{"id":383,"date":"2017-01-06T09:17:52","date_gmt":"2017-01-06T13:17:52","guid":{"rendered":"http:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/?p=383"},"modified":"2017-01-06T09:17:52","modified_gmt":"2017-01-06T13:17:52","slug":"extracao-e-refino-de-oleos-vegetais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/2017\/01\/06\/extracao-e-refino-de-oleos-vegetais\/","title":{"rendered":"Extra\u00e7\u00e3o e Refino de \u00d3leos Vegetais"},"content":{"rendered":"<p>Todas as plantas e animais, fabricam uma s\u00e9rie de subst\u00e2ncias de que necessitam para diferentes finalidades espec\u00edficas para cada uma.<br \/>\nMuitas subst\u00e2ncias fabricadas por plantas, tem sido utilizadas como alimento, rem\u00e9dio ou para embelezamento do corpo.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o do processo cultural humano levou ao desenvolvimento de t\u00e9cnicas que possibilitassem uma melhor utiliza\u00e7\u00e3o destes grupos de subst\u00e2ncias, extraindo-as para posterior utiliza\u00e7\u00e3o das mesmas. O grupo de subst\u00e2ncias, retirado de uma determinada por\u00e7\u00e3o vegetal \u00e9 chamado de extrato.<br \/>\nCom o tempo, foram se desenvolvendo diferentes t\u00e9cnicas de extra\u00e7\u00e3o, cada uma visando a obten\u00e7\u00e3o de um conjunto de subst\u00e2ncias espec\u00edficas e para um objetivo diferente.<\/p>\n<p>Algumas t\u00e9cnicas para extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leos j\u00e1 foram discutidas nas mat\u00e9rias anteriores. Vamos falar agora, rapidamente sobre os outros tipos mais conhecidos de extra\u00e7\u00f5es e suas fun\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPara alcan\u00e7ar sua a\u00e7\u00e3o medicinal e ou cosm\u00e9tica, uma planta deve ser tratada de tal forma que se obtenham produtos derivados com a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p>Com uma mesma planta, ou com a mesma parte da planta, pode-se preparar diversos derivados levando-se em considera\u00e7\u00e3o:<br \/>\n\u2022 o modo de prepara\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u2022 as propriedades f\u00edsicas<br \/>\n\u2022 o aspecto<br \/>\n\u2022 a concentra\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios ativos<br \/>\n\u2022 as propriedades farmacol\u00f3gicas<br \/>\n\u2022 sua finalidade<\/p>\n<p><strong>P\u00f3s vegetais<\/strong><br \/>\nOs vegetais na forma de p\u00f3 possuem uma grande aplica\u00e7\u00e3o no arsenal terap\u00eautico e ou cosm\u00e9tico, podendo ser incorporados facilmente \u00e0s formas gal\u00eanicas secas como c\u00e1psulas e comprimidos ou em cremes e lo\u00e7\u00f5es com finalidades espec\u00edficas.<br \/>\nAs ervas, depois de secas, s\u00e3o trituradas em moinhos de diversos modelos e peneiradas dando origem ao p\u00f3.<\/p>\n<p><strong>\u00d3leos essenciais<\/strong><br \/>\nOs \u00f3leos essenciais s\u00e3o compostos arom\u00e1ticos, geralmente vol\u00e1teis, retirados dos vegetais, onde s\u00e3o encontrados pr\u00e9-formados ou na forma combinada. S\u00e3o extra\u00eddos por destila\u00e7\u00e3o, por express\u00e3o ou por extra\u00e7\u00e3o por solventes.<\/p>\n<p>Os medicamentos magistrais \u00e0 base de \u00f3leos essenciais variam com as propriedades qu\u00edmicas e f\u00edsicas, em particular a solubilidade. Com um excipiente alco\u00f3lico ou oleoso, se trabalha por simples dissolu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nUma t\u00e9cnica nova de micro-encapsula\u00e7\u00e3o do \u00f3leos vegetais permite a utiliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3leos essenciais sob a forma de p\u00f3 acondicionado em c\u00e1psulas. Com excipientes n\u00e3o graxos pode-se utilizar externamente, na forma de g\u00e9is ou emulsionados com emulsionantes n\u00e3o i\u00f4nicos, que fornecem emuls\u00f5es est\u00e1veis.<br \/>\nOs \u00f3leos essenciais, nas suas diferentes apresenta\u00e7\u00f5es, s\u00e3o muito utilizados na perfumaria e tamb\u00e9m na aromaterapia.