{"id":357,"date":"2014-01-02T09:58:36","date_gmt":"2014-01-02T13:58:36","guid":{"rendered":"http:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/?p=357"},"modified":"2023-01-31T17:29:11","modified_gmt":"2023-01-31T21:29:11","slug":"mato-grosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/2014\/01\/02\/mato-grosso\/","title":{"rendered":"Mato Grosso"},"content":{"rendered":"<p><center><center><\/center><center><span style=\"color: #000000; font-family: Verdana, Arial, Helvetica; font-size: large;\"><b>Parte I &#8211; Mato Grosso, a grande v\u00edtima.&nbsp;<\/b><\/span><\/center>&nbsp;<\/center>O governador Carlos Bezerra apenas em parte tem raz\u00e3o quando afirma, ao analisar os problemas energ\u00e9ticos do Estado, que \u201co mal de Mato Grosso foi procurar resolver a coisa depois que estava tudo liquidado, pois n\u00e3o havia previs\u00e3o\u201d e que \u201csempre achou que a Eletrobr\u00e1s era a culpada, que o governo federal se omitia, mas tamb\u00e9m n\u00e3o havia planejamento por aqui\u201d. Se \u00e9 verdade que muitos governos, anteriores ao dele, n\u00e3o moveram sequer uma palha no sentido de buscar uma solu\u00e7\u00e3o que evitasse o sufoco em que o Estado sempre viveu, mais verdade ainda \u00e9 que a Uni\u00e3o nem sempre se prop\u00f4s a formular planos &#8211; a execut\u00e1-los &#8211; de modo a permitir a Mato Grosso n\u00e3o ficar, como est\u00e1 at\u00e9 hoje, submetido a decis\u00f5es t\u00e9cnicas que geralmente n\u00e3o coincidem com os interesses que defende na \u00e1rea de suprimento de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>O primeiro grande planejamento que se tem not\u00edcia em Mato Grosso foi promovido durante o governo do sr. Pedro Pedrossian, um arm\u00eanio audacioso que resolveu a correla\u00e7\u00e3o que, na \u00e9poca, manipulavam a administra\u00e7\u00e3o estadual. No seu \u201cPlano de Desenvolvimento Econ\u00f4mico do Estado de Mato Grosso\u201d (69-71), Pedrossian afirmava, atrav\u00e9s da equipe que elaborou o documento, que \u201cao contr\u00e1rio do que se acreditava no passado, na aus\u00eancia de atua\u00e7\u00e3o consciente neste sentido, o desenvolvimento econ\u00f4mico tende a n\u00e3o se difundir de maneira homog\u00eanea para todo um Pa\u00eds\u201d, acrescentando que \u201cempiricamente, tem se comprovado que o fen\u00f4meno da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de bem estar manifesta-se segundo um modelo em que determinados setores com grande dinamismo, geralmente concentrados em certas \u00e1reas (denominadas p\u00f3los de desenvolvimento no sentido lato da express\u00e3o), crescendo, difundem os efeitos desta expans\u00e3o sobre o conjunto das atividades econ\u00f4micas com intensidade vari\u00e1vel, dependendo da efic\u00e1cia dos canais propagadores\u201d.<\/p>\n<p>Dizia ainda o ex-governador, com base em estudos desenvolvidos naquela \u00e9poca, que \u201ceste processo atua no sentido de gerar um processo cumulativo de expans\u00e3o das \u00e1reas que j\u00e1 disp\u00f5em de economias externas\u201d e, sendo assim, \u201co livre jogo das for\u00e7as de mercado tende, em geral, a aumentar e n\u00e3o a diminuir as desigualdades regionais\u201d, sustentando tal argumento nas conclus\u00f5es a que G. Arydal havia chegado nos estudos que realizou sobre \u201cTeoria Econ\u00f4mica e Regi\u00f5es Subdesenvolvidas\u201d. Para o ex-governador, \u201co planejamento governamental \u00e9 uma forma de orienta\u00e7\u00e3o da economia que suplementa e corrige as indica\u00e7\u00f5es do mercado e, como est\u00e1 impl\u00edcito nesta defini\u00e7\u00e3o, este n\u00e3o substitui o mecanismo de mercado, sobretudo em uma economia