primeira do tipo na Am\u00e9rica Latina. Dez anos depois, em 9 de outu- bro, faleceu v\u00edtima de um ataque card\u00edaco (BIR- CHAL, 2004; GIROLETTI, 1988).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">III.&nbsp; A Companhia Mineira de Eletricidade \u2013 CME<\/h1>\n\n\n\n<p>O empreendedorismo de Bernardo Mas- carenhas, aliado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para a industrializa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o de Juiz de Fora, fez com que ele se aventurasse pelo setor energ\u00e9tico. Afinal, o esfor\u00e7o da \u00e9poca pela busca de energia mais barata e alternativa ao carv\u00e3o importado e o g\u00e1s, era uma meta comum de diversos empre- s\u00e1rios e autoridades municipais visando atender \u00e0s necessidades de eletrifica\u00e7\u00e3o para ilumina- \u00e7\u00e3o p\u00fablica e industrial. Convencido de que era poss\u00edvel fornecer eletricidade para Juiz de Fora, Bernardo Mascarenhas, gra\u00e7as ao seu prest\u00edgio como empres\u00e1rio, conseguiu vencer as resist\u00ean-<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>cias dos c\u00e9ticos quanto ao novo padr\u00e3o ener- g\u00e9tico, por meio de cartas e artigos de jornais (MAGALH\u00c3ES, 2000) e, desta forma, obteve o capital necess\u00e1rio para formar a Companhia Mineira de Eletricidade cuja fachada da sede \u00e9 reproduzida na Figura 3.<\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n<p>Figura 3 \u2013 Fachada da sede da Compa- nhia Mineira de Eletricidade, 1915 (Foto: Museu Usina Marmelos Zero \u2013 Universidade Federal de Juiz de Fora)<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a CME estar vinculada a um dos setores de ponta da economia capitalista, n\u00e3o passava de uma empresa local e familiar, uma vez que, \u201cdos trinta acionistas originais doze pertenciam \u00e0 fam\u00edlia Mascarenhas e mui- tos outros eram nomes proeminentes da comu- nidade empresarial local\u201d (BIRCHAL, 2004), fato amplamente demonstrado nos tr\u00eas quadros abaixo, onde \u00e9 poss\u00edvel observar que Bernardo<br><\/p>\n\n\n\n<p>Mascarenhas, maior acionista da empresa, e sua fam\u00edlia controlavam a maioria das a\u00e7\u00f5es (GIRO- LETTI, 1988). Uma vez obtido o capital, foi f\u00e1- cil para Mascarenhas iniciar o empreendimento, pois conseguiu da C\u00e2mara Municipal de Juiz de Fora a transforma\u00e7\u00e3o de sua antiga concess\u00e3o de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e particular a g\u00e1s. A referida modifica\u00e7\u00e3o incluiu a gera\u00e7\u00e3o e a transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica para os mesmos fins e para fornecer for\u00e7a motriz para sua f\u00e1brica e outras ind\u00fastrias da regi\u00e3o (IEPHA-MG).<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2\" height=\"731\" src=\"\"><strong>QUADRO I. COMPANHIA MINEIRA <\/strong><strong>DE ELETRICIDADE: ACIONISTAS DA FAM\u00cdLIA MASCARENHAS<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Acionistas<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>N\u00famero de A\u00e7\u00f5es<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Profiss\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Bernardo Mascarenhas D. Policena P. S. Mascarenhas Francisco Mascarenhas Vitor Mascarenhas Caetano Mascarenhas Dr. Viriato Mascarenhas Te\u00f3filo M. Ferreira Elvira D. Mascarenhas Dr. Pac\u00edfico Mascarenhas Bernardo F. Pinto Ant\u00f4nio D. Mascarenhas Altivo Diniz Mascarenhas Antonio Augusto Mascarenhas<\/td><td>400 100 78 50 50 35 30 25 20 20 20 15 10<\/td><td>Industrial Fazendeiro-Industrial Industrial e Fazendeiro Industrial Industrial Industrial Industrial Industrial M\u00e9dico e Industrial Fazendeiro- Industrial Industrial Industrial Industrial<\/td><\/tr><tr><td>TOTAL DE A\u00c7\u00d5ES DA FAM\u00cdLIA MASCARENHAS<\/td><td>853(56,8%)<\/td><td>&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: GIROLETTI (1988), Tabela 19, p. 89.<\/p>\n\n\n\n<p>O capital inicial da CME era de cento e cinq\u00fcenta contos de r\u00e9is, duplicou em dois anos de funcionamento, chegando a oitocentos contos de r\u00e9is em 1884. Ap\u00f3s a morte de Mascarenhas, quando os herdeiros e s\u00f3cios de Mascarenhas transferiram o controle acion\u00e1rio para o grupo Assis-Penido, formado por fazendeiros locais, sob a lideran\u00e7a do Coronel Teodorico de Assis, o capital j\u00e1 era de 1.400 contos de reis (GIRO- LETI, 1988), apesar de a companhia manter o seu car\u00e1ter familiar e regional. N\u00e3o obstante, o capital continuou a se multiplicar, atingindo a cifra de 7.000 contos de r\u00e9is na segunda metade dos anos 1920. O aumento do capital da Com-<\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"5\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"2\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5\" height=\"49\" src=\"\">22&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Hist\u00f3ria e Economia Revista Interdisciplinar<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUADRO<\/strong><strong> II. COMPANHIA MINEIRA DE ELETRICIDADE: OUTROS ACIONISTAS<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Acionistas<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>N\u00famero de