<\/p>\n<p><strong>Hidrolatos<\/strong><br \/>\nFreq\u00fcentemente, produtos secund\u00e1rios \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o dos \u00f3leos essenciais, as \u00e1guas destiladas, tamb\u00e9m conhecidas por hidrolatos, possuem grande quantidade de princ\u00edpios vol\u00e1teis como \u00e1cidos, alde\u00eddos e aminas.<\/p>\n<p>S\u00e3o preparadas por simples destila\u00e7\u00e3o com vapor de \u00e1gua, e plantas frescas ou secas.<br \/>\nAs plantas rasuradas s\u00e3o maceradas por horas com uma quantidade relativamente grande de \u00e1gua e depois destiladas. A destila\u00e7\u00e3o \u00e9 suspensa quando se obt\u00e9m uma quantidade razo\u00e1vel de destilado. O excesso de ess\u00eancia \u00e9 separado por decanta\u00e7\u00e3o ou filtra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A conserva\u00e7\u00e3o dos hidrolatos \u00e9 delicada, pois contaminam-se com facilidade.<br \/>\nOs hidrolatos s\u00e3o utilizados, por suas propriedades arom\u00e1ticas, para a prepara\u00e7\u00e3o de xaropes; e em cosmetologia, por suas propriedades adstringentes, calmantes e antipruriginosas, sob a forma de lo\u00e7\u00f5es e cremes.<\/p>\n<p><strong>Alcoolatos<\/strong><br \/>\nOs alcoolatos s\u00e3o preparados pela macera\u00e7\u00e3o com \u00e1lcool das plantas frescas seguida ou n\u00e3o por uma destila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Atualmente a denomina\u00e7\u00e3o alcoolato foi substitu\u00edda por solu\u00e7\u00f5es alco\u00f3licas ou tinturas.<\/p>\n<p><strong>Alco\u00f3leos<\/strong><br \/>\nOs alco\u00f3leos s\u00e3o prepara\u00e7\u00f5es l\u00edquidas resultantes da a\u00e7\u00e3o dissolvente do \u00e1lcool, empregado em quantidade determinada a um t\u00edtulo definido sobre as mat\u00e9rias vegetais.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo do \u00e1lcool utilizado estar\u00e1 na fun\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios ativos a dissolver do material a tratar.<br \/>\nEm fito-aromaterapia utilizam-se as tinturas, as tinturas m\u00e3e, e as alcoolaturas.<\/p>\n<p><strong>Tinturas vegetais<\/strong><br \/>\nAs tinturas vegetais s\u00e3o preparadas \u00e0 temperatura ambiente pela a\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool sobre uma erva seca (tintura simples) ou sobre uma mistura de ervas (tintura composta). S\u00e3o preparadas por solu\u00e7\u00e3o simples, macera\u00e7\u00e3o ou percola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Hidr\u00f3leos <\/strong><br \/>\nOs hidr\u00f3leos s\u00e3o derivados obtidos pela dissolu\u00e7\u00e3o em \u00e1gua de uma subst\u00e2ncia medicamentosa. Os hidr\u00f3leos s\u00e3o conhecidos pela popula\u00e7\u00e3o pelo nome de tisanas e, e s\u00e3o obtidos por infus\u00e3o, decoc\u00e7\u00e3o ou macera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>Infus\u00e3o<\/strong><br \/>\nA infus\u00e3o \u00e9 preparada jogando-se \u00e1gua fervente sobre as partes ativas do vegetal. \u00c9 o modo tradicional de preparar o ch\u00e1. Deve-se deixar as plantas dentro da \u00e1gua quente por 5 a 10 minutos, e depois filtrar.<\/p>\n<p><strong>Decoc\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNa decoc\u00e7\u00e3o, geralmente coloca-se a erva em \u00e1gua fria, que, em seguida, se aquece at\u00e9 a ebuli\u00e7\u00e3o num recipiente fechado, deixando ferver por alguns minutos. Geralmente se aplica a drogas que apresentam princ\u00edpios ativos de dif\u00edcil extra\u00e7\u00e3o por estarem contidos em partes lenhosas das plantas.<\/p>\n<p><strong>Macera\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma prepara\u00e7\u00e3o l\u00edquida que requer longa imers\u00e3o. P\u00f5e-se a planta em \u00e1gua fria, cobre-se o recipiente e deixa-se repousar em lugar fresco durante uma noite.<\/p>\n<p><strong>Digest\u00e3o <\/strong><br \/>\nO contato droga-solvente \u00e9 mantido a uma temperatura de 40 a 60 graus Celsius.