capitalista, onde ele apenas atua no sentido de assegurar uma maior efici\u00eancia do sistema de pre\u00e7os para a coletividade como um todo\u201d. O mesmo Pedrossian, entretanto, assinalava que qualquer plano n\u00e3o pode ser considerado \u201cuma panac\u00e9ia capaz de resolver todos os males do Estado, caracterizando-se, acima de tudo, por uma previs\u00e3o de acontecimentos e seus condicionamentos econ\u00f4micos\u201d, sublinhando tamb\u00e9m que n\u00e3o se poderia desprezar o fato de que \u201ca elabora\u00e7\u00e3o do plano propriamente dito n\u00e3o implica em que se esteja implantando um processo de planejamento no Estado, sendo indispens\u00e1vel uma atua\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico sobre a realidade, imprimindo a economia uma evolu\u00e7\u00e3o diferente da que ocorreria pela simples a\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de mercado\u201d.<\/p>\n<p>De que valeram as advert\u00eancias do governador?<\/p>\n<p>Depois de seu per\u00edodo governamental, o Pa\u00eds entrou definitivamente numa fase em que nada mais se fez, em qualquer setor da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, em todos os n\u00edveis, sen\u00e3o atrav\u00e9s de decis\u00f5es arbitr\u00e1rias e ditatorialmente concentradas em Bras\u00edlia nos mil e um \u00f3rg\u00e3os direta ou indiretamente subordinados \u00e0 tecnocracia, ou seja exist\u00eancia os governos militares incentivaram visando assegurar, sob o seu desmando, a execu\u00e7\u00e3o do modelo de desenvolvimento imposto ao Pa\u00eds pelo governo pol\u00edtico-militar religioso de 1.964.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico de Mato Grosso, o resultado dessa pol\u00edtica foi castastr\u00f3fica. Nada que o Estado pensava tinha import\u00e2ncia. Ou porque pensava errado, segundo a tecnocracia brasiliense, ou patamares\u201d que lhe permitissem impor suas aspira\u00e7\u00f5es \u00e0 administra\u00e7\u00e3o federal. Como esses \u201cpatamares\u201d n\u00e3o foram atingidos, Mato Grosso continuou e continua sem solu\u00e7\u00e3o para os principais problemas que emperram seu crescimento. E um desses problemas, talvez o mais gritante, \u00e9 energ\u00e9tico.<\/p>\n<p><center><span style=\"color: #000000; font-family: Verdana, Arial, Helvetica; font-size: large;\"><b>Parte II &#8211; O compl\u00f4 contra o Estado.&nbsp;<\/b><\/span><\/center><center><\/center>A hist\u00f3ria do suprimento de energia el\u00e9trica a Cuiab\u00e1 e \u00e0 parte do Estado que restou ap\u00f3s a divis\u00e3o de 1979, \u00e9 muito simples. Um ex-diretor da Centrais El\u00e9tricas Matogrossenses S\/A \u2013 Cemat \u2013 Sr. Carmelito Torres, em confer\u00eancia proferida no dia 30 de julho de 1974, no anfiteatro do antigo Col\u00e9gio Estadual de Mato Grosso, desta capital, com base em trabalho elaborado pelo falecido professor Francisco Alexandre Ferreira Mendes (\u201cEnergia El\u00e9trica \u2013 Problema Vital para Cuiab\u00e1\u201d \u2013 1971), informou que \u201co primeiro servi\u00e7o de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica em Cuiab\u00e1 foi inaugurado no dia 30 de novembro de 1879 pelo ent\u00e3o presidente da Prov\u00edncia, Dr. Jo\u00e3o Jos\u00e9 Pedrosa, que usava como combust\u00edvel o querosene em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s antigas lamparinas de azeite que, por iniciativa particular iluminava as testadas das casas dos mais abastados residentes na cidade.