A\u00e7\u00f5es<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Profiss\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Bento Xavier (Carneiro?) Bar\u00e3o e Baronesa Juiz de Fora Francisco Eug\u00eanio Rezende Francisco Batista de Oliveira Dr. Bernardo Silva Bar\u00e3o de Santa Helena Frederico Ferreira Lage Dr. Alfredo Ferreira Lage Francisco F. de Assis Fonseca Manoel Vidal Barbosa Lage Dr. Azarias Jos\u00e9 de Andrade Carlos Jos\u00e9 Pereira Dr. Fernando Lobo L. Pereira Manoel Matos Gon\u00e7alves J. Pereira de Morais J. B. Oliveira e Souza Dr. Francisco Vicente Gon\u00e7alves Pena<\/td><td>125 100 97 70 40 30 25 25 20 20 20 10 10 10 10 10 25<\/td><td>Comerciante ou Industrial (?) Fazendeiro Fazendeiro Comerciante Advogado e Pol\u00edtico Fazendeiro, Pol\u00edtico, Banqueiro e Diretor da Ferrovia Uni\u00e3o Mineira Fazendeiro Advogado, Propriet\u00e1rio de Pr\u00e9dios Urbanos Fazendeiro Fazendeiro, Pol\u00edtico, Fundador Diretor da Ferrovia Uni\u00e3o Mineira M\u00e9dico e Industrial Fazendeiro Advogado, Pol\u00edtico, Diretor do B.C.R. e Banco do Brasil Fazendeiro e Banqueiro Fazendeiro (?) Comerciante Profissional Liberal<\/td><\/tr><tr><td>TOTAL DEMAIS ACIONISTAS FAM\u00cdLIA MASCARENHAS<\/td><td>647(43,2%)<\/td><td>&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: GIROLETTI (1988), Tabela 19, p. 89.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Acionistas<\/strong><strong><\/strong> <strong>N\u00famero de A\u00e7\u00f5es<\/strong><strong><\/strong> <strong>A\u00e7\u00f5es em Porcentagem<\/strong><strong><\/strong> Fam\u00edlia Mascarenhas Demais Acionistas 853 647 56,8 43,2 TOTAL 1500 100 &nbsp; &nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>QUADRO III. COMPANHIA MINEIRA <\/strong><strong>DE ELETRICIDADE: ACIONISTAS<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Fonte: GIROLETTI (1988), Tabela 19, p. 89.<\/p>\n\n\n\n<p>panhia Mineira de Eletricidade foi baseado na amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de consumidores (BAR- ROS, 2008; GIROLETTI, 1998 e BIRCHAL,<\/p>\n\n\n\n<p>2004). Somente na d\u00e9cada de 1950, esta empresa come\u00e7ou a dar os primeiros sinais de perda de f\u00f4lego. O crescimento da economia industrial na \u00e1rea de Juiz de Fora, que ela havia ajudado a impulsionar, torn\u00e1-la-ia pequena demais. O des- fecho foi sua absor\u00e7\u00e3o pela CEMIG, nos anos de 1980<strong>. <\/strong>Entre os anos 1940 e 1980, a Companhia<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUADRO <\/strong><strong>IV. COMPANHIA MINEIRA DE ELETRICI-<\/strong><strong> <\/strong><strong>DADE:<\/strong><strong> <\/strong><strong>EVOLU\u00c7\u00c3O DO <\/strong><strong>CAPITAL \u2013 1888 &#8211; 1826<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Anos<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Capital em Contos de R\u00e9is<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td>1888<\/td><td>150<\/td><\/tr><tr><td>1890<\/td><td>300<\/td><\/tr><tr><td>1894<\/td><td>800<\/td><\/tr><tr><td>1911<\/td><td>1400<\/td><\/tr><tr><td>1916<\/td><td>2500<\/td><\/tr><tr><td>1926<\/td><td>7000<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: GIROLETTI (1988), p. 90.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Mineira de Eletricidade manteve-se estagnada e a absor\u00e7\u00e3o pela CEMIG foi o resultado esperado, uma vez que esta passou a monopolizar os servi- \u00e7os de eletricidade no estado de Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2\" height=\"454\" src=\"\">Criada no final do regime escravista, a empresa contou com m\u00e3o-de-obra livre nacional e estrangeira. Segundo Birchal, baseado nas in- forma\u00e7\u00f5es de P. Oliveira,<\/p>\n\n\n\n<p>em 1889, por exemplo, durante a instala\u00e7\u00e3o da usina, a companhia contratou dois t\u00e9cnicos norte-americanos, que chega- ram juntos com o equipamento encomendado \u00e0 Westinghouse Electric Company (WEC). Al\u00e9m disso, em 1891, Bernardo Mascarenhas enviou o seu eletricista, Wan Wagenen, que certamente era um estrangeiro, para os EUA discutir com os engenheiros da WEC o projeto da nova usina que ele estava planejando cons- truir. Portanto, parece que os estrangeiros eram empregados principalmente naquelas posi\u00e7\u00f5es mais t\u00e9cnicas. Al\u00e9m do mais, em 1893, a com- panhia informou aos seus consumidores que o aumento no pre\u00e7o do servi\u00e7o de ilumina\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica era em fun\u00e7\u00e3o, entre outras coisas, do aumento nos sal\u00e1rios de seus empregados<\/p>\n\n\n\n<p>estrangeiros(BIRCHAL, 2004).<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo autor ressalta que, <em>\u201cbrasileiros<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td colspan=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5\" height=\"48\" src=\"\"><em>Hist\u00f3ria e Economia Revista Interdisciplinar&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/em>23<\/p>\n\n\n\n\n\n<p><em>livres eram certamente empregados pela CME, pois, como mostra a mesma carta enviada pela companhia aos seus consumidores em 1893, o aumento no pre\u00e7o dos servi\u00e7os prestados pela empresa tamb\u00e9m se devia ao aumento nos sal\u00e1- rios dos funcion\u00e1rios brasileiros\u201d<\/em>, que sup\u00f5e-se, ao menos no in\u00edcio fossem <em>\u201cempregados princi- palmente nos trabalhos menos especializados\u201d <\/em>(BIRCHAL, 2004).