<\/p>\n<p><strong>Percola\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida nenhuma \u00e9 o processo que, pela din\u00e2mica e artif\u00edcios poss\u00edveis, permite uma extra\u00e7\u00e3o mais eficiente. A passagem do l\u00edquido extrator atrav\u00e9s da droga mo\u00edda, em aparelhos conhecidos por percoladores, com o controle do fluxo e varia\u00e7\u00e3o da mistura dos solventes extratores, otimiza o processo;<\/p>\n<p><strong>Destila\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nprocesso em que a planta, em contato com \u00e1gua ou \u00e1lcool, \u00e9 submetida \u00e0 destila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Secagem<\/strong><br \/>\nQuando o extrato l\u00edquido tem o seu solvente removido, pode ser feito por simples aquecimento e evapora\u00e7\u00e3o ou submetido a processos de spray dryer, drum dryer, evapora\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o sob v\u00e1cuo, concentra\u00e7\u00e3o em membranas e outros.<\/p>\n<p><strong>Extratos glic\u00f3licos<\/strong><br \/>\nOs extratos glic\u00f3licos s\u00e3o obtidos por processo de macera\u00e7\u00e3o ou percola\u00e7\u00e3o de uma erva em um solvente hidro-glic\u00f3lico, podendo ser este o propilenoglicol ou a glicerina. Estes extratos normalmente s\u00e3o utilizados nos fitocosm\u00e9ticos.<\/p>\n<p><strong>Extratos fluidos<\/strong><br \/>\nOs extratos fluidos s\u00e3o prepara\u00e7\u00f5es obtidas de drogas vegetais manipuladas. Por n\u00e3o terem sofrido a\u00e7\u00e3o do calor, seus princ\u00edpios ativos s\u00e3o exatamente os mesmos encontrados nos f\u00e1rmacos respectivos.<\/p>\n<p>Outros processos mais sofisticados permitem obter extratos qualitativamente superiores. Entre eles pode-se mencionar :<\/p>\n<p><strong>ESAM \u2013 Extra\u00e7\u00e3o por Solvente Assistida por Microondas;<\/strong><\/p>\n<p><strong>extra\u00e7\u00e3o com C02 Supercr\u00edtico;<\/strong><\/p>\n<p><strong>VMHD (Vacuum Microwave HydroDistillation);<\/strong><\/p>\n<p>E a <strong>extra\u00e7\u00e3o biotecnol\u00f3gica<\/strong> (fermenta\u00e7\u00e3o e bioconvers\u00e3o).<\/p>\n<p>Os princ\u00edpios ativos das plantas medicinais s\u00e3o subst\u00e2ncias que a planta sintetiza e armazena durante o seu crescimento. Nem todos os produtos metab\u00f3licos sintetizados possuem valor medicinal. Em todas as esp\u00e9cies existem princ\u00edpios ativos e subst\u00e2ncias inertes.<\/p>\n<p>Antes de darmos uma breve informa\u00e7\u00e3o sobre as classes mais gerais de princ\u00edpios ativos utilizados pelo homem, surge uma pergunta que n\u00e3o quer calar\u2026\u2026..<\/p>\n<p>Porque precisamos de tantas modalidades de extra\u00e7\u00f5es diferentes ? Voc\u00ea J\u00e1 se perguntou sobre isso?<br \/>\nPorque em determinados momentos o melhor a se usar \u00e9 um \u00f3leo ou extrato oleoso e em outros \u00e9 um extrato glic\u00f3lico ou um ch\u00e1 ou outro tipo de extrato\u2026\u2026.<\/p>\n<p>Se a planta \u00e9 a mesma, porque temos diferentes formas de extrair subst\u00e2ncias dela\u2026\u2026<br \/>\nAlgum palpite? <strong>Pare e pense um pouquinho, antes de continuar a leitura\u2026..<\/strong><\/p>\n<p>O \u00f3leo se dissolve na \u00e1gua? A princ\u00edpio n\u00e3o\u2026.. isso todos n\u00f3s sabemos n\u00e3o \u00e9? Ent\u00e3o o que temos em um \u00f3leo que n\u00e3o temos num ch\u00e1? Voc\u00ea j\u00e1 parou pra se perguntar isso?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o l\u00e1 vai: No extrato oleoso ou no \u00f3leo extra\u00eddo de uma planta, estar\u00e3o as subst\u00e2ncias lipossol\u00faveis que ela produziu. Estas mesmas subst\u00e2ncias n\u00e3o estar\u00e3o no ch\u00e1, porque n\u00e3os s\u00e3o hidrossol\u00faveis, ou seja, n\u00e3o se dissolvem em \u00e1gua.