{"id":672,"date":"2017-03-09T07:01:32","date_gmt":"2017-03-09T11:01:32","guid":{"rendered":"http:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/?p=672"},"modified":"2017-03-09T07:13:08","modified_gmt":"2017-03-09T11:13:08","slug":"teste-galery","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/2017\/03\/09\/teste-galery\/","title":{"rendered":"Comunidade Quilombola Lagoinha de Cima."},"content":{"rendered":"<h1>Comunidade Quilombola \u00e9 tema de exposi\u00e7\u00e3o no Misc<\/h1>\n<p class=\"cat_date_not\">Publicado em Not\u00edcias | 23\/03\/2015<\/p>\n<div class=\"barra\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ufmt.br\/ufmt\/site\/media\/estilo\/images\/dot_news.jpg\" width=\"664\" height=\"31\" \/><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"img_noticia\" src=\"http:\/\/www.ufmt.br\/ufmt\/site\/userfiles\/noticias\/fb9b7d12c98598d917c0d2e71ff17ef2.jpg\" \/><\/p>\n<div id=\"text_noticia\">\n<p>Est\u00e1 aberta, at\u00e9 o dia 22 de abril, a exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica Comunidade quilombola Lagoinha de Cima &#8211; Lugar de Mem\u00f3ria e Territ\u00f3rio Tradicional Quilombola, no Museu da Imagem e do Som de Cuiab\u00e1 (Misc), localizado na rua Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria, 75, centro de Cuiab\u00e1, de segunda a sexta, das 9h \u00e0s 18h. A entrada \u00e9 franca. A exposi\u00e7\u00e3o conecta imagens e narrativas das pessoas de Lagoinha de Cima que contam hist\u00f3rias e experi\u00eancias vividas cheias de afeto, densidade e protagonismo como sujeitos de direito, trabalhadores e trabalhadoras da terra que buscam alcan\u00e7ar os direitos mais b\u00e1sicos para viver.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 o resultado do fazer antropol\u00f3gico, no projeto de extens\u00e3o Patrim\u00f4nio Cultural e Saberes Tradicionais Quilombolas de Chapada dos Guimar\u00e3es, com a Associa\u00e7\u00e3o Quilombola Negra Rural de Lagoinha de Cima, munic\u00edpio de Chapada dos Guimar\u00e3es (MT) e <a href=\"http:\/\/www.napasufmt.com\/\"><strong>N\u00facleo de Pesquisa em Antropologia Social Artes, Performances e Simbolismos (NAPas)<\/strong><\/a> da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).<br \/>\nO trabalho foi desenvolvido com a participa\u00e7\u00e3o coletiva da comunidade na identifica\u00e7\u00e3o das refer\u00eancias culturais que constituem seu territ\u00f3rio tradicional, lugar habitado por seus ancestrais e seus descendentes h\u00e1 mais de 200 anos. Lagoinha de Cima \u00e9 uma comunidade reconhecida e certificada pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares como \u201ccomunidades remanescentes de quilombos\u201d. Com a promulga\u00e7\u00e3o da Carta Constitucional de 1988 e do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT 68), as comunidades negras passam a ser reconhecidas por meio do conceito jur\u00eddico de \u201ccomunidades remanescentes de quilombos\u201d. Esse dispositivo jur\u00eddico foi a objetiva\u00e7\u00e3o cultural das demandas dos movimentos sociais que h\u00e1 d\u00e9cadas reivindicava do Estado o reconhecimento dos territ\u00f3rios tradicionais das comunidades quilombolas. O ADCT 68 estabelece que \u201caos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras \u00e9 reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os t\u00edtulos respectivos\u201d.<br \/>\nAssim, o fazer antropol\u00f3gico pautou-se pela produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e forma\u00e7\u00e3o de estudantes comprometidos com a cidadania, a \u00e9tica e a responsabilidade em contribuir com a Associa\u00e7\u00e3o Quilombola Negra Rural de Lagoinha de Cima junto ao Estado brasileiro para o reconhecimento de sua hist\u00f3ria sociocultural e de seu territ\u00f3rio tradicional.<br \/>\nA pesquisa teve o apoio do Departamento do Patrim\u00f4nio Imaterial do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN) em autorizar a metodologia do Invent\u00e1rio Nacional de Refer\u00eancias Culturais (INRC), ap\u00f3s o treinamento da equipe de bolsistas e pesquisadores do projeto. O INRC \u00e9 um procedimento de investiga\u00e7\u00e3o que se desenvolve em n\u00edveis de complexidade crescente e prev\u00ea tr\u00eas etapas, correspondentes a esses n\u00edveis sucessivos de aproxima\u00e7\u00e3o e aprofundamento, quais sejam:<\/p>\n<p>a) Fase de Levantamento Preliminar: reuni\u00e3o e sistematiza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis sobre o universo a inventariar,<\/p>\n<p>b) Fase de Identifica\u00e7\u00e3o: aprofundamento sobre as refer\u00eancias culturais da \u00e1rea, e<\/p>\n<p>c) Fase de Documenta\u00e7\u00e3o: desenvolvimento de estudos t\u00e9cnicos e autorais, de natureza eminentemente etnogr\u00e1fica, e produ\u00e7\u00e3o de documenta\u00e7\u00e3o audiovisual. Esta \u00faltima etapa consiste de uma pesquisa etnogr\u00e1fica mais densa com vistas \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o do bem em um dos Livros criados pelo Decreto 3.551\/00, desde que sob a autoriza\u00e7\u00e3o da comunidade, popula\u00e7\u00e3o e\/ou grupo detentora de tal bem cultural (IPHAN, 2006).