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos trinta e quatro anos, que v\u00e3o da sua funda\u00e7\u00e3o at\u00e9 o per\u00edodo de acelera\u00e7\u00e3o da indus- trializa\u00e7\u00e3o brasileira, nos anos 1930, a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica cresceu em mais de 200%, contribuindo para a fama de Juiz de Fora, como a \u201c<em>Manchester brasileira\u201d.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Henrique Hargreeves, autor do estudo pioneiro sobre a CME, classifica como \u201cpassado hist\u00f3rico\u201d o per\u00edodo que vai da sua funda\u00e7\u00e3o at\u00e9 1937, uma vez que ao longo destes quarenta e sete anos, foi implantado o conjunto de usinas localizadas nas cachoeiras de Marmelos. Sendo que a partir da Segunda Guerra Mundial, novas possibilidades de expans\u00e3o da Companhia Mi- neira se apresentaram, caracterizada pelo apro- veitamento da cachoeira de Joasal e pela substi- tui\u00e7\u00e3o dos equipamentos da Westinghouse pelos da General Electric (HARGREEVES, 1971). A troca do equipamento deveu-se \u00e0 obsolesc\u00eancia das m\u00e1quinas pioneiras. Por essa ocasi\u00e3o, a Ge- neral Electric era uma concorrente \u00e0 altura da Westinghouse.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo da gera\u00e7\u00e3o da energia que impulsionou o crescimento industrial de Juiz de Fora come\u00e7ou com a Usina de Marmelos, co- nhecida atualmente como Marmelos Zero. Essa usina, que foi constru\u00edda pela CME por iniciativa de Bernardo Mascarenhas, entrou em funciona- mento em cinco de setembro de 1889, apenas sete anos ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de Appleton, Winscosin (Estados Unidos), primei-<br><\/p>\n\n\n\n<p>ra central da Am\u00e9rica do Norte (VIANA, s.d.) e transformou-se na primeira de toda a Am\u00e9rica Latina, Figura 4.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2\" height=\"732\" src=\"\">Figura 4- Usina Marmelos Zero, 1889. (Foto: Museu Usina Marmelos Zero da Universidade Federal<\/p>\n\n\n\n<p>de Juiz de Fora)<\/p>\n\n\n\n<p>O ano de 1896 foi marcado pela cons- tru\u00e7\u00e3o \u00e0 jusante da Usina Marmelos Zero, dando origem \u00e0 Usina Marmelos 1, o que levou \u00e0 desa- tiva\u00e7\u00e3o da usina pioneira no ano seguinte, Figura 5 e Figura 6.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Figura 5 \u2013 Interior da Usina Marmelos 1, 1889. (Foto: Museu Usina Marmelos Zero da Univer- sidade Federal de Juiz de Fora).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"201\" height=\"139\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Figura 6 &#8211; Usina Marmelos 1, 1889. (Foto: Museu Usina Marmelos Zero da Universidade Federal de Juiz de Fora).<\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5\" height=\"49\" src=\"\">24&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Hist\u00f3ria e Economia Revista Interdisciplinar<\/em><em><\/em><br><br><\/p>\n\n\n\n<p>Duas novas usinas foram inauguradas, as atualmente denominadas Marmelos 1A e Mar- melos 2, respectivamente nos anos de 1905 e 1910. A quarta unidade do conjunto de usinas da cachoeira de Marmelos levou \u00e0 desativa\u00e7\u00e3o gra- dativa das demais. Marmelos Zero foi transfor- mada em Museu em 1988 e, atualmente apenas a Usina de Marmelos 2 continua em opera\u00e7\u00e3o,<br><\/p>\n\n\n\n<p>eletrificaram. A partir de 1898, come\u00e7aremos a observa\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias que se mecanizavam, a partir do fornecimento de for\u00e7a motriz pela CME. A an\u00e1lise das fontes permite-nos dizer que a eletrifica\u00e7\u00e3o das atividades industriais na localidade estendeu-se no tempo (BARROS,<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2\" height=\"141\" src=\"\">2008).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 do mesmo autor o quadro abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p>enquanto pr\u00f3ximo \u00e0 Usina 1 localiza-se o Memorial da Ele- tricidade (AMARAL, 2011).<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Estabelecimento<\/strong><strong><\/strong> <strong>Funda\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong> <strong>For\u00e7a<\/strong><strong><\/strong> F\u00e1brica de M\u00f3veis Corr\u00eaa &amp; Corr\u00eaa 1878 A vapor de 35 cavalos Motor F\u00e1brica de tecidos Industrial Mineira 1883 For\u00e7a hidr\u00e1ulica e a vapor F\u00e1brica da firma Christovam de Andrade, Gama &amp; C. 1885 For\u00e7a a vapor Tecelagem Mascarenhas 1887 Motor Westinghouse de 30 cavalos Mechanica Mineira 1890 Motor el\u00e9trico de 30 cavalos Serraria a vapor do Sr. Pedro Schubert 1894 Motor el\u00e9trico F\u00e1brica de Carruagens 1895 Motor a vapor de 12 cavalos F\u00e1brica de Pregos S. Nicolao 1896 Motor Otto a Petr\u00f3leo de 8 cavalos F\u00e1brica de Massas Aliment\u00edcias Dr. Paulo Simoni 1896 Motor El\u00e9trico Cortume Detlef Krambeck * Vapor F\u00e1brica de Meias Ant\u00f4nio Meurer * Motor El\u00e9trico F\u00e1brica de desfiar fumos * Vapor Oficina de Carpintaria e marcenaria dos Srs. Pantoleoni, * Motor El\u00e9trico Arcuri, Timponi &amp; Comp. &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>QUADRO<\/strong><strong> <\/strong><strong>V.