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o podemos deduzir agora, que cada tipo de extra\u00e7\u00e3o, retira um grupo diferente de subst\u00e2ncias de uma mesma determinada planta. E \u00e9 isto mesmo que acontece. Cada tipo de extrato \u00e9 diferente do outro e, conseq\u00fcentemente, ter\u00e1 fun\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es diferentes sobre o local a ser aplicado.<\/p>\n<p>Um extrato glic\u00f3lico de argan, por exemplo, n\u00e3o ter\u00e1 os componentes lip\u00eddicos (gorduras) que d\u00e3o brilho e vi\u00e7o aos cabelos, em compensa\u00e7\u00e3o, o mesmo extrato glic\u00f3lico poder\u00e1 ter alguma subst\u00e2ncia importante para a renova\u00e7\u00e3o celular da pele, por exemplo, que n\u00e3o ser\u00e1 encontrado no \u00f3leo. Embora este exemplo seja apenas ilustrativo, espero que tenha servido para esclarecer as diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>A escolha de um determinado tipo de planta em uma determinada forma de extra\u00e7\u00e3o, \u00e9 definida pelas subst\u00e2ncias obtidas e o objetivo biol\u00f3gico desejado. A planta certa no formato de extrato errado, simplesmente impede que a a\u00e7\u00e3o desejada seja alcan\u00e7ada.<\/p>\n<p><strong>Bem, vamos agora a uma breve discrimina\u00e7\u00e3o dos ativos mais populares:<\/strong><\/p>\n<p>Geralmente, numa mesma planta, encontram-se v\u00e1rios componentes ativos, dos quais um ou um grupo deles determinam a a\u00e7\u00e3o principal do seu extrato. O princ\u00edpio ativo isolado, apresenta a\u00e7\u00e3o diferente daquela apresentada pelo vegetal inteiro.<\/p>\n<p>Os princ\u00edpios ativos geralmente apresentam-se concentrados em determinadas partes do vegetal, preferencialmente nas flores, folhas e ra\u00edzes, e, \u00e0s vezes nas sementes, nos frutos e na casca.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica dos vegetais \u00e9 que n\u00e3o apresentarem uma concentra\u00e7\u00e3o constante de subst\u00e2ncias, variando com o habitat,a \u00e9poca do ano, o clima, a colheita e a prepara\u00e7\u00e3o, entre outros fatores.<\/p>\n<p><strong>Alcal\u00f3ides<\/strong><br \/>\nOs alcal\u00f3ides formam um grupo heterog\u00eaneo, de subst\u00e2ncias org\u00e2nicas, definido pela fun\u00e7\u00e3o amina, raramente amida, que d\u00e1 a seus constituintes propriedades qu\u00edmicas pr\u00f3prias, com uma atividade farmacol\u00f3gica not\u00e1vel, mas que muitas vezes se aliam uma toxicidade elevada.<br \/>\nComo exemplo de alcal\u00f3ides podem ser citadas a atropina (Atropa belladona), a morfina (Papaver somniferum), a cafe\u00edna (Coffea arabica) e a quinina (Chinchona sp).<\/p>\n<p><strong>Princ\u00edpios amargos<\/strong><br \/>\nExiste um n\u00famero grande de plantas cujos componentes possuem um sabor amargo. Em fitoterapia as plantas que possuem estes componentes s\u00e3o conhecidas por Amara.<br \/>\nOs princ\u00edpios amargos estimulam intensamente a secre\u00e7\u00e3o dos sucos g\u00e1stricos e desenvolvem uma a\u00e7\u00e3o t\u00f4nica geral.<\/p>\n<p><strong>\u00d3leos essenciais<\/strong><br \/>\nOs \u00f3leos essenciais s\u00e3o componentes vegetais que s\u00e3o extremamente vol\u00e1teis, dificilmente sol\u00faveis em \u00e1gua, e possuem odor intenso, sendo, algumas vezes, desagrad\u00e1vel<br \/>\nOs \u00f3leos essenciais s\u00e3o formados por diversas subst\u00e2ncias podendo chegar at\u00e9 50 componentes.<\/p>\n<p><strong>Taninos<\/strong><br \/>\nOs taninos s\u00e3o componentes vegetais que possuem a propriedade de precipitar as prote\u00ednas da pele e das mucosas, transformando-as em subst\u00e2ncias insol\u00faveis. Os taninos possuem a\u00e7\u00e3o adstringente, antis\u00e9ptica e antidiarr\u00e9ica.<\/p>\n<p><strong>Heteros\u00eddeos<\/strong><br \/>\nS\u00e3o subst\u00e2ncias amplamente distribuidas no reino vegetal. Apresentam a\u00e7\u00f5es e efeitos t\u00e3o diversos que \u00e9 dif\u00edcil agrup\u00e1-las sob um conceito qu\u00edmico. Os primeiros heteros\u00eddeos isolados eram produtos condensados da glicose, motivo pelo qual foram chamados de glicos\u00eddeos. Como exemplo, podemos citar as subst\u00e2ncias cardioativas da digitalis.