\u201d<br \/>\nNo in\u00edcio deste s\u00e9culo \u2013 acrescentava Carmelito Torres \u2013 a ilumina\u00e7\u00e3o a g\u00e1s acetileno constituiu empreendimento alvissareiro, representando grande passo ao avan\u00e7o do progresso e a civiliza\u00e7\u00e3o universal). Cuiab\u00e1, em 1911, gra\u00e7as ao esp\u00edrito empreendedor do intendente municipal, Cel. Avelino de Siqueira, ostentava com toda a opul\u00eancia as suas pra\u00e7as e ruas centrais iluminadas a g\u00e1s. Em 1919, por ocasi\u00e3o dos festejos do bicenten\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o de Cuiab\u00e1 inaugurou-se o primeiro servi\u00e7o de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, com energia el\u00e9trica, cujos os geradores eram movidos com m\u00e1quinas a vapor, gra\u00e7as aos esfor\u00e7os e conhecimento do cidad\u00e3o Jo\u00e3o Pedro Dias, por determina\u00e7\u00e3o do presidente do Estado, \u00e0quela \u00e9poca o eminente e reverend\u00edssimo conterr\u00e2neo arcebispo Dom Francisco de Aquino Corr\u00eaa da Costa, foi inaugurada a primeira usina hidrel\u00e9trica que utiliza o desn\u00edvel do rio da Casca, melhorando as instala\u00e7\u00f5es existentes, ampliando-as e dotando a cidade de um servi\u00e7o de distribui\u00e7\u00e3o p\u00fablica que muito beneficiou a incipiente ind\u00fastria cuiabana da \u00e9poca. Em 1941, esta usina teve a sua capacidade duplicada no governo do interventor J\u00falio Strubing Muller. Em 1954, no governo do Dr. Fernando Corr\u00eaa da Costa, uma nova usina hidrel\u00e9trica era constru\u00edda e inaugurada no rio da Casca, pouco \u00e0 jusante da primeira, com disponibilidade energ\u00e9tica quatro vezes superior \u00e0quela.<\/p>\n<p>Em 1960 \u2013 prosseguia o ex-diretor da Cemat \u2013 a capacidade desta usina foi completada no governo do Sr. Jo\u00e3o Ponce de Arruda, sendo neste per\u00edodo constitu\u00edda a Cemat, como \u00f3rg\u00e3o diretor da pol\u00edtica energ\u00e9tica do Estado. Em 1964, no segundo per\u00edodo governamental, o Dr. Fernando Corr\u00eaa da Costa, tendo em vista os elevados \u00edndices de crescimento demogr\u00e1fico que Cuiab\u00e1 come\u00e7ava a experimentar, em face do despertar do progresso regional, d\u00e1-se in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma nova usina, no terceiro desn\u00edvel existente no rio da Casca, dispondo esta usina de quatro vezes a pot\u00eancia instalada na anterior que mandara construir. Em 1966, o governador Pedro Pedrossian prossegue a constru\u00e7\u00e3o da usina Casca III e, antes mesmo de constru\u00edda esta usina, teve necessidade a Cemat de refor\u00e7ar o seu sistema gerador com a instala\u00e7\u00e3o de um conjunto diesel el\u00e9trico de 3.400 KW para atender ao sistema. Em 1971 era inaugurada a terceira usina do rio da Casca, j\u00e1 no governo do Sr. Jos\u00e9 Fragelli. No per\u00edodo de 1971 a 1973, a Cemat, em conjunto com a Eletrobr\u00e1s, estudou diversas possibilidades hidroenerg\u00e9ticas existente em torno de Cuiab\u00e1 e destes estudos resultou mais vi\u00e1vel, t\u00e9cnica e economicamente, a necessidade da constru\u00e7\u00e3o da central de Couto Magalh\u00e3es, no desn\u00edvel existente do rio Araguaia, distante aproximadamente vinte quil\u00f4metros \u00e0 jusante da cidade de Alto Araguaia.<\/p>\n<p>Esta Central \u2013 informava na \u00e9poca o engenheiro Carmelito Torres \u2013 ter\u00e1 uma capacidade de 180 mil quilowatts (KW), sendo sua constru\u00e7\u00e3o prevista para o per\u00edodo de 1975 a 1979 a cargo da Eletronorte, empresa subsidi\u00e1ria da Eletrobr\u00e1s. No per\u00edodo que medeia esta constru\u00e7\u00e3o, o nosso sistema ser\u00e1 refor\u00e7ado, no pr\u00f3ximo ano, com mais 20 mil KW provenientes da Usina Cachoeira Dourada, da Celg, dando assim um sentido inverso \u00e0 abordagem da obra, isto \u00e9, construindo primeiro a linha de transmiss\u00e3o que servir\u00e1 no futuro \u00e0 