<\/strong><strong> IND\u00daSTRIA E FOR\u00c7A UTILIZADA EM JUIZ DE FORA<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos das Usinas de Marmelos sobre a industria- liza\u00e7\u00e3o de Juiz de Fora s\u00e3o vi- s\u00edveis, pois, quando a CME foi inaugurada havia onze estabe- lecimentos industriais na cida- de. Inaugurados entre 1865 e 1889, este n\u00famero aumentou em 5%, taxa considerada ele- vada para a \u00e9poca, no per\u00edodo<br><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: BARROS, 2008.<br><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">III.&nbsp; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2\" height=\"371\" src=\"\">A Localiza\u00e7\u00e3o de<\/h1>\n\n\n\n<p>de opera\u00e7\u00e3o da Usina Zero at\u00e9 a inaugura\u00e7\u00e3o de Marmelos 2 (HARGREEVES, 1977). Al\u00e9m de alimentar a ind\u00fastria, a energia da CME tamb\u00e9m servia \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e privada, sendo que, Marmelos Zero, por exemplo, era capaz de ilu- minar 1.080 resid\u00eancias (PATICIE\u00c9, 2009).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUADRO IV. INAUGURA\u00c7\u00c3O DE <\/strong><strong>ESTABELECIMENTOS INDUSTRIAIS EM JUIZ DE FORA<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>N\u00famero de Empresas Industriais<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Per\u00edodo<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td>04<\/td><td>1890-1897 (Usina Marmelos Zero)<\/td><\/tr><tr><td>11<\/td><td>1898-1910<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: HARGREEVES, 1977, P. 32..<\/p>\n\n\n\n<p>Cleyton Souza Barros em seu completo trabalho sobre a eletricidade em Juiz de Fora mostrou que:<\/p>\n\n\n\n<p>As fontes jornal\u00edsticas informam so- bre a industrializa\u00e7\u00e3o da cidade mineira. Cabe adotar a verifica\u00e7\u00e3o do processo de instala\u00e7\u00e3o de algumas unidades fabris, ao mesmo tempo dando maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0s instala\u00e7\u00f5es que mais se<br><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Marmelos Zero<\/h1>\n\n\n\n<p>A escolha do local por Mascarenhas de- veu-se ao fato do terreno ser pr\u00f3ximo aos seus demais empreendimentos industriais de Juiz de Fora e por ser cortado pelo Rio Paraibuna, con- siderado por muitos autores como um motor da economia da cidade. Mais precisamente, a Usina de Marmelos Zero est\u00e1 localizada a 21\u00ba 47\u2019 de Latitude Sul e 43\u00ba 19\u2019 de Longitude Oeste, ou seja, a sete quil\u00f4metros de Juiz de Fora, \u00e0s mar- gens da antiga Estrada Uni\u00e3o e Ind\u00fastria, primei- ra importante rodovia que ligava o munic\u00edpio ao Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Paraibuna \u00e9 o principal afluente do Rio Para\u00edba do Sul, nasce na Serra da Mantiquei- ra nas proximidades da cidade de Ant\u00f4nio Car- los e atravessa diversos munic\u00edpios fluminenses e mineiros, incluindo Juiz de Fora. O Paraibuna tem grande import\u00e2ncia para a cidade escolhida<\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"5\"><\/td><td colspan=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"4\"><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5\" height=\"48\" src=\"\"><em>Hist\u00f3ria e Economia Revista Interdisciplinar&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/em>25<\/p>\n\n\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"351\" height=\"750\" src=\"\">por Mascarenhas porque possui volume h\u00eddrico e declividade adequados para a constru\u00e7\u00e3o de pe- quenas usinas hidrel\u00e9tricas. Al\u00e9m disso,<\/p>\n\n\n\n<p>os efeitos combinados da geomorfo- logia regional e das caracter\u00edsticas sobre sua bacia hidrogr\u00e1fica explicam a forma\u00e7\u00e3o da v\u00e1rzea, cujo limite a jusante est\u00e1 na cachoei- ra de Marmelos. O perfil do rio apresenta-se encachoeirado no alto curso e lento-divagante sobre as v\u00e1rzeas do plat\u00f4 em Juiz de Fora (ME- NEZES, 2007).<\/p>\n\n\n\n<p>Toda a hist\u00f3ria do Rio Paraibuna na re- gi\u00e3o do munic\u00edpio de Juiz de Fora \u00e9 marcada, al\u00e9m da possibilidade de aproveitamento hidrel\u00e9- trico, por diversas enchentes, acidentes causados por despejos industriais, grande concentra\u00e7\u00e3o de lixo e \u00edndices elevados de descarga de esgoto dom\u00e9stico, esse \u00faltimo especialmente na jusante do n\u00facleo urbano daquele munic\u00edpio. N\u00e3o obs- tante, at\u00e9 o momento o fluxo e a capacidade de depura\u00e7\u00e3o do Paraibuna t\u00eam conseguido manter n\u00edveis de qualidade de \u00e1gua e volumes conside- rados bons, gra\u00e7as \u00e0s aflu\u00eancias dos rios Preto e do Peixe, que possuem \u00e1guas de boa qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o encontramos refer\u00eancias para Mar- melos Zero sobre problemas com o Rio Paraibu- na. N\u00e3o obstante, Marmelos 1<\/p>\n\n\n\n<p>sofreu problemas devido ao as- soreamento do rio causado pelo despejo de lixo urbano (VIAN- NA, s.d.). Normalmente, o ac\u00fa- mulo de lixo urbano no rio pode ter duas conseq\u00fc\u00eancias sobre o fornecimento de energia el\u00e9tri- ca: a obstru\u00e7\u00e3o da tomada de \u00e1gua diminui a vaz\u00e3o dos dutos para as turbinas e a m\u00e1 qualida- de da \u00e1gua produz cavita\u00e7\u00e3o nas p\u00e1s das turbinas. Obviamente, na \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o de Mar- melos Zero a polui\u00e7\u00e3o dos rios<br><\/p>\n\n\n\n<p>n\u00e3o era um fator considerado pelos gestores de usinas hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">IV.