<\/p>\n<p><strong>Saponinas<\/strong><br \/>\nAs saponinas ou saponos\u00eddeos formam um grupo particular de heteros\u00eddeos. O seu nome prov\u00e9m da propriedade de formar espuma abundante, quando agitadas com \u00e1gua, \u00e0 semelhan\u00e7a do sab\u00e3o. As saponinas favorecem a a\u00e7\u00e3o dos demais princ\u00edpios ativos da planta.<\/p>\n<p><strong>Flavon\u00f3ides<\/strong><br \/>\nOs flavon\u00f3ides formam um grupo muito extenso, pelo n\u00famero dos seus constituintes naturais e ampla distribui\u00e7\u00e3o no reino vegetal.<br \/>\nAs propriedades f\u00edsicas e qu\u00edmicas s\u00e3o muito vari\u00e1veis, no entanto, podem ser relacionadas algumas propriedades farmacol\u00f3gicas do grupo como:<\/p>\n<p>\u2013 a\u00e7\u00e3o sobre os capilares<\/p>\n<p>\u2013 a\u00e7\u00e3o em determinados dist\u00farbios card\u00edacos e circulat\u00f3rios<\/p>\n<p>\u2013 a\u00e7\u00e3o antiespasm\u00f3dica<\/p>\n<p><strong>Mucilagens<\/strong><br \/>\nConstitui-se um dos componentes das fibras naturais que atuam em importantes fun\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas e metab\u00f3licas.<\/p>\n<p>As plantas com mucilagens est\u00e3o amplamente distribu\u00eddas no reino vegetal, mas somente algumas esp\u00e9cies possuem aplica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica como a malva e o linho.<br \/>\nAs mucilagens agem principalmente protegendo as mucosas contra os irritantes locais, atenuando as inflama\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>\u00c1cidos org\u00e2nicos<\/strong><br \/>\nDiversos vegetais apresentam \u00e1cidos org\u00e2nicos, que lhes conferem sabor \u00e1cido e propriedades farmac\u00eauticas caracter\u00edsticas, como a\u00e7\u00e3o refrescante e laxativa. Dentre os \u00e1cidos presentes pode-se destacar o tart\u00e1rico, m\u00e1lico, c\u00edtrico e o sil\u00edcico.<\/p>\n<p>As plantas das fam\u00edlias das borragin\u00e1ceas, das equiset\u00e1ceas e das gram\u00edneas absorvem grande quantidade de sais org\u00e2nicos do solo, principalmente o sil\u00edcico, armazenando-o nas membranas das c\u00e9lulas ou no seu protoplasma. Este \u00e1cido \u00e9 um elemento fundamental para o tecido conjuntivo, pele, cabelos e unhas. As plantas ricas em \u00e1cidos org\u00e2nicos s\u00e3o muito utilizadas na fitocosm\u00e9tica.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/2013\/08\/extratos-vegetais.html\/banner_foto_0003\" rel=\"attachment wp-att-3426\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3426\" title=\"banner_foto_0003\" src=\"http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/banner_foto_0003.jpg\" sizes=\"(max-width: 487px) 100vw, 487px\" srcset=\"http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/banner_foto_0003.jpg 487w, http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/banner_foto_0003-300x160.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"487\" height=\"260\" \/><\/a><\/p>\n<p><b><\/b><br \/>\n<b><strong>Extra\u00e7\u00e3o e Refino de \u00d3leos e Gorduras Vegetais<\/strong><\/b><br \/>\nNem todos os seres vivos acumulam \u00f3leos e gorduras, mas temos diversas esp\u00e9cies vegetais e animais possuem capacidade de armazenar \u00f3leos e gorduras, tais como polpas de frutos, sementes, peles e ossos. Temos tamb\u00e9m, diversas esp\u00e9cies microbianas, como algas e fungos, que possuem organelas para armazenagem de \u00f3leos e gorduras.Por conta desta diversidade de origem, existem diversos processos de extra\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o de \u00f3leos e gorduras, dependendo das caracter\u00edsticas da fonte oleaginosa.<br \/>\nVamos mostrar aqui 2 m\u00e9todos envolvidos na extra\u00e7\u00e3o:<br \/>\n<b><strong>prensagem mec\u00e2nica<\/strong><\/b> e<br \/>\n<b><strong>extra\u00e7\u00e3o \u00e0 solvente.