Usina Hidrel\u00e9trica \u201cCouto Magalh\u00e3es\u201d e se beneficiando dela imediatamente para o atendimento do consumo crescente, atrav\u00e9s da aquisi\u00e7\u00e3o de energia da Celg (Centrais El\u00e9tricas de Goi\u00e1s). Em 8 de abril de 1974 era inaugurada pelo governador Jos\u00e9 Fragelli a nova usina diesel el\u00e9trica de Cuiab\u00e1, com 10 mil KW de pot\u00eancia, para aliviar a press\u00e3o do consumo, mesmo antes da opera\u00e7\u00e3o da linha de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Em termos rigorosamente hist\u00f3ricos \u2013 e n\u00e3o h\u00e1 como negar isso \u2013 os fatos foram justamente os que serviram para as informa\u00e7\u00f5es prestadas pelo engenheiro Carmelito Torres. Mas h\u00e1 fatos, \u00e0 margem da hist\u00f3ria oficial, que indicam a exist\u00eancia, sen\u00e3o de um compl\u00f4, pelo menos de uma declarada inten\u00e7\u00e3o de evitar um desenvolvimento harmonioso da economia estadual.<\/p>\n<p>E tudo com base nas decis\u00f5es da tecnocracia instalada em Bras\u00edlia pelo governos dos generais.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Fonte: &nbsp;http:\/\/www.diariodecuiaba.com.br\/especial2.php?cod=3&amp;mat=11827<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><a class=\"rel2\" style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/www.diariodecuiaba.com.br\/especial2.php?cod=3&amp;mat=11827\">\u00b7 Parte I &#8211; Mato Grosso, a grande v\u00edtima <\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> \u00b7 Parte II &#8211; O compl\u00f4 contra o Estado <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> \u00b7 Parte III \u2013 A hist\u00f3ria de um esc\u00e2ndalo <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> \u00b7 Parte IV &#8211; Um projeto morto e sepultado <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> \u00b7 Parte V &#8211; A ordem de parar <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> \u00b7 Parte VI &#8211; A briga das estatais <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> \u00b7 Parte VII \u2013 O recuo da Eletronorte <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> \u00b7 Parte VIII &#8211; Eletronorte, uma presen\u00e7a desastrosa <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> \u00b7 Parte XIX &#8211; As consequ\u00eancias danosas de Manso <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> \u00b7 Parte X &#8211; Fechamento do reservat\u00f3rio <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parte I &#8211; Mato Grosso, a grande v\u00edtima.&nbsp;&nbsp;O governador Carlos Bezerra apenas em parte tem raz\u00e3o quando afirma, ao analisar os problemas energ\u00e9ticos do Estado, que \u201co mal de Mato Grosso foi procurar resolver a coisa depois que estava tudo liquidado, pois n\u00e3o havia previs\u00e3o\u201d e que \u201csempre achou que a Eletrobr\u00e1s era a culpada, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":767,"featured_media":162,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_import_markdown_pro_load_document_selector":0,"_import_markdown_pro_submit_text_textarea":"","two_page_speed":[],"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-357","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/357","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/users\/767"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=357"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/357\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2588,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/357\/revisions\/2588"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/media\/162"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}