&nbsp; O Conjunto de Edifica\u00e7\u00f5es de<\/h1>\n\n\n\n<p><strong>Marmelos Zero<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Usina de Marmelos Zero foi constru- \u00edda um n\u00edvel abaixo da antiga Estrada Uni\u00e3o e Ind\u00fastria, atual BR-267, aproveitando a caracte- r\u00edstica \u00edngreme do terreno, Figura 7.<\/p>\n\n\n\n<p>Figura 7 &#8211; In\u00edcio da Constru\u00e7\u00e3o da Bar- ragem da Usina Marmelos Zero, 1888 (Foto : Museu Usina Marmelos Zenos da Universidade Federal de Juiz de Fora).<\/p>\n\n\n\n<p>Figura 8 \u2013 Parte do complexo da Usina de Marmelos Zero em fotografia antiga. (Fonte: Revista Mundo El\u00e9trico, Ano 18, p\u00e1gina 14)<\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"6\"><\/td><td rowspan=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"18\" height=\"222\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5\" height=\"48\" src=\"\">26&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Hist\u00f3ria e Economia Revista Interdisciplinar<\/em><em><\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"594\" height=\"732\" src=\"\">Al\u00e9m do pr\u00e9dio da usina propriamente dita, a barragem, o posto do barrageiro, a subes- ta\u00e7\u00e3o elevada, diversas passarelas e condutores d\u2019\u00e1gua formaram o primeiro conjunto de edifi- ca\u00e7\u00f5es do empreendimento hidrel\u00e9trico da CME. As refer\u00eancias arquitet\u00f4nicas deste conjunto s\u00e3o inglesas, a cobertura em duas \u00e1guas enfeitadas com recortes pendentes de madeira, as paredes s\u00e3o de tijolos maci\u00e7os aparentes e embasamento de pedra \u201cpor v\u00e3os com verga em arcos abatidos\u201d (IEPHA-MG), Figura 8 e Figura 9. O projeto da usina foi feito pela empresa americana Max No- thman &amp; Co., muito conhecida na \u00e9poca como representante de companhias estrangeiras para venda de servi\u00e7os e produtos e registro de paten- tes no Brasil.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Figura 9 \u2013 O complexo da Usina de Mar- melos: Usina Marmelos Zero, em fotografia re- cente. (Foto: IEPHA-MG)<\/p>\n\n\n\n<p>O muro de arrimo abaixo da margem da rodovia foi feito em blocos de pedra. Destacam- se ainda o telhado da fachada posterior, estrutura- do em madeira com uma pequena torre quadrada, a escada de cimento \u00e0 margem do rio, as compor- tas e tubula\u00e7\u00f5es. Ao longo dos anos, o conjunto arquitet\u00f4nico da Usina Marmelos Zero, foi sendo completado com as demais usinas (Marmelos 1,<br><\/p>\n\n\n\n<p>Marmelos 1A e Marmelos 2), a Vila Oper\u00e1ria e<\/p>\n\n\n\n<p>um complexo esportivo (IEPHA-MG).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">V.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os Equipamentos da Usina Marmelos Zero<\/h1>\n\n\n\n<p>Em sua primeira configura\u00e7\u00e3o a usina continha dois grupos geradores monof\u00e1sicos de 125kW e 1000 volts cada operando na frequ\u00ean- cia de 60 hertz, ambos fabricados pela Westin- ghouse, Figura 10. Cento e oitenta l\u00e2mpadas incandescentes, de 32 velas, a 50 volts, compu- nham o sistema de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica de Juiz de Fora naquele ano. Dois anos depois, al\u00e9m do uso p\u00fablico, foram instaladas 700 l\u00e2mpadas para uti- liza\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica (MARCOLIN, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p>Figura 10: Interior da usina hi- drel\u00e9trica de Marmelos Zero (Fonte: Energia El\u00e9trica no Brasil, 500 anos,<\/p>\n\n\n\n<p>p\u00e1gina 27)<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, um terceiro grupo ge- rador, tamb\u00e9m da Westinghouse, foi adiciona- do com o objetivo de aumentar a capacidade da usina e com isso suprir a demanda crescente de consumo de energia el\u00e9trica na regi\u00e3o, prin- cipalmente por parte da ind\u00fastria t\u00eaxtil. A usina de Marmelos Zero funcionou at\u00e9 1896 quando foi desativada e substitu\u00edda por unidades mais modernas como Marmelos 1 e 1A, que tamb\u00e9m foram desativadas, e 2.<\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td colspan=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5\" height=\"49\" src=\"\"><em>Hist\u00f3ria e Economia Revista Interdisciplinar&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/em>27<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>A usina de Marmelos 2 tem pot\u00eancia ins- talada de 4 MW e faz parte do sistema que su- pre energia para a cidade de Juiz de Fora, sendo respons\u00e1vel por cerca de apenas 0,4% da energia desta cidade. Deste modo, a indisponibilidade da gera\u00e7\u00e3o desta usina pouco interfere no sistema el\u00e9trico de pot\u00eancia. A vantagem desta \u00e9 que, devido \u00e0 proximidade do centro de consumo, esta d\u00e1 suporte de tens\u00e3o local. Devido a pou- ca gera\u00e7\u00e3o de energia, os custos de opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o foram reduzidos com a automa\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas e extin\u00e7\u00e3o do pessoal de opera\u00e7\u00e3o local (AMARAL, 2011).