<\/strong><\/b><\/p>\n<p><b><strong>Obten\u00e7\u00e3o de \u00d3leos por Prensagem Mec\u00e2nica<\/strong><\/b><br \/>\nO processo de prensagem \u00e9 um dos processos mais antigos de extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leos e gorduras.<br \/>\nNeste processo, a mat\u00e9ria-prima \u00e9 esmagada por uma roda de pedra acionada por tra\u00e7\u00e3o animal e, assim, liberar o \u00f3leo contido nos frutos, e ent\u00e3o, a mistura \u00e9 filtrada.<\/p>\n<p>Em processos industriais modernos de extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leos ou gorduras por prensagem mec\u00e2nica e posterior filtragem do \u00f3leo, utilizam equipamentos mais sofisticados e com maior efici\u00eancia. Nesses equipamentos, os gr\u00e3os ou frutos entram em parafusos tipo roscas sem fim que comprimem e movimentam o material para frente. Em sua sa\u00edda, existe um cone que pode ser regulado de forma a aumentar ou diminuir a abertura para sa\u00edda do material, o que determina a press\u00e3o no interior da prensa. No final do processo s\u00e3o obtidos dois materiais: a torta, que \u00e9 a parte s\u00f3lida, e o \u00f3leo ou gordura brutos, que podem conter part\u00edculas s\u00f3lidas resultantes da prensagem.<\/p>\n<p>Este material bruto passa, por um processo de filtragem num equipamento chamado filtro-prensa e a torta \u00e9 encaminhada para o processo de extra\u00e7\u00e3o com solvente, enquanto o \u00f3leo ou gordura extra\u00eddo e filtrado segue para as etapas de purifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<b><strong>O que s\u00e3o \u00f3leos virgens ou extra virgens?<\/strong><\/b><br \/>\nA denomina\u00e7\u00e3o de \u00f3leos virgens ou extravirgens \u00e9 dada a \u00f3leos que, ap\u00f3s o processo de prensagem mec\u00e2nica, necessitam apenas de filtragem para remo\u00e7\u00e3o de part\u00edculas s\u00f3lidas. Ou seja, estes \u00f3leos podem ser consumidos diretamente ap\u00f3s a prensagem, sem a necessidade de etapas posteriores de purifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre os dois se refere \u00e0 temperatura na qual a prensagem \u00e9 realizada. Um \u00f3leo \u00e9 classificado como extravirgem quando resultante de uma primeira prensagem a frio (temperatura ambiente), e o \u00f3leo virgem \u00e9 o resultante de prensagem posterior realizada a quente (aproximadamente 70 \u00baC).<br \/>\nO extravirgem possui uma qualidade superior.<\/p>\n<p><b><strong>Obten\u00e7\u00e3o de \u00d3leos por Extra\u00e7\u00e3o a Solvente<\/strong><\/b><br \/>\nAp\u00f3s a prensagem mec\u00e2nica, a torta resultante passar\u00e1 pelo processo de extra\u00e7\u00e3o por solvente.<\/p>\n<p>Algumas fontes oleaginosas tem pouco conte\u00fado em \u00f3leo, como a soja e do algod\u00e3o, que t\u00eam menos de 20 % do peso dos gr\u00e3os de material graxo. Neste caso, n\u00e3o \u00e9 usada prensagem mec\u00e2nica e os gr\u00e3os ap\u00f3s torrados e mo\u00eddos s\u00e3o submetidos diretamente ao processo de extra\u00e7\u00e3o por solvente. A solubiliza\u00e7\u00e3o do \u00f3leo no solvente ocorre por dois mecanismos: a dissolu\u00e7\u00e3o por simples contato entre as c\u00e9lulas vegetais destru\u00eddas durante a prensagem ou moagem, ou atrav\u00e9s de difus\u00e3o, onde o \u00f3leo atravessa lentamente as as c\u00e9lulas intactas para o meio l\u00edquido.<\/p>\n<p>As plantas industriais modernas de extra\u00e7\u00e3o por solvente operam em regime continuo.<\/p>\n<p>O principal equipamento do processo \u00e9 o extrator, que consiste de uma correia vertical com cestos que possuem o fundo perfurado girando em sentido hor\u00e1rio.<\/p>\n<p>A extra\u00e7\u00e3o \u00e9 feita no extrator, o material \u00e9 colocado em cestas que correm num sentido e o solvente que corre no sentido inverso. No final, o solvente saturado (chamado de micela) \u00e9 recolhido e colocado em evaproradores que evaporam o solvente, sobrando o \u00f3leo bruto. O farelo \u00e9 descarregado do cesto e passa por um evaporador para retirada do solvente, que tamb\u00e9m retorna ao processo.