<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o contribui para comemora\u00e7\u00e3o do dia 21 de mar\u00e7o, data institu\u00edda pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), em 1969, para a defesa do direito \u00e0 igualdade entre os povos e o direito \u00e0 diferen\u00e7a. Do ponto de vista hist\u00f3rico, a data surgiu logo depois do massacre ocorrido na cidade de Sharpeville na \u00c1frica do Sul quando a pol\u00edcia do Apartheid matou 69 negros e feriu 180, no dia 21 de mar\u00e7o de 1960.<br \/>\nComunidades quilombolas e \u201cquilombo\u201d, considerados do ponto de vista antropol\u00f3gico, permite a renova\u00e7\u00e3o dos modos de ver e compreender as identidades, a contesta\u00e7\u00e3o e a dilui\u00e7\u00e3o da ideologia do branqueamento e da democracia racial vigentes no Brasil. O termo \u201cquilombo\u201d provoca a sociedade brasileira a olhar para si mesma e reconhecer as diferen\u00e7as que lhe s\u00e3o constitutivas, e as desigualdades sociais produzidas pela nega\u00e7\u00e3o de outras identidades, assim como, para pautar a cidadania dos afrodescendentes. Apreender a paisagem cultural das comunidades negras de Chapada dos Guimar\u00e3es \u00e9 reconhece-las como sujeitos de direito inscritos no tempo e no espa\u00e7o, coletividades contempor\u00e2neas em a\u00e7\u00e3o, instituindo significados, dinamizando rela\u00e7\u00f5es com outrem numa grande rede social mais ampla.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9ditos da exposi\u00e7\u00e3o:<\/strong><br \/>\nCoordena\u00e7\u00e3o e Pesquisa: professora Sonia Regina Louren\u00e7o \u2013 DAN, PPGAS, UFMT.<br \/>\nMontagem: Ryanddre Sampaio de Souza \u2013 mestrado PPGAS, Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia da UFMT.<br \/>\nFotografias: Juliana Seg\u00f3via \u2013 Mestrado ECCO, UFMT, Sonia Regina Louren\u00e7o, Isadora Quint\u00e3o Tavares e J\u00e9ssica Oliveira de Jesus.<br \/>\nBolsistas de extens\u00e3o- acad\u00eamicos da UFMT: Adrianna Amorim de Souza Pinto &#8211; Engenharia Florestal, Danielli Katherine Pascoal da Silva, Ci\u00eancias Sociais, Igor Moura Danieleviz e Silva, Ci\u00eancias Sociais, J\u00e9ssica Oliveira de Ci\u00eancias Sociais, Isadora Quint\u00e3o Tavares, Direito, Paulo Cesar de Andrade, Ci\u00eancias Sociais, Vinicius Campos Mendes, Jornalismo, UFMT.<br \/>\nVanilde Francisca de Oliveira, Rosinete de Oliveira Valentim, Jo\u00e3o Bosco de Oliveira Valentim, Madalena Gomes Pereira, Daniel de Oliveira Valentim, Bento de Oliveira Valentim Joao Gualberto Fid\u00e9lis, Associa\u00e7\u00e3o Quilombola Negra Rural de Lagoinha de Cima, munic\u00edpio de Chapada dos Guimaraes, Mato Grosso.<br \/>\nRealiza\u00e7\u00e3o: NAPas \u2013 N\u00facleo de Pesquisa em Antropologia Social Artes, Performances e Simbolismos. Projeto de Extens\u00e3o Patrim\u00f4nio Cultural e Saberes Tradicionais Quilombolas de Chapada dos Guimar\u00e3es, Edital Proext 2013\/ MEC\/SESU; Edital 002\/2012\/FAPEMAT\/CNPq, Programa de Infra-Estrutura para Jovens Pesquisadores Programa Primeiros, Projetos \u2013 PPP \u2013 Fapemat.<br \/>\nApoio: Departamento de Antropologia, Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia Social, Instituto de Ci\u00eancias Humanas e Sociais (ICHS) Pr\u00f3-reitoria de Cultura, Extens\u00e3o e Viv\u00eancia (Procev) UFMT.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunidade Quilombola \u00e9 tema de exposi\u00e7\u00e3o no Misc Publicado em Not\u00edcias | 23\/03\/2015 Est\u00e1 aberta, at\u00e9 o dia 22 de abril, a exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica Comunidade quilombola Lagoinha de Cima &#8211; Lugar de Mem\u00f3ria e Territ\u00f3rio Tradicional Quilombola, no Museu da Imagem e do Som de Cuiab\u00e1 (Misc), localizado na rua Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria, 75, centro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_import_markdown_pro_load_document_selector":0,"_import_markdown_pro_submit_text_textarea":"","two_page_speed":[],"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-672","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/672","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=672"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/672\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":675,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/672\/revisions\/675"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/riodacasca.com.br\/wd\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}