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUADRO V. COMPANHIA MINEIRA DE ELETRICIDADE:<\/strong><strong> <\/strong><strong>ENERGIA EL\u00c9TRICA GERADA<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n<p>Fonte: GIROLETTI (1988), p. 90.<\/p>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o de George Westinghouse ao desenvolvimento do uso comercial da eletri- cidade foi marcante. Ele esteve, desde a adoles- c\u00eancia, envolvido com a inven\u00e7\u00e3o de dispositi- vos mec\u00e2nicos ou eletromec\u00e2nicos, tendo obtido sua primeira patente, um motor rotativo a vapor, aos 19 anos. Em meados da d\u00e9cada de 1880, vol- tou seus interesses para os sistemas de distribui- \u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica via corrente cont\u00ednua de Thomas Edison, os quais logo abandonou para dedicar-se \u00e0 pesquisa e desenvolvimento de dis- positivos para a gera\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de ener-<br><\/p>\n\n\n\n<p>de corrente cont\u00ednua e Westinghouse chegou a travar uma longa batalha judicial com Thomas Edison, que ficou conhecida como a \u201cGuerra dos Sete Anos\u201d ou \u201cGuerra das Correntes\u201d. Ao final da batalha judicial, com a vit\u00f3ria de Wes- tinghouse ao provar que o uso de corrente alter- nada era seguro e n\u00e3o constitu\u00eda amea\u00e7a a vidas humanas, ele ganhou o direito de desenvolver o projeto do sistema hidrel\u00e9trico de Niagara Falls, o primeiro grande sistema para a produ\u00e7\u00e3o co- mercial de eletricidade para diversos usos tais como transporte ferrovi\u00e1rio, ilumina\u00e7\u00e3o e for\u00e7a motriz, dentre muitos outros. A companhia de Westinghouse cresceu rapidamente, adquirindo reputa\u00e7\u00e3o internacional no desenvolvimento de equipamentos el\u00e9tricos e eletromec\u00e2nicos o que permitiu com que passasse a exportar com suces- so os seus produtos para diversos pa\u00edses, dentre os quais o Brasil, que usou geradores de corrente alternada desta marca em Marmelos Zero e suas sucessoras (QUAGLINO, 2009).<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2\" height=\"731\" src=\"\">A trajet\u00f3ria empresarial de Westinghouse permitiu que seus produtos se tornassem conhe- cidos mundialmente. Foi atrav\u00e9s da publicidade gerada pelos seus \u00eaxitos sobre Thomas Edison, principal concorrente de Westinghouse, que pro- vavelmente levou Bernardo de Mascarenhas a optar por aquela tecnologia. Na ocasi\u00e3o da cons- tru\u00e7\u00e3o de Marmelos Zero havia tr\u00eas possibilida- des principais: os equipamentos das empresas de Z\u00e9nobe Gramme (MARTINS, 2009 e SOUZA et allii., 2010) , Thomas Edison (QUAGLINO, 2010) e George Westinghouse. As m\u00e1quinas el\u00e9- tricas do primeiro empres\u00e1rio estavam em pro- cesso de obsolesc\u00eancia e Westinghouse havia vencido a \u201cGuerra dos Sete Anos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>gia el\u00e9trica por corrente alternada.&nbsp;&nbsp; Em 1886, ele criou a <em>Westinghouse Electric Company <\/em>que passou a produzir e comercializar geradores de corrente alternada. Sua companhia enfrentou grande oposi\u00e7\u00e3o dos defensores dos sistemas<br><\/p>\n\n\n\n<p>V. CONCLUS\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>O sonho de Bernardo Mascarenhas de abastecer seus empreendimentos com energia el\u00e9trica demonstrou a viabilidade das pequenas<\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"5\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"2\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5\" height=\"48\" src=\"\">28&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Hist\u00f3ria e Economia Revista Interdisciplinar<\/em><em><\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p>usinas hidrel\u00e9tricas. Afinal, Marmelos Zero e suas sucessoras contribu\u00edram para o desenvol- vimento da \u201cManchester Brasileira\u201d, pois, como demonstramos ao longo do artigo, Juiz de Fora ganhou em n\u00famero de estabelecimentos indus- triais e com a crescente ilumina\u00e7\u00e3o de suas ruas e casas. Certamente que a m\u00edstica da luz el\u00e9trica t\u00e3o difundida na <em>Belle \u00c9poque<\/em>, o prest\u00edgio pol\u00edti- co e social e empreendedorismo do fundador da primeira hidrel\u00e9trica da Am\u00e9rica Latina facilita- ram a concretiza\u00e7\u00e3o das suas id\u00e9ias, a despeito das dificuldades t\u00e9cnicas e dos problemas advin- dos do pioneirismo de sua realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda face da moeda da experi\u00eancia de Marmelos mostra que, talvez pelas press\u00f5es pol\u00edticas e da demanda, o projeto da Usina te- nha sido concebido de forma precipitada, tanto que Marmelos Zero foi constru\u00edda em apenas seis meses e durou aproximadamente sete anos, uma durabilidade bastante reduzida mesmo con- siderando os padr\u00f5es da \u00e9poca. Sua sucessora, Marmelos 1, tamb\u00e9m n\u00e3o durou muito. O inves- timento inicial n\u00e3o foi desprez\u00edvel, sendo que o parque arquitet\u00f4nico constru\u00eddo continua sendo<br><\/p>\n\n\n\n<p>impressionante, mesmo aos olhos de hoje. Em- bora o equipamento tenha rapidamente chegado \u00e0 obsolesc\u00eancia, era o que havia de mais mo- derno na \u00e9poca, al\u00e9m do que, em outras usinas, equipamentos semelhantes tiveram uma maior durabilidade e foram substitu\u00eddos por tecnolo- gias mais modernas de maneira menos traum\u00e1- tica. Quanto aos efeitos ambientais do conjunto de usinas da cachoeira de Marmelos \u00e9 importante ressaltar, que seus contempor\u00e2neos n\u00e3o possu\u00edam o conceito contempor\u00e2neo e legal de impacto ambiental. N\u00e3o obstante, sabemos que o impacto de cada projeto de PCH deve ser examinado cui- dadosamente de maneira individual.