<\/p>\n<p>Todo o solvente utilizado no processo \u00e9 recuperado e retorna ao in\u00edcio do processo.<\/p>\n<p>O \u00f3leo resultante do processo de extra\u00e7\u00e3o \u00e9 chamado de \u00f3leo bruto e geralmente necessita de etapas posteriores de refino para ser consumido.<\/p>\n<p>O \u00f3leo de soja, por exemplo, em sua forma bruta possui diversos contaminantes. Entre os contaminantes temos \u00e1cidos graxos livres, fosfolip\u00eddeos como a lecitina e tocoferol que confere odor e gosto extremamente desagrad\u00e1veis.<\/p>\n<p>Para torn\u00e1-lo adequado para uso, o \u00f3leo bruto passa por um refino, onde as impurezas s\u00e3o retiradas.<\/p>\n<p><strong>Purifica\u00e7\u00e3o ou Refino<\/strong><br \/>\n<strong>Degomagem<\/strong><br \/>\n\u00c9 a primeira etapa do refino, e consiste da retirada de fosfat\u00eddeos, prote\u00ednas e outras subst\u00e2ncias coloidais. Neste processo, adiciona-se \u00e1gua ao \u00f3leo bruto, que sofre leve aquecimento (aproximadamente 70 \u00baC) de 20 a 30 min.<\/p>\n<p>Aqui, ocorre a hidrata\u00e7\u00e3o do material coloidal, levando a forma\u00e7\u00e3o de emuls\u00f5es. A mistura obtida \u00e9 centrifugada para a separa\u00e7\u00e3o da fase aquosa. O \u00f3leo obtido ap\u00f3s esta etapa \u00e9 chamado de \u00f3leo degomado.<br \/>\n<span id=\"more-3209\"><\/span><\/p>\n<p><strong>Neutraliza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n\u00c9 a segunda etapa, onde o \u00f3leo degomado \u00e9 encaminhado para a etapa de neutraliza\u00e7\u00e3o onde \u00e9 adicionada ao \u00f3leo uma solu\u00e7\u00e3o aquosa de NaOH 5 %, que reage com os \u00e1cidos graxos livres para formar sab\u00f5es. Em seguida, a mistura passa por um processo de centrifuga\u00e7\u00e3o, que separa os sab\u00f5es formados (borra) do \u00f3leo.<\/p>\n<p>A borra obtida \u00e9 utilizada para produ\u00e7\u00e3o de sab\u00f5es de baixa qualidade ou para a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos ap\u00f3s a sua acidifica\u00e7\u00e3o com \u00e1cidos minerais fortes, como o \u00e1cido sulf\u00farico. O \u00f3leo resultante desta etapa \u00e9 chamado de \u00f3leo neutralizado.<br \/>\n<strong>Desodoriza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n\u00c9 a etapa seguinte e, onde ocorre a remo\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias que causam o mau cheiro do \u00f3leo bruto, como alde\u00eddos, cetonas, \u00e1cidos graxos oxidados e, principalmente, o carotenoide chamado tocoferol (vitamina E).<br \/>\nNeste processo, conhecido como arraste a vapor, o \u00f3leo passa em contracorrente com vapor de \u00e1gua. Durante este contato, o vapor retira as subst\u00e2ncias que conferem odor ao \u00f3leo.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/2013\/08\/o-que-sao-os-oleos-e-gorduras-parte-3-purificacao-ou-refino.html\/images-16\" rel=\"attachment wp-att-3316\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3316\" title=\"images (16)\" src=\"http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/images-16.jpg\" alt=\"\" width=\"266\" height=\"190\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Clarifica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n\u00daltima \u00e9 a etapa do processo de refino. Nesta etapa s\u00e3o removidos os corantes que conferem cor ao \u00f3leo atrav\u00e9s da adsor\u00e7\u00e3o destes na superf\u00edcie de uma mistura de carv\u00e3o ativado e de argilas naturais conhecidas como terra clarificante. Pequenas quantidades de \u00e1gua remanescentes das etapas posteriores podem interferir no processo de braqueamento, pois podem \u201cbloquear\u201d a superf\u00edcie da terra de clareamento e reduzir sua efici\u00eancia.<\/p>\n<p>O \u00f3leo desodorizado deve passar por uma etapa de secagem antes de ser submetido ao processo de clarifica\u00e7\u00e3o. Para tal, o \u00f3leo permanece durante 30 min. aquecido e sob baixa press\u00e3o (v\u00e1cuo). Em seguida, a este \u00f3leo seco \u00e9 adicionada a terra clarificante, deixando-se a mistura durante 20 a 30 min sob agita\u00e7\u00e3o, quando \u00e9 ent\u00e3o filtrada em um filtro-prensa.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/2013\/08\/o-que-sao-os-oleos-e-gorduras-parte-3-purificacao-ou-refino.html\/gordura-saturada1\" rel=\"attachment wp-att-3319\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3319\" title=\"gordura-saturada1\" src=\"http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/gordura-saturada1-300x267.jpg\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/gordura-saturada1-300x267.jpg 300w, http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/gordura-saturada1.jpg 435w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"267\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Extra\u00e7\u00e3o e Refino de \u00d3leos e Gorduras de Animais <\/strong><br \/>\nOs \u00f3leos e gorduras animais s\u00e3o obtidos atrav\u00e9s dos chamados sebos, os tecidos adiposos dos animais, normalmente associados a carnes, peles e ossos.<br \/>\n<strong>O processo de obten\u00e7\u00e3o de gorduras \u00e9 realizado da seguinte forma:<\/strong><br \/>\nA primeira etapa consiste em triturar o material que cont\u00e9m a gordura e mistur\u00e1-lo com \u00e1gua em uma autoclave, permanecendo a alta temperatura e press\u00e3o por 1 a 2 h onde as c\u00e9lulas contendo material graxo s\u00e3o destru\u00eddas, e a gordura fica na forma l\u00edquida devido \u00e0 alta temperatura. Em seguida, este material \u00e9 coletado em um decantador, onde a gordura, por ser menos densa, fica na superf\u00edcie da \u00e1gua e pode ser facilmente recolhida. Esta gordura passa ent\u00e3o por um filtro prensa para remo\u00e7\u00e3o de part\u00edculas s\u00f3lidas em suspens\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar de semelhante ao refino do \u00f3leo de soja, as gorduras s\u00e3o refinadas seguindo uma ordem diferente das etapas .<br \/>\nA primeira etapa do processo de refino da gordura \u00e9 a desodoriza\u00e7\u00e3o, que ocorre de forma similar \u00e0 dos \u00f3leos vegetais. No entanto, neste caso o processo por arraste a vapor tamb\u00e9m elimina grande parte dos \u00e1cidos graxos presentes na gordura, motivo pelo qual este processo \u00e9 conhecido na ind\u00fastria como \u201cneutraliza\u00e7\u00e3o f\u00edsica\u201d.<br \/>\nNa pr\u00f3xima etapa, a gordura desodorizada \u00e9 submetida ao processo de neutraliza\u00e7\u00e3o com hidr\u00f3xido de s\u00f3dio de modo similar ao descrito para o \u00f3leo de soja. Deve-se salientar que mesmo no caso de algumas oleaginosas de origem vegetal onde o \u00f3leo ou a gordura possuem alta acidez, como \u00e9 o caso de palmeiras, o procedimento de refino \u00e9 similar ao descrito aqui para gorduras animais.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/2013\/08\/o-que-sao-os-oleos-e-gorduras-parte-3-purificacao-ou-refino.html\/2299114-2346-rec-2\" rel=\"attachment wp-att-3325\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3325\" title=\"2299114-2346-rec\" src=\"http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/2299114-2346-rec1.jpg\" sizes=\"(max-width: 619px) 100vw, 619px\" srcset=\"http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/2299114-2346-rec1.jpg 619w, http:\/\/blog.sabaoeglicerina.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/2299114-2346-rec1-300x224.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"464\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todas as plantas e animais, fabricam uma s\u00e9rie de subst\u00e2ncias de que necessitam para diferentes finalidades espec\u00edficas para cada uma. 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