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2\" height=\"429\" src=\"\">A barragem constru\u00edda no final do s\u00e9culo XIX permite que o sonho de Mascarenhas sobre- viva, na energia de Marmelos 2, que atualmente \u00e9 operada remotamente, est\u00e1 interligada ao siste- ma que abastece Juiz de Fora e sua <em>hinterland, <\/em>produz 0,4% da carga m\u00e1xima atendida do mes- mo e representa uma advert\u00eancia aos contempo- r\u00e2neos para a busca de solu\u00e7\u00f5es mais dur\u00e1veis em projetos de Pequenas Centrais Hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"5\"><\/td><td colspan=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"4\"><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5\" height=\"49\" src=\"\"><em>Hist\u00f3ria e Economia Revista Interdisciplinar&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/em>29<\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"2\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Bibliografia<\/h1>\n\n\n\n<p>AMARAL, Marcelo Batista do. Usina Marmelos. Arquivo do Word, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>ANEEL. RESOLU\u00c7\u00c3O No 394, de 04 de dezembro de 1998. Acesso em 10\/03\/2011. Dispon\u00ed-<\/p>\n\n\n\n<p>vel em: <a href=\"http:\/\/www.aneel.gov.br\/cedoc\/res1998394.pdf\">&lt;http:\/\/www.aneel.gov.br\/cedoc\/res1998394.pdf<\/a> &gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>BARROS, Cleyton Souza. Eletricidade Em Juiz De Fora: Moderniza\u00e7\u00e3o por Fios e Trilhos<\/p>\n\n\n\n<p>(1889-1915). Juiz de Fora: UFJF, 2008. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado.<\/p>\n\n\n\n<p>BIRCHAL, S\u00e9rgio de Oliveira. O Empres\u00e1rio Brasileiro: um estudo comparativo. Revista de Economia Pol\u00edtica, Vol. 18, n\u00ba 3(71), jul-set, 2004. <a href=\"http:\/\/www.rep.org.br\/pdf\/71-2.pdf\">http:\/\/www.rep.org.br\/pdf\/71-2.pdf.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;. O Mercado de Trabalho Mineiro no S\u00e9culo XIX. IBMEC MG Working Paper, 2004. Acesso em: 15\/03\/2011. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.ceaee.ibmecmg.br\/wp\/wp12.pdf\">&lt;http:\/\/www.ceaee.ibmecmg.br\/wp\/wp12.pdf<\/a> &gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>BRDE. Informe sobre PCH\u2019s. 2002. Acesso em 02\/04\/2011. Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/www.brde. com.br\/media\/brde.com.br\/doc\/estudos_e_pub\/Informe%20Sobre%20PCHs.pdf&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>CEMIG. Investimentos em PCHs: pequenas centrais el\u00e9tricas. 2006. Acesso em 02\/04\/2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.tec.abinee.org.br\/2006\/arquivos\/231.pdf\">http:\/\/www.tec.abinee.org.br\/2006\/arquivos\/231.pdf&gt;.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>ENERGISA. Sobre as PCHs. Acesso em 05\/04\/2011. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.energisa. com.br\/Geracao\/oqueeumapch\/default.aspx&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>GIROLETTI, Domingos. Industrializa\u00e7\u00e3o de Juiz de Fora: 1850 a 1930. Juiz de Fora: Editora da Universidade Federal de Juiz de Fora, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>GOMES, Antonio Claret S; ABARCA, Carlos David G; FARIA, El\u00edada Antonieta S.T; FER-<\/p>\n\n\n\n<p>NANDES, HELOISA HELENA de O. O Setor El\u00e9trico. Acessado em 05\/04\/2011. Dispon\u00edvel em<\/p>\n\n\n\n<p>&lt;<a href=\"http:\/\/www.bndespar.com.br\/SiteBNDES\/export\/sites\/default\/bndes_pt\/Galerias\/Arquivos\/conheci-\">http:\/\/www.bndespar.com.br\/SiteBNDES\/export\/sites\/default\/bndes_pt\/Galerias\/Arquivos\/conheci-<\/a> mento\/livro_setorial\/setorial14.pdf&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>HARGREEVES, Henrique Jos\u00e9. A Companhia Mineira de Eletricidade e as Possibilidades de Juiz de Fora para a Instala\u00e7\u00e3o de Novas Ind\u00fastrias. Revista do Instituto Hist\u00f3rico Geogr\u00e1fico de Juiz de Fora. V. 6, n\u00ba6, jan.1971, PP. 31-43.<\/p>\n\n\n\n<p>IEPHA-MG.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IEPHA-MG&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apresenta:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Usina&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; de&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Marmelos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acessa- do em 05\/04\/2011. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.iepha.mg.gov.br\/component\/content\/\">&lt;http:\/\/www.iepha.mg.gov.br\/component\/content\/<\/a> article\/1\/681-iephamg-apresenta-usina-hidreletrica-de-marmelos&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>MARCOLIN, Neldson. Rotas da Eletricidade. Acessado em 05\/04\/2011. Dispon\u00edvel em: &lt;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/?art=2757&amp;bd=1&amp;pg=1&amp;lg\">http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/?art=2757&amp;bd=1&amp;pg=1&amp;lg=<\/a> &gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>MARTINS. Margareth Guimar\u00e3es Martins. Z\u00e9nobe Th\u00e9ophile Gramme. Museu Hist\u00f3rico Vir- tual de M\u00e1quinas El\u00e9tricas: 1820-1890 &#8211; LANTEG &#8211; DEE &#8211; EP &#8211; CT &#8211; UFRJ \u2013 FAPERJ. 2009. Acesso<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"5\" height=\"48\" src=\"\">30&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Hist\u00f3ria e Economia Revista Interdisciplinar<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"5\"><\/td><td colspan=\"3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"4\"><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><td colspan=\"3\"><\/td><td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" src=\"\"><\/td><\/tr><tr><td><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><td><\/td><td colspan=\"3\"><img decoding=\"async\" width=\"22\" height=\"2\" src=\"\"><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>em 01\/09\/2011. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.dee.ufrj.br\/Museu\/gramme.html\">http:\/\/www.dee.ufrj.br\/Museu\/gramme.html<\/a> &gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>MENEZES, Maria Lucia Pires. A Cidade e o Rio. O Rio e a Cidade. Espa\u00e7os para o P\u00fablico. Revista Electr\u00f3nica de Geograf\u00eda e Ciencias Sociales. Barcelona: V. 11, n. 245(35), ago, 2007. Acesso em 12\/042011. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.ub.edu\/geocrit\/sn\/sn-24535.htm\">&lt;http:\/\/www.ub.edu\/geocrit\/sn\/sn-24535.htm&gt;.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>PATICIE\u00c9, Amarildo Fernandes. Nadando no Paraibuna. 2009. Acesso em 15\/04\/2011. Dispo-<\/p>\n\n\n\n<p>n\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.cabangu.com.br\/newcabangu\/?op=noticias&amp;id=2933\">&lt;http:\/\/www.cabangu.com.br\/newcabangu\/?op=noticias&amp;id=2933&gt;.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>QUAGLINO, Maria Ana. George Westinghouse, Jr. Museu Hist\u00f3rico Virtual de M\u00e1quinas El\u00e9- tricas: 1820-1890 &#8211; LANTEG &#8211; DEE &#8211; EP &#8211; CT &#8211; UFRJ \u2013 FAPERJ. 2009. Acesso em 01\/09\/2011. Dis-<\/p>\n\n\n\n<p>pon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dee.ufrj.br\/Museu\/westinghouse.html\">http:\/\/www.dee.ufrj.br\/Museu\/westinghouse.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Idem. Thomas Alva Edison. Museu Hist\u00f3rico Virtual de M\u00e1quinas El\u00e9tricas: 1820-1890 &#8211; LANTEG &#8211; DEE &#8211; EP &#8211; CT &#8211; UFRJ \u2013 FAPERJ. 2009. Acesso em 01\/09\/2011. Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/ <a href=\"http:\/\/www.dee.ufrj.br\/Museu\/edison.html\">www.dee.ufrj.br\/Museu\/edison.html<\/a> &gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>SOUZA, Antonio Lopes, MARTINS, Margareth Guimar\u00e3es, QUAGLINO, Maria Ana, HA- ZAN, Sergio Sami. Gramme e o desenvolvimento de suas m\u00e1quinas: uma experi\u00eancia multim\u00eddia. XIV Encontro Regional da Anphu &#8211; Rio; Mem\u00f3ria e Patrim\u00f4nio; Rio de Janeiro, 19-23\/2010; UNI- RIO; ISBN-978-85-60797-08-0. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.encontro2010.rj.anpuh.org\/resources\/\">http:\/\/www.encontro2010.rj.anpuh.org\/resources\/<\/a> anais\/8\/1276735354_ARQUIVO_Anphu_Zenobe_Gramme_Rev.pdf &gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>VIANA, Fabiana Gama. Primeira PCH da Am\u00e9rica do Sul vai ser Restaurada. Acesso em 04\/04\/2011. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.cerpch.unifei.edu.br\/Adm\/opiniao\/1d14fe3894f18b9b0825\">&lt;http:\/\/www.cerpch.unifei.edu.br\/Adm\/opiniao\/1d14fe3894f18b9b0825<\/a> eb164a739c20.pdf&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>WHO MADE AMERICA?. George Westhighouse, Jr. Acesso em 02\/04\/2011. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.pbs.org\/wgbh\/theymadeamerica\/whomade\/westinghouse_hi.html\">&lt;http:\/\/www.pbs.org\/wgbh\/theymadeamerica\/whomade\/westinghouse_hi.html&gt;.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pequenas usinas hidrel\u00e9tricas: o caso da usina de Marmelos Almir Pita Freitas Filho Dr. Sc \u2013 IE\/UFRJ &#8211; almir@ie.ufrj.br Antonio Lopes de Souza PhD \u2013 LANTEG\/DEE\/UFRJ &#8211; lopes@dee.ufrj.br Margareth Guimar\u00e3es Martins Dr. Sc \u2013 LANTEG\/DEE\/UFRJ &#8211; meggmartins@globo.com Maria Ana Quaglino PhD \u2013 LANTEG\/DEE\/UFRJ &#8211; mariaanaquaglino@globo.com Sergio Sami Hazan PhD \u2013 LANTEG\/DEE\/UFRJ &#8211; sergio@dee.ufrj.br Resumo Este [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_import_markdown_pro_load_document_selector":0,"_import_markdown_pro_submit_text_textarea":"","two_page_speed":[],"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2662","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2662"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2662\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2667,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2662\/revisions\/2667"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}